sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Tantas recordações!

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Quando, na passada segunda feira, me encontrava com dois amigos e falava com um deles da nossa estadia em Moçambique, ele como condutor do Exército e eu como Marinheiro, eis que entra na conversa um outro fulano.
Parem de falar de Moçambique, porque quem aqui pode falar sou eu que sou o mais antigo, eu que lá estive 53 meses e o meu amigo de peito que lá esteve 25 meses. Eis que ele, como Polícia de Segurança Pública, tinha lá estado oito anos.
Todos tínhamos muitíssimas histórias para contar. Como é evidente, nem todas eram boas, mas a mais trágica onde esteve o meu amigo de peito, o Manuel Cardoso, quando a barcaça se afundou no Rio Zambeze.
Ele que, no Rio Douro, juntamente com o seu irmão António já estivera quase afogado, não fora a coragem e rapidez do Ti Zé do Paulo que deitara uns Pardelhos na Ovelha junto ao Carneiro e ao aperceber-se conseguiu salvá-los a ambos. Esta lição ter-lhe-á servido de aviso para que aprendesse a nadar. E o ter aprendido salvou-lhe a vida no citado afundamento. Afogaram-se inúmeras pessoas em Moçambique.
Falamos ainda, durante imenso tempo, de outras coisas boas e maravilhosas passadas naquela terra de Além Mar, mas que tivemos a sorte de lá viver e muito mais no meu caso que a guerra me passava toda pelas mãos , mas felizmente só nos papeis.
Infelizmente que as coisas em Moçambique não tem corrido pelo melhor, mas como me disse um comandante da Frelimo, eles tinham consciência de que as coisas seriam tremendamente difíceis. E que previam serem necessários uns 20 a 30 anos para que as coisas ficassem arrumadas.
Do fundo do coração, espero que assim seja e que este Povo martirizado venha a desfrutar de paz tranquila e consiga viver em plena felicidade, num futuro muito próximo.
Quem por lá passou e conheceu Moçambique e o seu povo, sabe que merecem um final feliz. E que já este Natal de 2009, que se aproxima, lhes proporcione melhorias significativas e que o ano de 2010 lhes traga melhorias significativas.

A Psico!






Estas dão-me a imagem real de quanto foi bom lá ter vivido. Os momentos inesquecíveis. Aprendi a viver em agrupamento e a perceber e saber avaliar o que é uma Guerra de Guerrilha. A Propaganda Psiquica. Tenho bem gravado na minha memória e estou convencido que jamais se apagará.
A Fotografia que era distribuída em panfletos lançados da avioneta junto das populações nativas. O chinês muito gordo, a procurar convencer o nativo que comia tudo e nada deixava para eles comerem. O Bom Português, muito amigo, magrinho porque comia e repartia com os outros.
Éramos umas almas santas!
É como diz aquela máxima :
- Quem as conta fica aliviado, quem as conhece fica incomodado.
Aprendi imenso!

Belos tempos!

ENA PÁ É SEMPRE ABRIR
Como se pode ver pelas fotos em abaixo, as quais testemunham mais uma animada confraternização . Todos quantos aparecem nas fotos,que aceitem simbolizar todos os outros camaradas destes tempos. Penitencio-me por muitas outras fotos que já não possuo, por terem sido inutilizadas, motivado pela humidade. Um apelo a quantos com nós partilharam que enviem-me outras que pode ser para este meu mail valdemarmarinheiro@hotmail.com
Praia espectacular Metangula e as àguas do lago
Com um abraço fraterno dos bons velhos tempos, mas sempre actuais e que a memória não permite que se apaguem. Bem hajam

Rancho da porca convivio de amigos. Que bom recordar

Tal como as ovelhas não são p´ra mato

Peixe não dava , porque não puxa carroça


Um paraíso secreto!


METANGULA -LAGO NIASSA = FONTE DE INSPIRAÇÃO CULTURAL E RECREATIVA

Quem poderá esquecer-se deste Poster e da sua autora, a D. Rosita Chuquere e do seu marido, o saudoso Comandante Chefe do Estado Maior em Metangula?
Com devida vénia!

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Encontrei o Lago Niassa!



Metangula - Caminhada à Descoberta de um Lago.
Adriano Chuquere
Gaivotazinha Sarge Fonseca


Lanchas e Visita do Bispo das Forças Armadas em 1969 a Metangula.
A memória não deixa que se apaguem.
Morre lentamente quem destrói o seu amor próprio.

Humor à solta!

Vai uma anedota?

Quando um grupo de amigos se junta à volta da mesa, há duas coisas que acontecem de certeza. A primeira é «dar de beber à dor», pois a seco a palavra não brota fácil. A segunda é o contar de anedotas que ajuda a passar o tempo e traz boa disposição.
Desta vez folheei os meus alfarrábios e trouxe-vos esta, para ajudar a passar esta quinta-feira chuvosa.
Confusão no velório
Eram dois pescadores gémeos.
Um casado e o outro solteiro.
O solteiro tinha uma lancha de pesca já velha.
Um dia, a mulher do casado morre.
E como uma desgraça nunca vem só, a lancha do irmão solteiro afunda-se no mesmo dia.
Uma senhora, dessas velhotas curiosas e alcoviteiras, soube da morte da mulher e resolve dar os pêsames ao viúvo, mas confunde os irmãos e acaba por se dirigir ao irmão que perdeu a lancha.
- Eu só soube agora. Que perda enorme. Deve ser terrível para si.
O solteiro, sem entender bem, explicou:
- Pois é. Eu estou arrasado. Mas é preciso ser forte e enfrentar a realidade. De qualquer modo, ela já estava muito velha. Tinha a parte de trás toda rebentada, deitava um cheiro horrível a peixe e vazava água como nunca vi. Tinha uma grande racha na frente e um buraco atrás que, cada vez que eu a usava, ficava maior. Mas eu acho que o que ela não aguentou, foi mesmo eu empresta-la a quatro amigos que se divertiam com ela. Eu sempre lhes disse para eles irem com calma, mas desta vez foram os quatro juntos e isso foi demais para ela... Foi-lhe fatal!
A velhinha desmaiou.

Como está Sr. Feliz?

Como está Sr. Contente?
Cada fotografia encerra uma história muito própria e traz-nos à recordação coisas que nem ao Diabo lembram.
Hoje, quando deitei os olhos nesta relíquia dos meus tempos na Briosa, veio-me à ideia aquela rábula, feita na RTP, pelo Nicolau Breyner e Herman José e de que todos se lembrarão com certeza.
Mil e uma recordações me desperta esta imagem, mas que querem, foi aquilo que em primeiro lugar pensei quando olhei para ela.

O Rancho da Porca!

«Esquadrilha do rancho da porca»
Que quatro! Eu, Sotero o Fotografo, Fuzileiro Chera e Mar. Merg. Delgado

Mesmo que o grupo fosse reduzido para uma fresquinhas, havias aqueles que nunca faltavam
como será fácil constatar pela sua presença em muitas das fotografias.

!!! Cerveja cristalina , era a dois M e Laurentina !!!

Quando acabada a refeição, normalmente a regadela continuava, pois as multas aplicadas por infractores, eram eram regras inventadas, pois elas vinham dos nossos antepassados e não haviam atenuantes. Um dos exemplos e a que mais infractores ocasionava, era quando algum de nós deitassemos dentro da travessa uma fatia de cêmea, depois de lá ser metido ninguem poderia comer enquanto não fosse retirada. Muitas multas, porque propositadamente nos procuravamos distrair uns aos outros. Não se percebe que no presente se tivermos uma vida preenchida, tenhamos o desejo de que o passado regressasse, até porque a lei da vivência não o permite, e ainda bem que tudo o que nasce morre, mas verdade que casos ocorridos no passado e quando recordados, por vezes levam-nos a esquecer o que anteriormente foi afirmado. Mas seguramente que recordar o passado é viver duas vezes.

Me... Tarzan!


A aguardar texto

Encosta-te a mim!


A aguardar texto