sexta-feira, 20 de novembro de 2009
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Vítimas das Abelhas!

Abelha selvagem africana

Enxame de abelhas selvagens
Pelos vistos houve mais filhos da escola a sofrer os ataques destes bichos, nas margens do Lago Niassa. Hoje estive em contacto com o Luis Silva, do DFE9, que se lembra perfeitamente de isso ter acontecido com um oficial do seu destacamento.
No blog do Tintinaine, Escola de Fuzileiros, é relatado também um episódio em que um membro da CF8 quase morreu com centenas de picadas deste insecto.
Como se pode ver elas eram um dos inimigos que tínhamos que enfrentar naquela região. Nada demais, a natureza é assim mesmo.
sábado, 14 de novembro de 2009
Curiosidades = Lago Niassa

Manaliva - Tintifaine =Sem palavras:
Está Fabuloso = Fotos Testemunham o nosso Profundo Amor pelo Niassa
Niassa significa lago, em linguagem ChiNyanja.
Lago Niassa que é o terceiro maior de África.
Com o cumprimento de 560 qulómetros tendo 80 metros de largura e, em certos locais, tem de profundidade 700 metros, possui uma ampla biodiversidade que lhe permite acolher mais de1.000 espécies de peixes, 600 dos quais já identificados e catalogados.
Comentário: Valdemarmarinheiro@hotmail.com
Várias dessas espécies saboreeias eu, eram óptimas.
Não tivessemos nós lá um grupo de Fuzileiros que pescavam em quantidade.
Também algumas vezes era parte integrante de grupos que depois de os matar, os
Nativos mergulhavam a apanhá-los e nós à superficie para controlavamos para que não deixassem lá o peixe escondido no fundo.
O Meu Grato Reconhecimento
Tive de ser perspicaz, para que a operação não falhasse, como digo npoutro local, trabalhava com o Sargento Fonseca nas mensagens captadas em Fonia mas codificadas, que as conseguiamos descodificar e assim conhecer os movimentos dos dirigentes da Frelimo e o movimento das suas tropas, ora no Distrito do Niassa, outras em Mtuara, Dar-es-Salam na Tanzânia, Zâmbia, etc.
Quem no Serviço de Informações transcrevia os Brifing´s e como tal era dos primeiros a saber o local onde se iria decorrer o teatro das operações, ou ainda como Radarista, o Radar de Aviso Aéreo e o de Navegação, assim como a Sonda no caso de se tratar de Imersão, apesar de dispôr de tudo isto, sentia alguma dificuldade em controlar a ansiedade de conhecer fisícamente o Tintifaine actual. Ao identificar-te. Senti enorme alegria.
Tudo bem, óptimo aspecto. Por dentro se estiveres, como aparentas por fora, o coração da forma como partilha, deve estar maravilhoso.
Carlos nesta hora que acabo de ver a tua foto, permite reconheça tudo o que de bom tens feito por mim. Obrigado Amigo. Peço-te que não apagues. Faria imenso gosto de quando abrir o blogue me recordar de como tudo se tem passado e isso só seria possivel num homem com um H enormissimo e de uma partilha enorme. Obrigado Amigo.
Aquele Abraço.
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
S.O.S. de Radarista Para Fuso Tintinaine
Pois É!....
Quem não gostaria de poder receber tudo o que transporta palavra cujo nome lhe atribuíramde(partilha), mas como muitos de nós, os que servimos a Briosa. Não é fácil encontrar. Muitos falam nela como se fosse também pertença sua, numa tentativa clara e apenas e só na tentativa de daí lhe advir dividendos.
Mas a nossa briosa duou-nos esses valores. Incutida de forma consistente que muito cedo nos apercebemos, que sem estes valores, a vida seria teria um grande vazio. A solidariedade existente e a partilha vindo dos nossos anteriores camaradas, é um legado que rápidamente nos herdamos. Começamos a perceber, que a partilha é um valor fundamente a perservar. Nisso somos únicos nós os marinheiros.
Será aceitável que não decifrem esta mensagem, quem não vestiu a farda branca e a azul, até se calhar alguns dos que não usaram o alcache, mas os que tivemos esse privilégio, não somos demagogos, é um sentimento que transportamos, e como tal é gratificante relatar esta veracidade.
Há quem nos acuse de dar-mos mais valor á farda do que na realidade ela tem, mas o elo de ligação entre nós marinheiros, é tal que seguramente até seremos modestos, quando falamos deste sentimento. Ele tem a força de num ápice nos ligar em linguagem comum e fomenta e cimenta puras amizades. Mas para melhor se compreedender:- Os exemplos não são a melhor forma de demonstração. Mas a única.
Percebam esta temática, o Carlos e eu não nos conhecemos pessoalmente, mas uma consulta ao Blogue e ligado a Metangula/Lago Niassa mesmo que em periodos diferentes, ele ao deparar com a farda ficou como hipontizado e unidos de imediato.
Estabelecido o contacto, o Carlos fez questão de reparar todo este magnifico trabalho (com trabalho imenso, muito pior que começar de novo). Em bola hora o fez, porque ganhou ele, ganhamos todos os Camaradas da Briosa e todos os que nos venham a acompanhar.
Com estes valores revejo-me de certeza absoluta a minha aposta de ter servido a Armada, foi uma das escolhas mais acertadas em toda a minha vida.
Dádiva de Marinheiro.
Não fora o ter servido a Armada e certamente a pretensão que acalentava desde criança, jamais seria concretizada. A paixão, que me levou desde muito novo a esforçar-me por armazenar o que pensava poder vir um dia ter interesse em ser divulgado, mesmo que conseguido o editar em livro, acabaria por ir parar a uma prateleira qualquer totalmente abandonada por um Alfarrista. Como leigo nos Blogues, jamais conseguiria o organizar com um mnímo de qualidade, pois quando tenho o tempo ocupado, naquilo que desejo concretizar, e a vontade de repartir -me pelos locais das minhas grandes paixões, pois sem eles jamais me conseguiria inspirar.
Mas estes filhos da Escola, começado primeiro Manuel Araújo Cunha e agora o Carlos, que são dotados de uma capacidade enorme e sabedoria. Empenharam-se e desenvolveram esta obra que para mim é de um valor ímpar..
Falta-me discernimento (porque ainda estou num periode de emocional) não sabrei avaliar a importância do seu trabalho. Mas seguramentejá existe uma certeza! Que já tenho mais dois grandes e valiosos amigos.
A pretensão de escrever nascida com tenra idade, mas que a fui protelando, mas isso sim guardando documentos e gravando testemunhos mentalmente.
Há sempre uma primeira vez
Tinha e tenho apoios monetários não de grande monta ,para provável edição de um livro, mas a determinada altura apercebi-me que a publicação na Net seria a mais aconselhável, por oferecer maior divulgação.
Com os conhecimentos de dactilografia, pelos anos de Estado Maior e Serviço de Informações no Niassa/Metangula e em Nampula, tudo á partida estaria simplificado. Optei por esta opção e sinto-me com sorte pelos apois e colaboração.
Hipópotamo Pisou Maningue Mezungo
Um dia decidi-me por escrever num pequeno papel e fazê-lo chegar a um Filho da Escola Manuel Araújo meu conterrâneo e sem rodeios fui ao assunto, queria ser ajudado. A resposta não se fez esperar e de Imediato criou-me um Blogue e meteu-lhe algumas mas importantes fotos e extratos dos seus livros já que tem quatro editados. Estava dado o primeiro impulso, mas não se ficou por aqui e continuou e continua a ajudar-me.
Como conto no meu grupo de Amigos com outros escritores pedi -lhes uma opinião:- A resposta foi única. Escreve,Escreve e Escreve, depois nós cá estaremos para te ajudar a corrigir e ordenar.
Palácio da Bolsa do Porto
Convidado a assistir ao lançamento de um livro, ali ouvi contar pelo autor uma história interessante:- tinha solicitado a um seu amigo de grande reputação literária que o ajudasse a melhorar a obra. Prontamente respondeu-lhe que sim, levou-lhe o livro duas vezes, tendo obtido como resposta, que não estava mal, mas que sabia que ele o podia ainda melhorar mais, só quando o escritor lhe disse que não lhe era impossivel melhorá-lo mais. Respondeu-lhe friamente:- Então se é assim, deixa ficar o Manuscrito, agora finalmente vou o ler.
São estas mais valias que nos ajudam a perceber melhor a palavra Partilha e significado.
terça-feira, 10 de novembro de 2009
O Sargento Tanso!
Houve uma altura em que pegaram naqueles cabos Manobras antigos e fizeram-lhe um curso (para não dizer, deram-lhe o curso) para os poder promover a sargentos. Acontece que eram manobras e como tal tansos (termo que usávamos para os manobras e artilheiros) ou seja, eram os que piores resultados tinham tido nos testes. Quando os mandavam escolher uma de tantas especialidades já se sabia qual o destino que levariam. Estava embarcado na Fragata «Diogo Cão» e um belo dia, estava eu de rancheiro e a descascar batatas quando um desses sargentos feitos à pressa me perguntou o que eu fazia na minha terra. Respondi-lhe que era pescador e mineiro. Então ele fez-me algumas perguntas e depois mandou-me ter com ele á Messe. Começou por me dizer que tinha sido Pescador na Póvoa e que não tinha vindo para a Marinha aprender a fazer nós nem fazer mãozinhas, mas sim aprender a ler e a escrever. Mandou-me para Junto do Clarim para polir e pintar o Sino de bordo. Isso deu para andar ali umas três semanas quando, num ritmo normal, dois dias seriam mais que suficientes para fazer aquilo.
Então e a linguagem que ele usava quando chamava alguém pela instalação sonora:
- Atençom praças! O Grumete Rederista que eu sei que não é Manobra apresente-se a mim, onde é que estou.
Acabava de falar e ia-se embora.
Quando o procurávamos, fazíamo-lo passado meia hora ou mais. Se fosse para castigo perguntava o número. Só que nós sabíamos que ele não sabia escrever muito bem e não memorizava o número se o disséssemos rápido demais. Dizíamos 19518 rapidamente e ele insistia para que falássemos devagar, só que cada vez nós o repetíamos mais rápido ainda.
Um belo dia estávamos de serviço á Aviação e fomos para Manobras uma semana para o Cabo Espichel, Sesimbra etc. Era a Feira das Indústrias, em Setúbal, o que era uma maravilha. Ele foi até lá, no Domingo, e comprou um livrito de cowboys da colecção «Sete balas» (dava, no máximo, para uma hora de leitura).
Para o ler esteve essa semana toda sem sair de bordo, e quando regressamos, na sexta-feira ele continuou e só saiu no sábado á tarde, quando terminou a leitura do livro. Para quem tinha andado tantos anos a aprender a ler e escrever, não estava nada mal!
Um estudioso exemplar, hein?.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Que Pescador!
Estava eu á cerca de 15 meses na Briosa quando embarquei num Destroyer de uma flotilha de três, em que os outros dois tinham sido abatidos aos efectivos da Marinha. Encontrava-se atracado no cais da Escola de Alunos Marinheiros, em Vila Franca de Xira, para apoio da instrução dos alunos, Cursos de I.T.E., 1º Grau e de Sargentos.
Nele havia uma figura típica, um Cabo Manobra, já reformado, de nome «Caixinhas» que escrevia para a Revista da Armada coisas hilariantes, e que tinha a paixão da pesca. Um belo dia estava ele em dificuldades para remendar uma “chumbeira” e eu disse-lhe que era pescador e que sabia fazê-las novas e que lhe podia remendar aquela.
Ok, mãos à obra, disse ele. Fiz a Agulha, a forma, etc. Disse-lhe que nas minhas horas vagas lhe lhe poderia arranjar aquilo sem problema. Qual quê! Fiquei logo ali e o meu trabalho de limpezas e serviços passou a ser remendar e fazer-lhe “chumbeiras” novas.
Foi, durante largo tempo, uma vida santa. Ia até pescar com ele, de vez em quando, porque ele nem os lançamentos sabia fazer.
domingo, 8 de novembro de 2009
Nkolongue!
Clare Brown e José Luís Torres vão regressar a Portugal por uns tempos, para recarregar baterias, uma vez que a época das chuvas inviabiliza grande parte do trabalho a realizar e a própria disponibilidade das populações. A chegada do casal está prevista para dia 14 de Novembro!
Associação Niassa Portugal Amizade
A Aldeia Nkolongue pertence à província de Niassa e está localizada 18 km a Sul de Metangula. Tem uma paisagem deslumbrante e as gentes são muito hospitaleiras. Contudo, a sumptuosidade da paisagem contrasta com a precariedade económica da população local, facto esse que nos sensibilizou e mobilizou no sentido de apoiar um programa integrado de desenvolvimento. Ambiciona-se criar qualidade de vida e riqueza mas procurando respeitar e potenciar a integridade e especificidade de uma cultura ancestral.Este projecto da A.N.P.A. será levado a cabo pelo casal Clare Brown e José Torres sob a direcção da gerência de Mbuna Bay Retreat, uma instituição local, e terá uma duração de dois anos. Terá o seu início a 25 de Março de 2009, com a partida dos voluntários para Moçambique. Uma vez lá chegados, estes terão de preparar a construção de uma casa para habitarem, na qual também se espera ser possível acolher outros temerários que a estes se queiram juntar.Todos os projectos a desenvolver serão apresentados e discutidos com a população da aldeia, antes da sua implementação. Ao mesmo tempo, integrar-se-ão nos planos nacionais e provinciais da educação, saúde e outros.Ao nível da saúde, muito há a fazer, a começar pela construção e dinamização de um Posto de Saúde, em colaboração com os Serviços de Saúde Moçambicanos. Devido à existência de doenças endémicas é primordial a promoção de campanhas de sensibilização e prevenção de doenças como, por exemplo, a Cólera e a Sida.Para promover a sustentabilidade da comunidade, pretende-se desenvolver projectos que numa primeira fase venham colmatar a precariedade da população, sobretudo, ao nível da escassez alimentar, com a introdução de novos métodos pedagógicos e de forma a potenciar, o mais rapidamente possível, o surgimento de novas profissões. Aqui, o carácter fortemente empreendedor dos voluntários, bem como a sua sensibilidade quanto a aspectos sócio-culturais e económicos será certamente uma grande mais-valia. O desenvolvimento terá de passar necessariamente pela preservação das tradições, nomeadamente no domínio do artesanato, e pela valorização dos seus recursos endógenos. Para esse efeito será criado um Centro de Artesanato que visará a promoção e divulgação do trabalho dos artesãos locais e comercialização dos seus trabalhos junto dos turistas. Terá ainda como objectivo a formação de novos artesãos, para que estas artes não só não se percam, mas, sobretudo, que se tornem numa fonte de riqueza para a aldeia.Uma ambição da A.N.P.A. é a criação de um sistema de Microcrédito para a Aldeia Nkolongue, para apoiar os habitantes da comunidade que, não podendo oferecer garantias financeiras, tenham ideias com viabilidade. A concretização deste propósito será, sobretudo, indispensável para desenvolver a igualdade de oportunidades e a inclusão social.
sábado, 7 de novembro de 2009
Tempos de guerra!
Honra-me ter vestido o Camafulado de Fuzileiro
Verdadeira Amizade Testemunha a sã camaradagem entre marinheiros, ligados ainda por outros grandes amores, o Lago, o Areal e o Monte Tchifuli. Que sirva como um exemplo a seguir.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Recordar é viver!

Vista da Torre do Farol

O Cais das Bombas

Helicóptero com o Tchifúli como pano de fundo

Outra perspectiva da Torre do Farol
Moçambique e os anos que lá passei enchem-me de felicidade. Por ter lá estado e vivido dois anos maravilhosos em Metangula, no Lago Niassa e outros dois na lindissima e hospitaleira cidade de Nampula. Hoje e graças á Internet temos a possibilidade de rever as maravilhosas paisagens de todo o Moçambique e as lindissimas cidades por onde passei. E sinto-me um privilegiado por ter tido a felicidade de lá ter voltado em 1975.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
