quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Meias Finais, já está

Deu-me  um gozo do caneco. Ver que nem Jesus lhes valeu, que o João Pereira  já rendeu e que não estamos na bancarrota. Já nos dá-mos ao luxo de recusar Milhões.
Quando um vizinho que se julga rico, mesmo ao que consta, cheio de divídas, mas indiferente a tudo isso, se apresenta  bem vestido e bem alimentado, e  olha para o vizinho do lado como um parente pobre,  doente,cheio de fome, andrajoso etc. enche-se de repugnância, tem receio que ele o empeste e, embora lhe dê de comer ou mande dar, afasta-se com receio que transmita qualquer coisa, e diz com os seu botões:  Que poupasse.... Porque é tão desmazelado no vestuário?? !.... Denota falta de limpeza ...,que se arranje.
     Como um parente pobre tem sido recebido e tratado o Sporting e os Sportinguistas, não pagando com a mesma moeda, mas ao que parece alguns  vão ficar mesmo depenados. Porque  os resultados começam a esfumarem-se, e a comunicação Social não compra Jogadores.
No reino do Leão mandam os Sportinguistas

Este é nosso. Não está em saldo.


Ser leão pelo coração
Certamente para  tirar impacto à vitória conseguida pela nossa  Direcção ao que levou a Assembleia Municipal de Lisboa a aprovar os 18 milhões de Euros e a construção de um Pavilhão Gimnodesportivo, nada melhor que colocar este Leão  em outro clube um preço qualquer.
    Saíu-lhes o tiro pela colatra, a Assembleia aprovou e o Ismalove continua Leão.
    Estes dois exemplos são uma boa aspirina para o começo do novo ano.
                                  Saudações Leoninas aos Sportinguistas
                  Aos outros, tudo de bom, a concorrência quando leal é salutar  

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Moçambique 1ª Guerra 1914/1918

ESBOÇO
Já leva mais de 40 anos que o guardo, certo que não o comprei a nenhum alfarrabista, mas sim guardeio, dos muitos que havia na Biblioteca de Bordo do  Destroyer N.R.P.Vouga, e da qual em fui responsável, quando o mesmo foi abatido ao serviço efectivo da Armada.
      É seu Autor, um combatente em Moçambique, na primeira Guerra Mundial.
      Guardeio e várias vezes o li, pois muitas vezes serviu de tema de conversa com um Tio meu que foi combatente em França e outro amigo em Angola, de onde regressou antes de a guerra terminar, por ter sido ferido pelas tropas Alemãs.
       Dizia-me o meu tio, que em França diziam os Soldados Franceses.Uí, Uí, compravion, Portuguê, Portuguê Raplinipon.
      Dizia ele que os sodados  Franceses se queixavam aos seu superiores que os soldados portugueses lhe roubavam o pão todo.
     Não resisto, e com a devida vênia transcrever alguns extractos, para que melhor se possa perceber que procedimentos e reconhecimentos desta Guerra, compará-los, àquela que terminou em 1974 são copiados com total rigor.
PAZ À SUAS ALMAS
Como as grande árvores, quando abatidas, são sempre maiores do que pareciam antes, também ao ser humano acontece o mesmo fenómeno; só quando desaparece da vida um grande homem é que se nota, se vê, a grandeza da falta, o vazio que fica.
      Sentem-no com muita dor os seus companheiros.
       Pelo que ficam gravadas estas palavras que falam por mim e por aqueles camaradas, transladando ao vivo a nossa mágoa.
     À memória de todos os combatentes que ficaram, sepultados uns, desaparecidos outros, no solo abençoado de Moçambique, cujo sangue alicerça aquela ex grande Província, e à de nossos Pais, cujos exemplos de camaradagem e de patriotismo foram a melhor lição que nos poderiam ter dado.
     Não há nada no mundo, mais puro, mais profundo, do que o culto da familia.
     A familia é o Santuário das tradições, como dos costumes.
     Todos os que morreram pela  Pátria, não deviam morrer, deviam transfigurar-se  e constar na galeria da HISTÓRIA    

Metangula/ Lago Niassa

Preciosidades do Lago Niassa
 

Maparra  Xará Mui  Gracias
Os amigos nunca param de surpreender. Quantas vezes me tinha recordado as imensas nuvens que nos colocavam em enorme escoridão quando baixavam, fosse na Base os então na Taberna do Henriques ou no Bar do neves. Interrogava-me como foi possivel nunca ter tirado uma foto para poder recordar. Mas o meu xará Valdemar Alves certamente por intuição sentiu o meu desabafo e vá de me ofertar estas preciosidades as quais me vão ajudar a avivar conversas lá ocorridas.

De um valor incalculável


A Marinha, é um Mundo Único. Palavra para Quê.
     Excluindo os que por aqui passaram (que mantemos um sentimento impar), não serão muitos aqueles que terão desfrutado de uma recanto tão pitoresco e com uma paisagem tão deslumbrante, seguramente será uma das sete maravilhas e a Paixão e amor que nos incute, uma das primeiras. Adoro este cantinho. Conservo-o dentro de mim como o coonheci e dele desfrutei, hei-de morrer com essa felicidade de um dia ter tido a sorte de aqui ter vindo parar.
           Todos os Valdemares tem Pinta( O Valdemar Alves na Foto)
 Tintinaine, apresentamos-te os parabéns e na tua pessoa a todos os Filhos da Escola da Companhia de Fuzileiros Nº 2, não fosses vós e não teriamos desfrutado desta maravilhosa Piscina. Sinceramente estais aprovados na arte de pá e pica. A âncora presta-vos homenagem.
         Para que o meu Xará Valdemar Alves, não ficasse molhado na fotografia, não fosse constipar -se, mandei vaziá-la. Assim tinha a certeza. Nem se constipava, nem morria afogado.
     Era sexta-feira, e como tal havia que a limpar, para meter nova àgua.
     Foram dois maravilhosos anos, que assumi essa responsabilidade, e me deu imenso prazer.


   
 Foi garças a ela, e ao campo de Futebol de Salão, que eu desfrutava de uma casinha, onde montei um genero de Recanto Hippie, onde não faltava nada, desde o fado até ao Rock. O respectivo café e seus acompanhantes até às tantas. Belos tempos de sã camaradagem.. Lá no mato andava quem nos defendesse. Também fui dos que desfrutei do ar condicionado. Mas enquanto isso já tinha passado por caminhos do diabo e voltei a passar. Mas jamais poderei esquecer os maravilhosos momentos que aqui passei e muitos deles com Fuzileiros homens das Operações e Pessoal do Exército onde eramos todos amigos e nos sabiamos respeitar. Gozamos mesmo imenso, juntamente com o pessoal do Exército, eles que tinham um Conjunto Musical,  que nos visitavam amiudadas vezes, e nos procuravam ensinar a tocar viola.

Um Comentário:
     Fiquei felicissimo, com esta apreciação feita pelo meu Xará Valdemar Alves, Marinheiro Fuzileiro que se vê nas Fotos:
          Finalmente!.... Estas fotos depois de darem a volta ao mundo foram parar ao lugar certo... Ao Blogge do Valdemar  e aqui ficarão para a posteridade.
Conclusivo ..... (Acrescento eu)
         Não fossem todos vós, e este meu/vosso Blogge não teria tido pernas para andar e ter subido a este pincaro. Sendo que, e modéstia à parte o Tintinaine o seu principal obreiro.
 A ele muito devemos, "dispendendo muito do seu tempo, e por vezes até descurando os dele" o que de bom ele nos oferece.
      Quando temos alguma memória e dedicação, e sabendo que por trás, está um sincero e competente mestre, tudo se torna mais fácil.
    Mas seguramente, que o Carlos tal como eu, e seguramente para todos nós, o importante é que ele nos continue a despertar interesse, e nos vá alimentando a alma.
 Tenho a Marinha no coração e tudo o que de bom a envolve.
 A todos vocês. Um Bem hajam

Quem os Quêr

Que pena!... Injustiçados. Felizmente o Povo tem memória

A Arma mais mortifera de todas as Armas
    Longe vão os tempos em que os ditos senhores auto-convencidos que a sabedoria e a verdade única seria aquela que eles quizesssem tornar pública. Tempo que os poobres Zés, limitavam-se a lerem-na e era se quizessem ter algum tempo de leitura, que mesmo sabendo-se, que o que era tornado público e a forma como eram abordados os temas em questão, serviam e só para na sua grandissima maioria valorizar ou desculpabilizar os seus autores.
      Certo, esses senhores, sofrendo dessa grave doênça que nunca curaram, ou porque não conseguiram, ou então por não se terem apercebido que o mundo mudou, e que nessa mudança se encontra a Internet, que eles os Senhores tais apoiaram, mas que hoje por muito que os faça sofrer não a controlam.
     Felizmente que a Net, veio a exigir dos senhores da Comunicação Social a divulgação de temas escritos por pessoas, que até há pouco  tempo a era impensável, fossem  elas  opiniões politícas, de Guerra ou Religiosa, de entre outras.
Certo, que ainda hoje, quando com grande esforço económico compramos o Jornal, lá aparecem os Senhores tais a ocuparem, duas páginas, com o propósito de publicitar livros que eles próprios editam, mas certamente não os compram, bem como a tentar justificar o injustificável.
Somos uma Nação de Terra boa, onde várias sementes fracas poliferaram, porque eram fortemente alimentada por incautos. Hoje esses incautos, cada vez são muito menos,  já  consultam ambos os lados e apercebem-se do que é verdade, menos verdade ou simplesmente mentira.
     Felizmente deparamos, com a publicação de artigos dos chamados pés descalço. Acredito convictamente, que o seu número virá a ser muito maior a curto prazo.
      Ontem Domingo, 10de Janeiro de 2010, lá fui comprar o Jornal de Notícias, para não perder o Curso de Computadores, ao folheá-lo, deparo com uma entrevista com duas páginas, de um senhor dos muitos que eu ja tinha apagado da memória, e o mais caricato a lamentar-se de uma data que certamente nem ele quererá relembrar.
Muito sinceramente foi tamanha a desilusão, que arrumei o Jornal, sem que o tivesses lido, pois quando deparei com o seu nome pensei que ele aproveitaria a entrevista para nos informar  e ter a coragem de dizer como e a quem serviu, agora sentir-se  injustiçado não lembra ao diabo. Querer tapar o Sol com a Peneira, nos tempos que correm já não dá.
Mas como dizia arrumei o Jornal, mas passei uma noite tão mal dormida, pois lembrou-me o que de mau foi aquele 25 de Novembro e as tremendas injustiças e o sofrimento que causaram a gente de bem que nada sabiam fazer, porque tinham optado por uma carreira, e pagaram uma factura tão grande sem que em nada para ela tivessem contribuído. Com feridas que nunca cicatrizarão, vem agora falar  como de uma vitima se tratasse e se sente injustiçado (que vitima?).porque já não comemoram essa sua data. Mas hoje e muito cedo me dirigi à Livraria para comprar um novo Jornal e falar da dor que me vai na alma, sabendo do enorme sacrifício que trouxe essas perseguições que ele entre linhas admite e que se calhar sabe-se lá porquê apenas e só refere o Almirante Rosa Coutinho: Como terá ficado incomodado o Senhor Almirante ao ver o seu nome referenciado.
Um Homem com um H muito grande que eu tive o privilégio de estar com ele em vários locais, inclusivé Moçambique..
O Assunto continua

Guerra Colonial= Niassa =1

Pelo amor às nossas fardas, e pela minha forte Ligação e vivência com os Camaradas Fuzileiros

Com a devida vênia transcrevo:
  do autor
José Jorge Martins sendo ele Fuzileiro
 Guerra Colonial
Autópsia de uma operação
Nota do Autor
Este é um livro diferente sobre a Guerra Colonial.
Ele não se debruça, propriamente, sobre os grandes "chefes militares", os "cabos de guerra" ou ainda "guerreiros do Império"
Ele fala dos chamados "comandantes" que faziam a guerra numa perspectiva plana, através dos mapas, em salas com ar condicionado, a resguardo do tórrido calor, das incomodidades da mata, dos sacrificios e dos perigos.
     Ele, fala, também, daqueles "comandantes" que, sujeitando-se ao mato por dever, a ele não pertenciam. Somente procuravam honrarias fáceis, marchavam a meio das colunas com um séquito de impedidos, guarda -costas e mainatos que lhes aliviavam as costas, carregando as pesadas mochilas-tudo justificado pela eufemística frase "privilégios inerentes ao posto".
     Mas do que este livro trata e fala é, sobretudo, dos fuzileiros anónimos (Praças, Sargentos e Oficiais) que finalmente encontram nome, protagonismo, expressão e merecido reconhecimento nesta obra.
     Eles, que sem os privilégios e as honras militares, sem as condecorações e as medalhas garantidas no fim das comissões, fizeram a guerra tudo suportando, comandaram na prática operações, definiram as melhores tácticas e manobraram no terreno.
     Eles eram os sprimeiros no contacto de fogo e os últimos a sair das Bases.
     Eles, no teatro de operações, descobriram o significado das palavras camaradagem, solidariedade e guerrilheiro e deram a esta guerra o sentido da dignidade.
Ele, este livro é a homenagem a todos os que, no terreno, foram os verdadeiros combatentes de uma Guerra em que não podia haver nem vencidos nem vencedores, porque simplesmente não tinha o direito de existir.
  Comando da Defesa Marítima dos Portos do Lago Niassa (CDMPLN)
Base Operacional de Fuzileiros Especiais no Cobué, situada nas margens do lago Niassa, a cerca de 60 Km da fronteira com a Tanzânia.                                   

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

S. Tomé e Principe

Serões de S. Tomé
Meus olhos são como a noite
em que astro nenhum flutua
mas se o teu olhar o fita
na noite desponta a lua

Se os escravos são comprados
ó branca de além do mar
homem livre eu, sou escravo
comprado por teu olhar

Meu olhar é retratista
ò minha doce miragem
senão diz-me porque tenho
no meu peito a tua imagem


Roubei-te o primeiro beijo
o segundo foi-me dado
o terceiro, francamente,
creio que me foi roubado

A neve que cai na serra
define tudo em redor
quem se afoita a amar as brancas
se da neve têm a cor

As noites para serem belas
precisam milhões de sóis
a ti, negra como as noites,
apenas te bastam dois

Um dia a espuma dos mares
ao ver em si meu amor
Foi dizer baixinho à praia
- a Vénus mudou de cor

A nossa terra é tão bela
duma beleza sem par
E por ser assim formosa
Fê-la sua amante o mar...
Foi bom recordar-te e os bons dias que aí passei. Quando se gosta nunca se esquece

sábado, 9 de janeiro de 2010

Zambeze X =Comportamento Indigno

Mas com é possivel? Gente desta Estirpe!....
Uma instituição não é avaliada por um ser irracional, felizmente que tinhamos nos nossos superiores gente de bem e de moral superior.seguramente uma grande maioria de conduta superior.
    No dia seguinte ao naufrágio desloca-se ao aquartelamento de Mopeia o 2º Comandante do sector de Quelimane,Major Valente, de camafulado, faca e pistola à cinta.
  Manda reunir os sobreviventes, sem que nos dirija uma única palavra,,pergunta qual é a patente máxima e a mais antiga.
Apresenta-se um primeiro Sargento, que como é fácil de perceber, com a barba por fazer e uma farda que lhe tinha sido atribuída e que nada condizia com o corpo dele.
Virando-se para ele, pronuncia estas palavras, com essa apresentação você parece um bandido, e não um militar.
     Ao ouvir esta provocação despida de sentimentos, um dos soldados sobreviventes ainda totalmente traumatizado foi buscar uma G3,e no descontrole iria disparar, valeu na circunstância a pronta intervênção dos colegas que evitaram o incidente.Se ele omitiu o caso, não se sabe, o certo é que o militar nunca foi chamado.
    Sem resposta nem recado e nem uma palavra de auto-critica, retirou-se e jamais voltou a aparecer.
    Os actos e acções ficam com quem os praticam, mas à crueldades, que  provocam reações  incontroláveis, em quem tem o coração cheio de dor e sofrimento .
Nota: Fiquei muito surpreendido pela actuação do Major, por não estar habituado nem tenha tido conhecimento de tal procedimento com os Oficiais da Briosa, quando acabo de ser informado que o mesmo tipo de procedimento tinha tido o Kaúlza da Arriaga para com os militares que participaram na falhada Operação Nó-Górdio em Cabo Delgado. Como se  ele não tivesse sido o principal responsável, pela abortada operação. Como alguém disse deitar fogo para um enxame de vesperas.

Testemunho- Sentinela em Mopeia = IX

Convivendo em Entre-os- Rios


Cardoso e Agostinho recordando



Ouvindo o Relato do Agostinho


         
  TESTEMUNHO DIRECTO PELO PRÓPRIO


Agostinho Rocha Ferreira
Soldado do Batalhão 1935
Companhia de Caçadores 1798
     Colocada em Murrumbala, a cerca de oito quilómetros de Mopeia, local onde ocorreu o naufrágio.
     No dia vinte e um para vinte e dois de Junho entrei de serviço de Sentilena, às 24horas para cumprir o serviço de Sentinela,que seria até as duas da manhã.
     Quando por volta da uma da manhã, apróxima-se um camião e de dentro dele sai um Senhor a gritar Sentinela, Sentinela, respondi e mandei aproximá-lo, perguntei-lhe do que se tratava, tendo ele me respondido que se tinha afundado um Batelão e que teria levado 150 pessoas.
     Chamei o Comandante, que era o Alferes Miliciano, José António Carvalho de Moura ao qual lhe comuniquei o que o Condutor me tiinha transmitido.
    Mandou-me substituir, disse-me para o acompanhar, seguimos imediatamente numa viatura conduzida por um condutor e por mais soldados com destino ao local.
     Chegados junto ao rio em Mopeia, avistamos uma luz verde do Batelão.
      Havendo ali Amadias, juntamente com outro camarada,levamos uma, que nós próprios conduzimos, "por sermos pessoas do rio"
     Quando nos apróximavamos do batelão começamos a ouvir gritos, gritos esses, que não vinham do batelão, mas sim de pessoas que estavam nos bancos de areia (Ilhotes como lhe chamavamos), dissemos para terem calma que nada podiamos fazer, pois não era possivel transportar ninuguem na almadia(piroga).
     Regressamos a terra onde informamnos o Alferes(Comandante) de que havia sobreviventes nos Ilhotes.
     Regressamos de novo na viatura e fomos à Administração deMopeia, pedir-lhes um barco, tinham lá um e estava em terra no que pertencia ao Administrativo,.
 Este barco era de chapa e motor, autorizados, logo o metemos na àgua  e começamos a recolher corpos e sobreviventesdas Ilhotas, e fizemo-lo em várias viagens.
Transportando corpos, e  soldados sobreviventes, chegados a terra eram entregues a outros camaradas que lá se encontravam e os transportavam para o quartel de Mopeia.
     Começamos este trabalho já  Domingo , e neste quando já dia, começamos a recolher os sacos e as malas dos Soldados.
     Andamos nisto durante trinta dias, mas o que mais chocou e ainda continuo continuo a ver essa imagem como se fosse hoje, foi quando de dentro do batelão começaram a tirar os carros e saíam os corpos que tinham ficado presos debaixo das viaturas ou agarrados a ela, já que quando o Batellão se afundou a pique, as viaturas se deslocaram.
     Cadáveres haviam de vários negros muito inchados e já sem cabelo.
     Sendo que o último corpo a aparecer, foi o de um Furriel branco que residia na Cidade da Beira e onde os seus Pais se deslocavam diáriamente, a saberem se o corpo teria aparecido.
  Impressionante por este furriel  o dono da Viola e que serviu no tempo que estiveram em Lourenço Marques para alegrar os Condutores, já que ele tocava e cantava bem.
     Contudo esta viola veio a salvar um outro militar ,que não sabia nadar e que está com ela numa fotografia no conjunto de sobreviventes em outro local.
 A razão pporque lhe salvou a vida,apesar de ele nã saber nadar, foi que ela tinha o pregamoite e fecha cler, o que esta capa não deixou entrar àgua.
     No dia seguinte à tragédia deslocou-se ao local o Governador, desejou boa sorte aos militares que se encontravam  nesta operação de resgate e de transporte, sendo que o sobrevivente Manuel da Rocha Cardoso   nunca o viu e está convencido que ele não se deslocou junto dos sobreviventes.
     Despediu-se o Governador Rebelo de Sousa com as palavras : força militares e muita coragem.
     Este testemunho foi-me feito pelo próprio Agostinho no dia 9 de Janeiro de 2010 no Restaurante em privado junto às Bombas de gaso.lina Galp em Entre-os-Rios- Eja-Penafiel, sua terra Natal.
     Muito ajudou na ocasião o Agostinho ao Manuel Cardoso, aqui de Sebolido Penafiel., que não só lhe cedeu uma das suas fardas, como ainda nos quinze dias que esteve sem dinheiro lhe foi pagando uma cerveja mini, já que a àgua era de fraca qualidade.
     Terá a RTP 1 aquando da queda da Ponte de Entre-os -Rios  exibido fotos do Zambeze, ao que se julga mostrava o Batelão com uma parte de fora de àgua, já que o Cardoso não voltou ao local e apenas sabe o que lhe contaram na ocasião a respeito do batelão, que teria ficado com parte de fora de àgua, o que permitiu que algumas pessoas ali se mantivessem agarradas e tivessem sobrevivido.
 O Agostinho, apenas confirma que como era de noite, apenas avistou a luz verde do mastro do Batelão, só tendo posteriormente regressado ao local, aquando da retirada das viaturas, e na ajuda de recolha de corpos.



     Este Pelotão de Intervênção de que fazia parte o Agostinho, ainda esteve em Vila Cabral, onde pernoitou uma noite, e seguiu para Maniamba Manbeze e ajudou numa emboscada sofrida na Curva do caracol, passando por Metangula, regressando ao Continente em Dezembrto de 1969.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Tragédia Rio Corubal=Guiné

Seis de Fevereiro de 1969, passados todos os carros, havia o hábito de rodar posições.
Toda a Companhia se dirigiu para a Jangada, mas só coube um grupo. Para trás ficaram dois grupos da companhia e toda a outra companhia a Medina.
Atravessou o primeiro grupo e regressou para nova travessia, todos subiram para a jangada que a poucos metros, adornou para um dos lados (nascente) que atirou à àgua vários rapazes. Por falta de peso, a embarcação cedeu de repente para o outro lado, atirando outros tantos soldados ao rio.
Ficou meia submersa. Não se ouviu ninguém gritar ou esbracejar,a pensou-se que talvez se tivessem afogado um ou dois homens.
A Jangada que estava na reserva foi por duas vezes buscar pessoal.
Uma vez formadas as companhias, é que demos conta da extensão da tragédia 45 camaradas afogados de ambas as companhias.
Como homenagem a dois irmãos que lá prestaram serviço, transcrevo com a devida vênia do Pravda Ilhéu.
Ao lado da vergonha de mim, tenho tanta pena de ti, povo do meu País!

Radarista na Guerra

Histórias de Guerra
Mercenários:
1 - Como podem em tempo algum, aqueles que como eu viram uma arma apontada pelos mercenários da F. N.L.A. dita (Frente Nacional de Libertação de Angola) no campo de Futebol de Salão das instalações da Marinha,localizado em Santo António do Zaire- Angola, só porque quando arrearam a bandeira do dito Movimento, não lhes fizemos continência, segundo eles, e de acordo com o que nos contou o interprete, que no dia anterior tinhamos transportado de Luanda  para ali,  lhes ter dito que os tinhamos tratado muito bem.
Como não bastassem as provocações de quando nos deslocavamos na rua,  apontar a arma de baioneta  para a nossa frente e nos obrigar a desviar, como ainda depois de regressarmos ao navio que estava fundeado, terem espancado um Sargento Enfermeiro,. Estes eram os tais do Irmão Holden Roberto
Valeu na circunstância, uns dias antes, numa altura que as tropas do MPLA foram atacadas pela Unita e depois na resposta o MPLA as ter obrigado a meterem-se no Quartel do Exército, aconteceu que o dinheiro da Metrópole,  mil escudos passou a valer trinta e dois mil do Moçambicano. Isto valeu para eu ter comprado M de livros, que também  baixaram mais de 50%.
Dos muitos livros que comprei, um deles ilucidava o que representava a bandeira de um país, e foi ter tomado conhecimento, que me permitiu explicar ao interprete, que a bandeira representava um Povo e que ali a bandeira ainda era a que mandava, por ainda não ter sido dada a independência, como ta que a dos movimentos, apenas representava os guerrilheiros . Aceitaram a explicação, foram-se embora com, mas  ameaçando que se tal voltasse a repetir não perdoariam.
2 - Chegados a bordo convocamos uma reunião da Comissão de Bem Estar e ficou decidido que não transportaríamos mais elementos desse movimento.
No outro dia apresentou-se o Comandante deles a bordo, a pedir desculpa pelo acontecido e que não conseguia controlar a situação, por diáriamente estar a chegar às centenas e que os tiros que se oouviam de noite era ajuste de contas entre eles.
3 - O relato deste acontecimento, não visa procurar ser herói, mas é demonstrativo de que estavamos expostos a perigos constante. Este acontecimentos ocorre próximo da data da  Independência de Angola, pois já o tinhamos feito em Cabo Verde, também com problemas e de Moçambique..