Testemunhos Idóneos
Quando exigi a mim mesmo, o desafio de meter mãos à obra para conhecer toda a história deste trágico acidente, fi-lo com a convicção, de que estaria a servir e a ajudar um meu amigo do peito, o qual sentia a forte necessidade de deixar para os vindouros o seu testemunho de uma guerra, em que esteve por um fio não ter perecido, no comprimento de uma missão, em serviço da sua Pátria, que ele tanto ama.
Hoje congratulo-me por ele se encontrar mais solto, e já se lhe notar uma enorme alegria, pois libertou parte do pedadelo que durante todos estes anos o atormentou, mesmo sabendo que as feridas, que nunca serão cicatrizadas, sente que hoje já são menos dolorosas as suas dores. Sente que já descansa melhor.
Não tenho eu, nem quem comigo empenhado trabalha, a veleidade de que seja possivel a divulgação completa deste acontecimento, e que se chegue possivel saber toda a história, pois muitos dos sobreviventes já partiram, e consigo levaram os seus testemunhos.
Numa altura, em que como ontem aconteceu, e me tinham informado, que dois mártires, que tinham morrido na Guerra em Moçambique, um deles teria sido neste naufrágio, desloquei-me ao Cemitério de Nogueira da Regedoura, onde eles tem o seu canto dignamente resrevado e uma placa alusiva como Heróis da Pátria e deparo, que uma das fotografias de um desses mártires, já estava irreconhecida e a outra nem lá encontrava ou o seu nome, e que estava junta na Sepultura, onde se encontram os restos mortais de seu pai.
Heróis da Pátria em Nogueira da Regedoura
Pereceu em Junho de 1968 em Moçambique.
Não é justo qualquer reparo que a foto esteja junto dos seus, mas o que seria justo que outra estivesse no local reservado aos mártires da Pátria.
Vou deligênciar Junto da familia e da Junta de Freguesia de Nogueira da Regedoura para que seja devidamente homenageadas as suas memórias.
E com autorização da familia que estou certo acontecerá, lá constem os seus nomes.
Sei que a familia apenas o fez por outro motivo, a não ser o de não se aperceberem da importância, e o que representa ali constarem os seus nomes.
Quanto ao Executivo.
Não tenho a menor dúvida que como pessoas de bem vão estar totalmente receptivos.
O SENHOR Oliveira:
Um Amigo que apesar dos seus mais de oitenta anos, mantém uma frescura mental invejável.
Durante muitos anos esteve no Zambeze e conhece a histórias veridicas do naufrágio e como inclusivé o Batelão passado cerca de um ano ainda ali se encontrava. PASME-SE
O Amigo Oliveira era amississimo do Dono do Batelão o Senhor Manuel Pedreira.
Passado cerca de uma ano fez a mesma tarvessia de Meponda para Mopeia, qual o espanto dele ao vêr e nem queria acreditar que o Batelkão ainda ali se encontrava.
No dia da citada travessia a Maré está muito baixa, o Batelão estava adornado e apróximadamente um terço de uma dasamuras estava de fora.
Foi uma conversa rápida, tenho o seu númwero de telefone e numa primeira oportunidade que espero seja o mais breve possivel voou encontrar-me com ele em Penafiel, para conversamos e recolher o seu testemunho ao pormenor. Até fica a ansiedade, o desejo de que passe bem. Penso que estes dados são de grande importância e como tal não exitei em os registar, para que conste.
De grão a grão enche a galinha o papo e a pé cocnhinho lá se vai conseguindo dar total credebilidade a todos os testemunhos de que se tem conhecimento.
sábado, 16 de janeiro de 2010
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Lanchas no Niassa
TAL COMO NO ANO DE 1969 COM A PARTICIPAÇÃO DO DFE5
Não há duas Maravilhas sem três
Não há duas Maravilhas sem três
Dia da Marinha em 1970, celebração em Metangula/Lago Niassa/Moçambique
Gentilmente cedida por um Marujo apaixonado Valdemar Alves do seu album de Recordações
Que lá longe nos confins do Mundo não esquece
Que lá longe nos confins do Mundo não esquece
Marinha, Lago Niassa e Monte- Foto para deslumbrar
A Marinha é a primeira, não só porque é a mais antiga, mas porque no tempo soube honrar os pergaminhos dos seus antepassados. Foram-se criando tropas especiais dentro da própria tropa, que sem conhecimento e incentivos de dicas de irresponsabilidade, mas as gaivotas, souberam honrar e justificar porque eramos mesmo os da vanguarda.
Transporte de Lanchas para Metangula/Niassa
A escola que nos foi ministrada sempre nos orientou no sentido de dar a Cezar o que é de Cezar e não ter qualquer complexo em reconhecer o papel preponderante de homens que muito sofreram, para que podessemos desfrutar de bens importantissimos.
Desses bravos militares pode destacar-se a primeira Companhia de Comandos formada em Moçambique na Namaacha dos quais veio a fazer parte o Alferes Miliciano Cabral Sacadura que tinha chegado a Moçambique em finais de 1963, na Companhia de Caçadores 598.
Segundo o seu testemunho em Despertar na vida. Relata:-
Estive uma vez num transporte de barcos por terra. Tinhamos que levar lanchas de desembarque por terra e pô-las no Niassa. A maneira como as passámos é histórica: destruíamos as pontes, construiram-se castelos com as travessas dos caminhos-de-ferro e passávamos as lanchas em tracção manual.
Depois íamos à outra ponta e fazámos a mesma coisa.
As lanchas eram da Marinha e iam servir para o patrulhamento do lago Niassa.
Andamos por todo o Moçambique até que, às tantas, falimos.
Lembro-me que na Missão do Cobué, na base de Metangula, que era uma base de fuzileiros navais, deram-nos uma garagem para dormir e dormiamos no chão.
Queriam que fossemos fazer uma operação, mas eu tinha 54 homens doentes...estavamos podres.
Sabendo-se que as primeiras lanchas a chegarem, desembarcaram no porto do Lumbo, próximo da Ilha de Moçambique, sendo a LFP Castor e duas de desembarque médio LDM
Muitos de nós guardamos gratas recordações dessas Lanchas, e ao recordá -las e citar aqui este testemunho é uma forma de homenagear todos quantos participaram nessa missão.
Sendo que no ano de 1966 chegaram as LFP Regulus, Marte e Mercúrio, mais duas LDM e uma LDP, sendo que finalmente em 1967 vieram as LFP Saturno e Urano e ainda uma LDM.
No total a Marinha dispôs no Lago de cinco LFP, quatro LDM e três LDP, tendo as últimas sido desembarcadas no Porto de Nacala
Estive uma vez num transporte de barcos por terra. Tinhamos que levar lanchas de desembarque por terra e pô-las no Niassa. A maneira como as passámos é histórica: destruíamos as pontes, construiram-se castelos com as travessas dos caminhos-de-ferro e passávamos as lanchas em tracção manual.
Depois íamos à outra ponta e fazámos a mesma coisa.
As lanchas eram da Marinha e iam servir para o patrulhamento do lago Niassa.
Andamos por todo o Moçambique até que, às tantas, falimos.
Lembro-me que na Missão do Cobué, na base de Metangula, que era uma base de fuzileiros navais, deram-nos uma garagem para dormir e dormiamos no chão.
Queriam que fossemos fazer uma operação, mas eu tinha 54 homens doentes...estavamos podres.
Sabendo-se que as primeiras lanchas a chegarem, desembarcaram no porto do Lumbo, próximo da Ilha de Moçambique, sendo a LFP Castor e duas de desembarque médio LDM
Muitos de nós guardamos gratas recordações dessas Lanchas, e ao recordá -las e citar aqui este testemunho é uma forma de homenagear todos quantos participaram nessa missão.
Sendo que no ano de 1966 chegaram as LFP Regulus, Marte e Mercúrio, mais duas LDM e uma LDP, sendo que finalmente em 1967 vieram as LFP Saturno e Urano e ainda uma LDM.
No total a Marinha dispôs no Lago de cinco LFP, quatro LDM e três LDP, tendo as últimas sido desembarcadas no Porto de Nacala
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Comboiando à Procura de um Lago
Quanto a mim, começava aqui o primeiro teste
Todos quantos nele viajaram jamais o esquecerão
Certo, desde muito novo, comecei a habituar-me a este tipo de locomtotivas e a vagões de carga, já que aqui na minha aldeia se utilizava a locomotiva e os vagões para transporte de carvão e em muitos casos nelas viajam as familias e o pessoal mineiro. Também quem vivia nas aldeias, e ía para a vida de militar, fazia muitas vezes viagens deste tipo de comboios, ou então viam passar os comboios de mercadorias.
Mas ao entrar num comboio, e dentro dele, viajarem militares armados até aos dentes (como ousa dizer-se), isso era impensável não fosse em cenário de guerra.
Devo confessar: era mesmo assustador esse primeiro contacto.
Acredito que para as populações então deveria ser um choque tremendo e mesmo para os Checas, aqueles que antes desse contacto, pouco ou nada sabiam daquilo.
Esta viagem, deixou dentro de todos nós, seguramente uma recordação inesquecivel.
Não vou adiantar mais, vou esperar se comentários houver, voltarei ao assunto, pois é em troca de exeperiências e recordações que avivamos a nossa memória, e assim melhor podemos exprimir os nossos sentimentos e expressar os nossos afectos.
Foi um viagem inesquecível.
Com uma paisagem única.
Boa Sorte Moçambique
Combatentes da Frelimo
Um Grupo de Combatentes, ainda antes da Indepência
É convicção minha,que independentemente das nossas convicções ou interpretações, todos aqueles que por lá passaram, e ficaram a amar esta terra, desejam a melhor sorte do mundo para este Povo.
Moçambique = Um Povo Mártir
Apesar da transição para a independência ter sido pacifica, o povo não conheceu a paz durante muitos anos.
Imediatamente a seguir à Independência, alguns militares portugueses (ou ex-militares) e dissidentes da FRELIMO, instalaram-se na Rodésia, e com o apoio de Salisbúria decretado pelo então Governo ilegal de Ian Smith por ordem decretada pela ONU que tinha deliberado pela sua ilegalidade.
Instalaram-se na Rodésia, o que lhes permitiu atacar contra estradas, pontes e colunas de abastecimento dentro de Moçambique. Ofereceu a esse grupo espaço para formarem um movimento de resistência (Resistência Nacional Moçambicana) RENAMO e criarem uma estação de rádio usada para propaganda antigovernamental.
Assim continuou até 1980, data da independência do Zimbabué, mas a RENAMO continuou os seus ataques a aldeias e infraesturas sociais em Moçambique semeando minas terrestres em várias estradas, principalmente nas regiões mais próximas das fronteiras com a Rodésia.
Estas acções tiveram um enorme papel desestabilizador da economia, uma vez que não só obrigaram o governo a concentrar importantes recursos numa máquina de guerra, mas principalmente porque levaram ao êxodo de muitos milhares de pessoas do campo para as cidades e para os países vizinhos. Diminuindo assim a produção agricola.
A Guerra só terminou com o acordo de Paz assinado em Roma em 14 de Outubro de 1992 pelo Presidente da República Joaquim Chissano e pelo Presidente da Renamo, Afonso Dhlákama.
Apráz registar, que já saíu, do grupo dos últimos dez mais pobres do Mundo.
Quando a sua população vive em Média 45 anos de vida, e quando ali ao lado na vizinha Swazilândia já não ultrapassa os trinta.
É tempo de deixarem o Povo Moçambicano viver com um minimo de dignidade.
Por mim resta-me desejar-lhes as melhores felicidades e desejar-lhes um futuro próspero, que diga-se se prevê difícil alcançar.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Meias Finais, já está
Deu-me um gozo do caneco. Ver que nem Jesus lhes valeu, que o João Pereira já rendeu e que não estamos na bancarrota. Já nos dá-mos ao luxo de recusar Milhões.
Quando um vizinho que se julga rico, mesmo ao que consta, cheio de divídas, mas indiferente a tudo isso, se apresenta bem vestido e bem alimentado, e olha para o vizinho do lado como um parente pobre, doente,cheio de fome, andrajoso etc. enche-se de repugnância, tem receio que ele o empeste e, embora lhe dê de comer ou mande dar, afasta-se com receio que transmita qualquer coisa, e diz com os seu botões: Que poupasse.... Porque é tão desmazelado no vestuário?? !.... Denota falta de limpeza ...,que se arranje.
Como um parente pobre tem sido recebido e tratado o Sporting e os Sportinguistas, não pagando com a mesma moeda, mas ao que parece alguns vão ficar mesmo depenados. Porque os resultados começam a esfumarem-se, e a comunicação Social não compra Jogadores.
No reino do Leão mandam os SportinguistasEste é nosso. Não está em saldo.

Ser leão pelo coração
Certamente para tirar impacto à vitória conseguida pela nossa Direcção ao que levou a Assembleia Municipal de Lisboa a aprovar os 18 milhões de Euros e a construção de um Pavilhão Gimnodesportivo, nada melhor que colocar este Leão em outro clube um preço qualquer.
Saíu-lhes o tiro pela colatra, a Assembleia aprovou e o Ismalove continua Leão.
Estes dois exemplos são uma boa aspirina para o começo do novo ano.
Saudações Leoninas aos Sportinguistas
Aos outros, tudo de bom, a concorrência quando leal é salutar
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Moçambique 1ª Guerra 1914/1918
ESBOÇO
Já leva mais de 40 anos que o guardo, certo que não o comprei a nenhum alfarrabista, mas sim guardeio, dos muitos que havia na Biblioteca de Bordo do Destroyer N.R.P.Vouga, e da qual em fui responsável, quando o mesmo foi abatido ao serviço efectivo da Armada.
É seu Autor, um combatente em Moçambique, na primeira Guerra Mundial.
Guardeio e várias vezes o li, pois muitas vezes serviu de tema de conversa com um Tio meu que foi combatente em França e outro amigo em Angola, de onde regressou antes de a guerra terminar, por ter sido ferido pelas tropas Alemãs.
Dizia-me o meu tio, que em França diziam os Soldados Franceses.Uí, Uí, compravion, Portuguê, Portuguê Raplinipon.
Dizia ele que os sodados Franceses se queixavam aos seu superiores que os soldados portugueses lhe roubavam o pão todo.
Não resisto, e com a devida vênia transcrever alguns extractos, para que melhor se possa perceber que procedimentos e reconhecimentos desta Guerra, compará-los, àquela que terminou em 1974 são copiados com total rigor.
PAZ À SUAS ALMAS
Como as grande árvores, quando abatidas, são sempre maiores do que pareciam antes, também ao ser humano acontece o mesmo fenómeno; só quando desaparece da vida um grande homem é que se nota, se vê, a grandeza da falta, o vazio que fica.
Sentem-no com muita dor os seus companheiros.
Pelo que ficam gravadas estas palavras que falam por mim e por aqueles camaradas, transladando ao vivo a nossa mágoa.
À memória de todos os combatentes que ficaram, sepultados uns, desaparecidos outros, no solo abençoado de Moçambique, cujo sangue alicerça aquela ex grande Província, e à de nossos Pais, cujos exemplos de camaradagem e de patriotismo foram a melhor lição que nos poderiam ter dado.
Não há nada no mundo, mais puro, mais profundo, do que o culto da familia.
A familia é o Santuário das tradições, como dos costumes.
Todos os que morreram pela Pátria, não deviam morrer, deviam transfigurar-se e constar na galeria da HISTÓRIA
Já leva mais de 40 anos que o guardo, certo que não o comprei a nenhum alfarrabista, mas sim guardeio, dos muitos que havia na Biblioteca de Bordo do Destroyer N.R.P.Vouga, e da qual em fui responsável, quando o mesmo foi abatido ao serviço efectivo da Armada.
É seu Autor, um combatente em Moçambique, na primeira Guerra Mundial.
Guardeio e várias vezes o li, pois muitas vezes serviu de tema de conversa com um Tio meu que foi combatente em França e outro amigo em Angola, de onde regressou antes de a guerra terminar, por ter sido ferido pelas tropas Alemãs.
Dizia-me o meu tio, que em França diziam os Soldados Franceses.Uí, Uí, compravion, Portuguê, Portuguê Raplinipon.
Dizia ele que os sodados Franceses se queixavam aos seu superiores que os soldados portugueses lhe roubavam o pão todo.
Não resisto, e com a devida vênia transcrever alguns extractos, para que melhor se possa perceber que procedimentos e reconhecimentos desta Guerra, compará-los, àquela que terminou em 1974 são copiados com total rigor.
PAZ À SUAS ALMAS
Como as grande árvores, quando abatidas, são sempre maiores do que pareciam antes, também ao ser humano acontece o mesmo fenómeno; só quando desaparece da vida um grande homem é que se nota, se vê, a grandeza da falta, o vazio que fica.
Sentem-no com muita dor os seus companheiros.
Pelo que ficam gravadas estas palavras que falam por mim e por aqueles camaradas, transladando ao vivo a nossa mágoa.
À memória de todos os combatentes que ficaram, sepultados uns, desaparecidos outros, no solo abençoado de Moçambique, cujo sangue alicerça aquela ex grande Província, e à de nossos Pais, cujos exemplos de camaradagem e de patriotismo foram a melhor lição que nos poderiam ter dado.
Não há nada no mundo, mais puro, mais profundo, do que o culto da familia.
A familia é o Santuário das tradições, como dos costumes.
Todos os que morreram pela Pátria, não deviam morrer, deviam transfigurar-se e constar na galeria da HISTÓRIA
Metangula/ Lago Niassa
Preciosidades do Lago Niassa
Maparra Xará Mui Gracias
Os amigos nunca param de surpreender. Quantas vezes me tinha recordado as imensas nuvens que nos colocavam em enorme escoridão quando baixavam, fosse na Base os então na Taberna do Henriques ou no Bar do neves. Interrogava-me como foi possivel nunca ter tirado uma foto para poder recordar. Mas o meu xará Valdemar Alves certamente por intuição sentiu o meu desabafo e vá de me ofertar estas preciosidades as quais me vão ajudar a avivar conversas lá ocorridas.
De um valor incalculável
A Marinha, é um Mundo Único. Palavra para Quê.
Excluindo os que por aqui passaram (que mantemos um sentimento impar), não serão muitos aqueles que terão desfrutado de uma recanto tão pitoresco e com uma paisagem tão deslumbrante, seguramente será uma das sete maravilhas e a Paixão e amor que nos incute, uma das primeiras. Adoro este cantinho. Conservo-o dentro de mim como o coonheci e dele desfrutei, hei-de morrer com essa felicidade de um dia ter tido a sorte de aqui ter vindo parar.
Todos os Valdemares tem Pinta( O Valdemar Alves na Foto)
Tintinaine, apresentamos-te os parabéns e na tua pessoa a todos os Filhos da Escola da Companhia de Fuzileiros Nº 2, não fosses vós e não teriamos desfrutado desta maravilhosa Piscina. Sinceramente estais aprovados na arte de pá e pica. A âncora presta-vos homenagem.
Para que o meu Xará Valdemar Alves, não ficasse molhado na fotografia, não fosse constipar -se, mandei vaziá-la. Assim tinha a certeza. Nem se constipava, nem morria afogado.
Era sexta-feira, e como tal havia que a limpar, para meter nova àgua.
Foram dois maravilhosos anos, que assumi essa responsabilidade, e me deu imenso prazer.
Foi garças a ela, e ao campo de Futebol de Salão, que eu desfrutava de uma casinha, onde montei um genero de Recanto Hippie, onde não faltava nada, desde o fado até ao Rock. O respectivo café e seus acompanhantes até às tantas. Belos tempos de sã camaradagem.. Lá no mato andava quem nos defendesse. Também fui dos que desfrutei do ar condicionado. Mas enquanto isso já tinha passado por caminhos do diabo e voltei a passar. Mas jamais poderei esquecer os maravilhosos momentos que aqui passei e muitos deles com Fuzileiros homens das Operações e Pessoal do Exército onde eramos todos amigos e nos sabiamos respeitar. Gozamos mesmo imenso, juntamente com o pessoal do Exército, eles que tinham um Conjunto Musical, que nos visitavam amiudadas vezes, e nos procuravam ensinar a tocar viola.
Um Comentário:
Fiquei felicissimo, com esta apreciação feita pelo meu Xará Valdemar Alves, Marinheiro Fuzileiro que se vê nas Fotos:
Finalmente!.... Estas fotos depois de darem a volta ao mundo foram parar ao lugar certo... Ao Blogge do Valdemar e aqui ficarão para a posteridade.
Conclusivo ..... (Acrescento eu)
Não fossem todos vós, e este meu/vosso Blogge não teria tido pernas para andar e ter subido a este pincaro. Sendo que, e modéstia à parte o Tintinaine o seu principal obreiro.
A ele muito devemos, "dispendendo muito do seu tempo, e por vezes até descurando os dele" o que de bom ele nos oferece.
Quando temos alguma memória e dedicação, e sabendo que por trás, está um sincero e competente mestre, tudo se torna mais fácil.
Mas seguramente, que o Carlos tal como eu, e seguramente para todos nós, o importante é que ele nos continue a despertar interesse, e nos vá alimentando a alma.
Tenho a Marinha no coração e tudo o que de bom a envolve.
A todos vocês. Um Bem hajam
Quem os Quêr
Que pena!... Injustiçados. Felizmente o Povo tem memória
A Arma mais mortifera de todas as Armas
A Arma mais mortifera de todas as Armas
Longe vão os tempos em que os ditos senhores auto-convencidos que a sabedoria e a verdade única seria aquela que eles quizesssem tornar pública. Tempo que os poobres Zés, limitavam-se a lerem-na e era se quizessem ter algum tempo de leitura, que mesmo sabendo-se, que o que era tornado público e a forma como eram abordados os temas em questão, serviam e só para na sua grandissima maioria valorizar ou desculpabilizar os seus autores.
Certo, esses senhores, sofrendo dessa grave doênça que nunca curaram, ou porque não conseguiram, ou então por não se terem apercebido que o mundo mudou, e que nessa mudança se encontra a Internet, que eles os Senhores tais apoiaram, mas que hoje por muito que os faça sofrer não a controlam.
Felizmente que a Net, veio a exigir dos senhores da Comunicação Social a divulgação de temas escritos por pessoas, que até há pouco tempo a era impensável, fossem elas opiniões politícas, de Guerra ou Religiosa, de entre outras.
Certo, que ainda hoje, quando com grande esforço económico compramos o Jornal, lá aparecem os Senhores tais a ocuparem, duas páginas, com o propósito de publicitar livros que eles próprios editam, mas certamente não os compram, bem como a tentar justificar o injustificável.
Somos uma Nação de Terra boa, onde várias sementes fracas poliferaram, porque eram fortemente alimentada por incautos. Hoje esses incautos, cada vez são muito menos, já consultam ambos os lados e apercebem-se do que é verdade, menos verdade ou simplesmente mentira.
Felizmente deparamos, com a publicação de artigos dos chamados pés descalço. Acredito convictamente, que o seu número virá a ser muito maior a curto prazo.
Ontem Domingo, 10de Janeiro de 2010, lá fui comprar o Jornal de Notícias, para não perder o Curso de Computadores, ao folheá-lo, deparo com uma entrevista com duas páginas, de um senhor dos muitos que eu ja tinha apagado da memória, e o mais caricato a lamentar-se de uma data que certamente nem ele quererá relembrar.
Muito sinceramente foi tamanha a desilusão, que arrumei o Jornal, sem que o tivesses lido, pois quando deparei com o seu nome pensei que ele aproveitaria a entrevista para nos informar e ter a coragem de dizer como e a quem serviu, agora sentir-se injustiçado não lembra ao diabo. Querer tapar o Sol com a Peneira, nos tempos que correm já não dá.
Mas como dizia arrumei o Jornal, mas passei uma noite tão mal dormida, pois lembrou-me o que de mau foi aquele 25 de Novembro e as tremendas injustiças e o sofrimento que causaram a gente de bem que nada sabiam fazer, porque tinham optado por uma carreira, e pagaram uma factura tão grande sem que em nada para ela tivessem contribuído. Com feridas que nunca cicatrizarão, vem agora falar como de uma vitima se tratasse e se sente injustiçado (que vitima?).porque já não comemoram essa sua data. Mas hoje e muito cedo me dirigi à Livraria para comprar um novo Jornal e falar da dor que me vai na alma, sabendo do enorme sacrifício que trouxe essas perseguições que ele entre linhas admite e que se calhar sabe-se lá porquê apenas e só refere o Almirante Rosa Coutinho: Como terá ficado incomodado o Senhor Almirante ao ver o seu nome referenciado.
Um Homem com um H muito grande que eu tive o privilégio de estar com ele em vários locais, inclusivé Moçambique..
O Assunto continua
Guerra Colonial= Niassa =1
Pelo amor às nossas fardas, e pela minha forte Ligação e vivência com os Camaradas Fuzileiros
Com a devida vênia transcrevo:
do autor
José Jorge Martins sendo ele Fuzileiro
Guerra Colonial
Autópsia de uma operação
Nota do Autor
Este é um livro diferente sobre a Guerra Colonial.
Ele não se debruça, propriamente, sobre os grandes "chefes militares", os "cabos de guerra" ou ainda "guerreiros do Império"
Ele fala dos chamados "comandantes" que faziam a guerra numa perspectiva plana, através dos mapas, em salas com ar condicionado, a resguardo do tórrido calor, das incomodidades da mata, dos sacrificios e dos perigos.
Com a devida vênia transcrevo:
do autor
José Jorge Martins sendo ele Fuzileiro
Guerra Colonial
Autópsia de uma operação
Nota do Autor
Este é um livro diferente sobre a Guerra Colonial.
Ele não se debruça, propriamente, sobre os grandes "chefes militares", os "cabos de guerra" ou ainda "guerreiros do Império"
Ele fala dos chamados "comandantes" que faziam a guerra numa perspectiva plana, através dos mapas, em salas com ar condicionado, a resguardo do tórrido calor, das incomodidades da mata, dos sacrificios e dos perigos.
Ele, fala, também, daqueles "comandantes" que, sujeitando-se ao mato por dever, a ele não pertenciam. Somente procuravam honrarias fáceis, marchavam a meio das colunas com um séquito de impedidos, guarda -costas e mainatos que lhes aliviavam as costas, carregando as pesadas mochilas-tudo justificado pela eufemística frase "privilégios inerentes ao posto".
Mas do que este livro trata e fala é, sobretudo, dos fuzileiros anónimos (Praças, Sargentos e Oficiais) que finalmente encontram nome, protagonismo, expressão e merecido reconhecimento nesta obra.
Eles, que sem os privilégios e as honras militares, sem as condecorações e as medalhas garantidas no fim das comissões, fizeram a guerra tudo suportando, comandaram na prática operações, definiram as melhores tácticas e manobraram no terreno.
Eles eram os sprimeiros no contacto de fogo e os últimos a sair das Bases.
Eles, no teatro de operações, descobriram o significado das palavras camaradagem, solidariedade e guerrilheiro e deram a esta guerra o sentido da dignidade.
Ele, este livro é a homenagem a todos os que, no terreno, foram os verdadeiros combatentes de uma Guerra em que não podia haver nem vencidos nem vencedores, porque simplesmente não tinha o direito de existir.
Comando da Defesa Marítima dos Portos do Lago Niassa (CDMPLN)
Base Operacional de Fuzileiros Especiais no Cobué, situada nas margens do lago Niassa, a cerca de 60 Km da fronteira com a Tanzânia.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
S. Tomé e Principe
Serões de S. Tomé
Meus olhos são como a noite
em que astro nenhum flutua
mas se o teu olhar o fita
na noite desponta a lua
Se os escravos são comprados
ó branca de além do mar
homem livre eu, sou escravo
comprado por teu olhar
Meu olhar é retratista
ò minha doce miragem
senão diz-me porque tenho
no meu peito a tua imagem
Roubei-te o primeiro beijo
o segundo foi-me dado
o terceiro, francamente,
creio que me foi roubado
A neve que cai na serra
define tudo em redor
quem se afoita a amar as brancas
se da neve têm a cor
As noites para serem belas
precisam milhões de sóis
a ti, negra como as noites,
apenas te bastam dois
Um dia a espuma dos mares
ao ver em si meu amor
Foi dizer baixinho à praia
- a Vénus mudou de cor
A nossa terra é tão bela
duma beleza sem par
E por ser assim formosa
Fê-la sua amante o mar...
Foi bom recordar-te e os bons dias que aí passei. Quando se gosta nunca se esquece
Meus olhos são como a noite
em que astro nenhum flutua
mas se o teu olhar o fita
na noite desponta a lua
Se os escravos são comprados
ó branca de além do mar
homem livre eu, sou escravo
comprado por teu olhar
Meu olhar é retratista
ò minha doce miragem
senão diz-me porque tenho
no meu peito a tua imagem
Roubei-te o primeiro beijo
o segundo foi-me dado
o terceiro, francamente,
creio que me foi roubado
A neve que cai na serra
define tudo em redor
quem se afoita a amar as brancas
se da neve têm a cor
As noites para serem belas
precisam milhões de sóis
a ti, negra como as noites,
apenas te bastam dois
Um dia a espuma dos mares
ao ver em si meu amor
Foi dizer baixinho à praia
- a Vénus mudou de cor
A nossa terra é tão bela
duma beleza sem par
E por ser assim formosa
Fê-la sua amante o mar...
Foi bom recordar-te e os bons dias que aí passei. Quando se gosta nunca se esquece
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