quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Morreram pela Pátria

 Lugar Reservado no Cemitério
Só se morre quando se deixa de estar no coração de alguém
     Quando esta semana indagava, aqui na Freguesia de Nogueira da Regedoura, onde resido há muitos anos, se havia alguem que tivesse perecido no naufrágio do Rio Zambeze, já que constam dois mortos do Concelho  de Santa Maria da Feira, mas a letra é tão minuscula, que só com  lupa se conseguirá identificar a que freguesia pertencem. Disseram-me que sim.  No imediato desloquei-me ao cemitério local, a fim de confirmar a data, lamentávelmente, apenas lá existia uma pedra  com a fotografia  de um, e  em estado de total decomposição, direi mesmo que está irreconhecivel, o outro niqueles.
 Fui-me embora, como se pode calcular; cabisbaixo e entrestecido, uma forte dôr, começou a avassalar-me o coração. Tempos houve, que  lá tinha visto a foto de ambos, e agora deparava com aquela triste constatação.
 É desolador para quem esteve no Ultramar, que sempre lutou, e lutará, pela dignidade e honra dos ex-combatentes e muito em especial, aqui citados,  que morreram em cumprimento de uma missão patriótica.
   Mais pesaroso, porque nessa manhã  recebi um E-Mail, vindo de França, de uma Senhora que o seu Pai  um Médico, especializados em tratamento de Leprosos, mas que foi  obrigado a ir para Angola em 1949,  e agora já com os seus 90 anos,  publicou um livro de memórias, onde cita o colega e amigo,  Doutor Carlos Ferreira Soares, que foi em 1942 assassinado pela PIDE,. mas que o ajudou e educou no social e humano, apoio esse e ensinamento, que conservou e o acompanhou no seu desempenho de Medicina, que jamais o esqueceu, e agora passados setenta anos lhe presta esse tributo.
Vou deligênciar junto  da familia e do Executivo, que acredito convictamente estarão disponiveis, para que no local, a que está reservado, a quem tomba em defesa da Pátria e que está  tratado dignamente, dispondo de um local  amplo reservado aos mártires que tombam em defesa da Pátria. Se mais não for,  seja colocada  uma placa, com os seus nomes,   e os dizeres:- que tombaram em defesa da Nação.
    Acabei  por confirmar, que a pedra  que ali estava colocada, os familiares a colocaram em Jazigo de sua familia, mas é deveras importante que conste, para que se saiba  e se preste a homenagem que merecidamente lhe é devida, sejam  referênciados os seus nomes e onde tombaram, no local a que lhe está reservado.
    Faço este alerta, não em tom critíco, mas porque acredito, e que isto se passará em outros locais e que só acontece,  por os seus familiares não saberem que a Pátria, e todos nós, lhe devemos essa justa  homenagem.
     O Combatente tombado, a que me refiro, deixou duas filhas, com dois três anos de vida, a viúva também já partiu, o que se compreende, não saberem quanto a Pátria lhes deve a elas, que perderam o seu progenitor, e ficaram privadas do corinho e amor fraterno de  seu Pai.
    Espero que este aleta venha a servir de exemplo a outros locais, e que os combatentes  que tombaram tenham o tributo da perpetuação das suas memórias.
  

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Academia

Certificado de Qualidade Primeiro da Europa


Sporting Clube de Portugal
O melhor cheganos perfeitamente
Sporting derrota Mafra pela tangente= Sinceramente!..... Vamos lá a manter um minímo  de dignidade.
Sá Pinto versos Liedson = Seja homens dignos, o Sporting e os Sportinguistas exigem esse direito. Vocês são pagos é para servirem  o clube, e não o enxuvalharem e o meterem no coração e boca das carpideiras/os.

Navio-escola Sagres zarpou ontem de Lisboa

Navio Escola  Sagres = Terceira volta ao Mundo


Tantas Histórias Gloriosas da Marinha

´Sagres faz-se ao mar em dia de ´relâmpagos`

Navio-escola da Marinha  parte para volta ao Mundo
     No dia em que se assinala, a mitologia antiga, o festival dos relâmpagos, o navio levanta âncora hoje, para a sua terceira volta ao mundo. Serão onze meses.
     
"Que o vento ajude e o mar seja chão".
        Com paragem agendada em 26 portos internacionais e o regresso a Lisboa marcado para 23 de Dezembro, mais uma vez que os Marinheiros vão poder homenagear os 500 anos de chegada dos nossos antepassados ao Extremo Oriente.
      Expo Xangai (China) , Dia de Portugal em San Diego (estados Unidos da America), visitas aos portos  de Goa e Díli.
      A Sagres vai atravessar três oceanos, visitar vários continentes e participar em dezena de eventos.
      Como seu servidor, orgulho-me de uma vez mais poder constatar a projecção que o navio e os Camaradas Marinheiros vão dar ao país no Mundo  e a sua presença em festivais de grandes veleiros isso é notório.
      Orgulhamo-nos de nunca ter acontecido um regresso antecipado. Desistências ou chegar a um porto e alguém pedir para voltar para casa.
     Sempre os mais novos contaram com a experiência dos mais velhos e formulo votos para que assim vá continuar no futuro e que em Dezembro nos possamos orgulhar de mais uma missão de valor histórico.
     Por mim que várias vezes estive dentro dela e conheço o seu interior, inclusivé tive a possibilidade de escolher fazer nela uma viagem de cadetes ao Brasil, mas que declinei em troca por outros países, vou torcer para que te corra de acordo com o  ambicionado, e espero que a Sagres e os Marinheiros, continuem a ser os primeiros na terra e no mar.
     Saudações maritimas e vou acompanhar o diário de bordo que venha a ter acesso via imprensa.
    Que nela caiba um abraço molhado e fraterno para o Valdemar Alves,  para que o receba em Díli.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Autópsia de Uma Operação



 OPERAÇÃO À CAÇA, MAS JUNTO A METANGULA. RADARISTA NÃO DÁ P´RA MATO 
      ((QUE ME DESCULPEM OS FILHOS DA ESCOLA) POR AMOR AO FUSO))      
            Na minha modesta opinião, penso tratar-se de um testemunho de muito interesse.
A partida:
 Ao primeiro clarão acordei e, como que impelido por uma mola, sentei-me  na cama. Esfreguei os olhos num esforço supremo para expulsar o que resta do sono. As luzes da coberta estavam acesas. Bocejei e dei uma olhadela para o relógio de marca  Oriente, ganho à lerpa numa noite bem passada na Beira; certeiramente,  marcava duas horas e três minutos da  jovem madrugada de um dia, que pouco interessava, do mês de Novembro de 1972.
     Um rádio começou a funcionar e rápidamente atingiu o máximo volume, sob um coro de protestos do grupo desportivo: Deixem-me Dormir.
     Olhei em redor: a coberta começava a ganhar vida.
     Ao fundo, junto à entrada, estava o cabo fuzileiro do Pelotão  de Fuzileiros Navais com a sua descomunal pança, que a injestão de bazuca (Bazuca garrafa de cerveja de litro) ajudava a criar. Com a braçadeira azul de serviço e a pistola Walter  à cintura, ligeiramente descaída para o lado direito, gesticulava todo gingão:
    - Eh pessoal..... Está no levantar, o piquenique vai começar!
     E logo alguns, com a lingua mais solta, responderam em unissono:
    - Vai mas é para o mato, malandro!- E logo outro atirou´:- O piquenique fazia-te bem bem era aos peitos descaídos!
     O Jerónimo, alentejano dos lados de Niza, entrou na brincadeira, encolhendo o que podia da barriga e fazendo peito, num esforço inútil.
     A Base do Cobué ficava agora para trás; primeiro num ponto assinalado pelos olhos  experientes de muitas partidas, depois até desaparecer completamente confundindo-se a noite e com a linha de montanhas regular e simétrica que ladeava aquela parte do lago Niassa. Algumas dessas montanhas são também conhecidas como Ilhas de Pedra ou Inselbergs.  (Grande Vale de Rift: extensa fossa tectónica, que vem desde  a Palestina, atravessa o Mar Verelho, o Rio do Ouro, lagos Rodolfo e Niassa e tem o seu término na África do Sul).
                   Águas do Lago Crespadas    

     Entretanto, as vagas mortas sucediam-se umas atrás das outras, obrigando a lancha a um difícil trabalho de equilibrio. Por momentos, e de forma cadenciada, a proa e a popa ficacam fora de água, obrigando as hélices a patinarem em seco e, logo de seguida, mergulhava de nariz, lançando chapadas de água que varriam todo o convés, encharcando tudo e todos.
     Na ponte de Comando da lancha encontrava-se um Segundo-Tenente da Reserva Naval, um Cabo Artilheiro e o sargento Manobra Domingos, que agarrava com experiência e desenvoltura o leme. Quando me viram, riram-se e acenaram à laia de  cumprimento. Tudo malta porreira e conhecida de outras levas para operações.
     O segundo tenente, comandante da lancha, assomou o rosto comm fartas barbas fora da ponte e gritou:- Atenção, malta! Segurem-se bem que o lago está picado.
Vamos aumentar a veocidade desta menina... Ó Domingos "vai para o caminho"!
Ordenou ainda para o homem do leme, para corrigir o rumo do navio.
     Aconcheguei-me dentro do poncho ( capa impermiável camuflada muito leve) e preparei-me para passar o melhor possivel o tempo que faltava até ao desembarque. Os próximos dias iam ser duros, muito duros...
O Comandante do Destacamento e os Objectivos
 E dei comigo a pensar como é que um tipo como o Primeiro-Tenente Manuel Virgilio ingressara nos Fuzileiros (FZes)...
      De personalidade frágil, mesquinho e ambicioso, o seu comportamento em operações anteriores era um insulto e um desprestígio para o Destacamento e para o Corpo de Fuzileiros.
     Por diversas vezes posto em causa no comando do Destacamento pela inépcia e incapacidade demonstradas, salvaram-no poderosas protecções de que desfrutava no Ministério da Marinha. Oriundo de famílias abastadas e por tradição ligadas ao meio castrense, era aum defensor acérrimo do Estado Novo e da sua politíca ultramarina. Não havia dúvidas de que procurava, à sombra dos Fuzileiros, os louros e medalhas que lhe permitiriam ascender mais rápidamente na carreira.
 E o Manuel Virgilio depressa tinha aprendido que as medidas eram atribuídas não só pelos actos em combate mas também pela forma como os relatórios das operações eram redigídos......

Niassa Terra de mel.....


A minha homenagem:
     Apresentar desculpas por vezes é insuficiente, mas quando esse alguém que as solicita está mordido pelo mesmo bicho do amor, então acredito sériamente que estará desculpabilizado.
     Quero aqui enaltecer a postura de uma senhora com responsabilidades acrescidas no Governo Moçambicano, a Dona Felicita,  e a Dona Clarck,que  não sendo Moçambicana, nutre por esse país um grande amor e nele desempenha um trabalho de grande partilha com o propósito simples, de em regime de total voluntariado ajudar a minorar o sofrimento em Terras do Lago Niassa. Para que as populações venham a desenvolverem-se e assim possam desfrutar de melhor subsistência. Por fim à Senhora Graça Torres autora deste romance. que com a devida vênia transcrevo: Maria da Graça Lobo Torres de Sousa Cruz nasceu em Freamunde ( para quem não souber a celebre terra dos Capões, galos de peso acentuado e que são de sabor muito especial),  tirou o curso de Educadora de Infância, onde exerceu em Lisboa. Casou e foi para Moçambique no ano de 1961, onde viveu durante 15 anos em zonas do interior profundo. Sempre que teve oportunidade improvisou uma sala de aula e leccionou as 4 classes primárias, em circunstâncias tremendamente difíceis.
     Aí, aprendeu a conviver e a cuidar de crianças carenciadas.
    Em 1975, aquando da independência de Moçambique foi convidada a projectar e dirigir a Carreira de Puericultura (ramo da  medicina que ensina a criar e a desenvolver moral e fisicamente as crianças) e  Educação de Infância. 
 Até 1992  ,  programou e realizou cursos de diferentes niveis, desde os elementares para  aldeias comunais, até aos de técnicos e formadores , leccionando em todos eles.
 Durante este tempo,   integrada na Direcção Nacional e, mais tarde, Secretária de Estado da Acção Social, publicou  várias obras de apoio Psico Pedagógico, como a «Criança Cresce» para os animadores das "escolinhas" (jardins de infância) de quarteirão. Com a participação da UNICEF, colaborou  ainda durante oito anos, tendo publicado una pequena colecção de livros e histórias para crianças.
 É uma história que eu considero de importância vital, por tratar-se de alguém, que como nós viveu e sentiu esse amor à primeira vista, e que por ali ficou com total dedicação, mas para melhor ilucidar esta minha introdução, leia-se o que escreve a autora:-  Esta história, durante anos amadurecida e quase adormecida na minha memória, é ficção, embora fortemente inspirada em realidades por mim vividas e referências históricas sobre a região e seus habitantes.
Nota: Acompanhou o marido que era alferes piloto aviador colocado em Vila Cabral. Fala do Lago Niassa e  a história começa a desenvolver-se em Vila Cabral, Meponda Rovuma, Tenente Valadim, etc, e ao fim de 254 páginas termina com o Lago Niassa o sol a deparecer lá no fundo.
Prometo voltar ao assunto e se vocês vierem a gostar tanto como eu; darei a conhecer esta maravilhosa paixão e de grande amor.

domingo, 17 de janeiro de 2010

SPORTING:::::::::SPORTING::::::::SPORTING::::::::

Esteve levezinho,  é mais que bom!!! É Super Bom

ABRUNICO 3 PANCADAS P´RÁ UNIÃO, SENDO QUE DUAS, DO LEVEZINHO

Esforço, Dedicação e Glória
      A nós Sporting não nos basta ser melhores, tempos que contar com aqueles que são piores tem a vida facilitada. Ainda este Domingo assisti a um jogo enquanto lia o Jornal que ganahar é fácil e por muitos. Mas vamos continuando a nossa tarefa espinhosas, sofrendo com os nossos erros, e procurado ultrapassar o que nos é imposto injustamente. 
                  NÃO É LEÃO  QUEM QUER, MAS QUEM JUSTIFICA SÊ-LO
    Se um cirurgião não gosta da cor vermelha, um Sportinguista deve seguir-lhe o exemplo.
     Há ali um Jovem na Povoa do Varzim que hoje deve dormir bem.
     Pelas razões acima citadas, a margem foi confortável.

Gaivotas em Terra

Com a devida Vênia ao Autor do Blogue Companhia de Fuzileiros Nº 2
Os Marinheiros aventureiros, são sempre os primeiros, na terra ou no mar

~
Ao mar alto, ao mar alto,
Ao mar alto, sem ter fundo,
Mais vale andar no mar alto,
Do que nas bocas do mundo

 BRANCA LINDA BRANCA
A minha homenagem  
(À FARDA E A NEVE)
         I
Ó neve que estás caíndo
Lá do alto esfarrapada
O teu manto vai cobrindo
Esta terra minha amada
         II
No meu abrigo, abrigado
Teu bailado apreciando
Deixas-me tão encantado
Que por aqui vou ficando
           III
Ao caíres desse jeito
Em folhinhas retalhada,
Vais construindo teu leito
Ò folheca desfolhada
          IV
Tua brancura é bandeira
D´uma infinita pureza,
E assim és verdadeira,
Nesta bela natureza
         V
Mas quando a lua te entrega
Á luz do Sol recebida,
Tua brancura me cega
Ó fria neve caída
      VI
Pendurada nos pinheiros
Que curvam por amizade,
Tornai-vos dois companheiros
E amigos de verdade
     VII
Folhinhas brancas folhecas,
P´las crianças adoradas,
Transformai-vos em bonecas
Que possam ser embaladas
         VIII
O teu rosto vai mudando,
Ao longo da tua vida,
Mas aqui fica sonhando
Na tua manta estendida.

Os Fuzileiros e a Operação Nó -Górdio

FUZILEIROS  NAS  OPERAÇÕES
     Das muitas coisas a que me ligo, se há as que me tocam profundamente, e pelas quais  sempre lutei e luto, é que os Fuzileiros, sempre foram e são parte integrante da Marinha e com uma mais valia de valor de valor incalculável .Que muito a horaram e honram estou convicto.
    Entre nós os Marinheiros, o que nos fuzila e alastra  profundamente  é a união em torno ddanossa farda, a  honra de a usar, a místíca envolvemente, que causava grande admiração nos militares de outros ramos. Militares,paramilitares e outros.os próprios civis que junto de nós trabalhavam, enche-nos de orgulho, porque sabemos e sentimos que somos peças, de uma engrenagem, dessa nossa querida, que também dá pelo nome de Briosa.
     Não é, nem poderia ser, procurar criar ciúmes em outras fardas, mas esta é mesmo a nossa forma de estar na vida.
      Nos meus tempos de recruta, todos nós cantavamos a portuguesa (Hino  Nacional), se ele nos tocava profundamente, a nossa farda, a nossa camaradagem, a ligação imediata pela a forma  elevada dos nossos relacionamentos e, levava a que num ápice, nos invada e nos incuta uma ligação tão sentimental e tão profunda, que muito sinceramente não sei explicar porque isso acontece.
 Mas sei que sempre assim foi, a prová -lo servem  os testemunhos vindos dos tempos primórdios, ainda dos Galiões e das Naus e Caravelas.
    Conheço bem, porque tirei a Recruta como Grumete na Escola Aunos arinheiros,também conheço a Escola Naval,e toda a Instrução dada aos Oficiais, porque lá estive dois anos na Secretaria, sendo responsável pela distribuição do material para as aulas, incluíndo livros etc. etc.
 Não tenho dúvidas, sei do que falo, que a uns outros, nos ligam com a mesma força, e vivemos a Marinha com a mesma intensidade e alimentamos uma eterna Paixão em muitissimos casos um  amor profundo.
 A reforçar o que digo, possso juntar-lhe os quatro anos de Moçambique, onde sempre trabalhei no EstadoMaior  e Serviço de Informações, onde a minha ligação de serviço era com Oficiais Subalternos e Comandantes, esses sentimento de que falo, me foi dado a conhecer, e não precisavam dizer-me porque nas conversas havidas entre eles e que eu as ouvia,porque ali estava e eles não rsservavam segredos, dispunham de total confiança em mim. Isso e muito mais lhes devo, é a constação desta realidade.
 Verdade, que mesmo no Oficial talvez mais discilplinado e exigente que se me deparou e também um dos mais correctos, conheci-o como primeiro Tenente, Comandante da Esquadrilha de Lanchas em Metangula, depois como Oficial Superior  na Escola Naval, , Espadinha Galo, esse sentimento era por demais evidente. Exigente e rigorôso, mas totalmente disponivel,  sempre pronto a explicar o porquê dessa exigência, um, bom mentor.
 Aquando do 25 de Abril, e quando as forças do Anti, apostarram em incrementar a bandalheirada nos militares, esse abandalhamento resultou  e serviu,  para  que o Povo, ao ver certos militares na Rua descompostos etc. etc. Tivesse vergonha, e ingénuamente acreditou que a culpa era da Revolução e não objectivos lançados pelos contras.
 Indignou-se, e começou então o descrédito total, e abriu-se o caminho, para que logo no dia 26 de Novembro os que tinham partido aurendo-se e deixando cá os seus representantes, coroando-os como vitímas, sendo que viviam em luxuosas Suwites ( Os Vales e Azevedos de Então) e tenham regressado de imediato, com honrarias, fanfarras etc. etc. e ministeriais,e os Trabalhadores por eles de livre e numa chantagem clara terem abandonado fisícamente o País, começam a pagar em muitos casos perdendendo os seus postos de trabalhos e noutros perseguidos pela entidade patronal e seus acólitos durante anos. O 25 de   que alguns se dizem injustiçados, porque não lhes prestam a devidas honrarias e nem são lembrados em comemorações. Vou continuar a fazer o esforço para tentar descortinaro que houve de heroicidade nesse acontecoimento, que apenas e só foi feito, não para afastar o pessoal que se identificava com o espirito do 25 de Abril e o defendia e que eles para lhes ser mais fácil e juntar ao que acima cito a palavra P.C.P. ajudou-os a fazer o resto. Mas não me surpreende, que num destes dias se comecem a louvar e a distinguir de novo, que será a continuadade das atribuíções de desempenho com esforço e dedição por altos cargos, como foi o nosso Santana, não é o Vasco!?....
 O Povo tem memória, e acredito convictamente, que a história nãoos contemplará como heróis, porque um dia virá a prova, que isso apenas serviu para recolocar os Senhores meia dúzia, e com dividendos.
Fala o Povo e esse nunca se engana. Que a conversa é como os raros, que quanto mais se matam, mais raros ficam: E foi com esta raridade,  e lamentações, barafustando comigo mesmo, depois de muitas horas a ver e revêr dois calhamaços. Feito depois de gramar uma reunião da Assembleia de Freguesia que durou cerca de quatro horas, e que me levou chegar a casa às três amanhã, porque as chaves da entrada da porta resolveram também esconderem-se no próprio bolsoi do casaco que estava roto, e estive até às sete a procurar se encontrava uma letra que fosse, a falar dos Fuzileiros na Operação Nó-Gordio e com muita frustração e pena minha, niqueles.
Na Publicação OS ANOS DE GUERRA 1961 a 1975, onde da página 247  à 319 é dedicada a essa operação. Nó- Górdio ( Código Secreto Nó Cego) das Publicações  Dom Quixote.
O Outro = A GUERRA DE ÁFRICA  de 1961 -1975 do Circulo de Leitores o mesmo.
     O desafio está lançado!... Camaradas Fuzileiros, hoje existe esta possibilidade real de dar a conhecer essa participação, com os vossos testemunho. Então este desafio está lançado e justifica-se :- Comecem a contar as vossas participações, porque nós queremos, e desejamos conhecê-las, porque é não é ocultando as realidades, que somos prestáveis ou ficamos de bem com nós mesmo. Prestamos e ficamos bem, se despejarmos o saco assumindo virtudes e erros se for caso disso, carregar -mos  sacos   em muitos casos nos atormenta-nos e tira-nos lucidez.
Por mim fica a certeza, de que o que me chegar, ou eu conseguir obter, darei aqui a conhecer, apenas uma exigências. Que os relatos sejam rigorosos.
Até lá, um Bem Hajam.  

sábado, 16 de janeiro de 2010

Tragédia no Rio Zambeze - Novos Testemunhos

Testemunhos Idóneos
    Quando exigi a mim mesmo, o desafio de meter mãos à obra para conhecer toda a história deste trágico acidente,  fi-lo com a convicção, de que estaria a servir e a ajudar um meu amigo do peito, o qual  sentia a forte necessidade de deixar para os vindouros o seu testemunho de uma guerra, em que esteve por um fio não ter perecido, no comprimento de uma missão,  em serviço da sua Pátria, que ele tanto ama.
Hoje congratulo-me por ele se encontrar mais solto,  e já se lhe notar uma enorme alegria, pois libertou parte do pedadelo que durante todos estes anos o atormentou, mesmo sabendo que as feridas, que nunca serão cicatrizadas, sente que hoje já são menos dolorosas as suas dores. Sente que já descansa melhor.
     Não tenho eu, nem quem comigo empenhado trabalha, a veleidade de que seja possivel a divulgação completa deste acontecimento, e que se chegue possivel saber  toda a história, pois muitos dos sobreviventes já partiram, e consigo levaram  os seus  testemunhos.
 Numa altura, em que como ontem aconteceu, e me tinham informado, que dois mártires, que tinham morrido na Guerra em Moçambique, um deles teria sido neste naufrágio, desloquei-me ao Cemitério de Nogueira da Regedoura, onde eles tem o seu canto dignamente resrevado e uma placa alusiva como Heróis da Pátria e deparo, que uma das fotografias de um desses mártires, já estava irreconhecida e a outra nem  lá encontrava ou o seu nome, e que estava junta na Sepultura, onde se encontram os restos mortais de seu pai.
 Heróis da Pátria em Nogueira da Regedoura   
Pereceu em Junho de 1968 em Moçambique.
 Não  é justo qualquer reparo que a foto esteja junto dos seus, mas o que seria justo que outra estivesse no local reservado aos mártires da Pátria.
 Vou deligênciar Junto da familia e da Junta de Freguesia de Nogueira da Regedoura para que seja devidamente homenageadas as suas memórias.
E com autorização da familia que estou certo acontecerá, lá constem os seus nomes.
   Sei que a familia apenas o fez por outro motivo, a não ser  o de não se aperceberem da importância, e o que representa  ali constarem os seus nomes.
   Quanto ao Executivo.
   Não tenho a menor dúvida que como pessoas de bem vão estar totalmente receptivos.
  O SENHOR Oliveira:
       Um Amigo que apesar dos seus mais de oitenta anos, mantém uma frescura mental invejável.
    Durante muitos anos esteve no Zambeze e conhece a histórias veridicas do naufrágio e como inclusivé o Batelão passado cerca de um ano ainda ali se encontrava. PASME-SE
     O Amigo Oliveira era amississimo do Dono do Batelão o Senhor Manuel Pedreira.
    Passado cerca de uma ano fez a mesma tarvessia de Meponda para Mopeia, qual o espanto dele ao vêr e nem queria acreditar que o Batelkão ainda ali se encontrava.
     No dia da citada travessia a Maré está muito baixa, o Batelão estava adornado e apróximadamente um terço de uma dasamuras estava de fora.
     Foi uma conversa rápida, tenho o seu númwero de telefone e numa primeira oportunidade que espero seja o mais breve possivel voou encontrar-me com ele em Penafiel, para conversamos e recolher o seu testemunho ao pormenor. Até fica a ansiedade, o desejo de que passe bem. Penso que estes dados são de grande importância e como tal não exitei em os registar, para que conste.
 De grão a grão enche a galinha o papo e a pé cocnhinho lá se vai conseguindo dar total credebilidade a todos os testemunhos de que se tem conhecimento.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Lanchas no Niassa

TAL COMO NO ANO DE 1969 COM A PARTICIPAÇÃO DO DFE5
Não há duas Maravilhas sem três
 Dia da Marinha em 1970, celebração em Metangula/Lago Niassa/Moçambique
Gentilmente cedida por um Marujo apaixonado Valdemar Alves do seu album de Recordações
Que lá longe nos confins do Mundo não esquece


Marinha, Lago Niassa e Monte- Foto para deslumbrar
     A Marinha  é a primeira, não só porque é a mais antiga, mas  porque no tempo soube honrar os pergaminhos dos seus antepassados. Foram-se criando  tropas especiais dentro da própria tropa, que  sem conhecimento e incentivos de dicas de irresponsabilidade,  mas as gaivotas, souberam honrar e justificar porque eramos mesmo os da vanguarda.

    Transporte de Lanchas para Metangula/Niassa
     A escola que nos foi ministrada sempre nos orientou no sentido de dar a Cezar o que é de Cezar e não ter qualquer complexo em reconhecer o papel preponderante de homens que muito sofreram, para que podessemos desfrutar de bens importantissimos.
 Desses bravos militares pode destacar-se a primeira Companhia de Comandos formada em Moçambique na Namaacha dos quais veio a fazer parte o Alferes Miliciano Cabral Sacadura que tinha chegado a Moçambique em finais de 1963, na Companhia de Caçadores 598.
     Segundo o seu testemunho em Despertar na vida. Relata:-
     Estive uma vez num transporte de barcos por terra.   Tinhamos que levar lanchas de desembarque por terra e pô-las no Niassa. A maneira como as passámos é histórica: destruíamos as pontes, construiram-se castelos com as travessas dos caminhos-de-ferro e passávamos as lanchas em tracção manual.
 Depois íamos à outra ponta e fazámos a mesma coisa.
 As lanchas eram da Marinha e iam servir para o patrulhamento do lago Niassa.
 Andamos por todo o Moçambique até que, às tantas, falimos.
Lembro-me que na Missão do Cobué, na base de Metangula, que era uma base de fuzileiros navais, deram-nos uma garagem para dormir e dormiamos no chão.
 Queriam que fossemos fazer uma operação, mas eu tinha 54 homens doentes...estavamos podres.
Sabendo-se que as primeiras lanchas a chegarem,  desembarcaram  no porto do Lumbo, próximo da Ilha de Moçambique, sendo a LFP Castor e duas de desembarque médio LDM

Muitos de nós guardamos gratas recordações dessas Lanchas, e ao recordá -las e citar  aqui este testemunho é uma forma de  homenagear todos quantos participaram nessa missão.
     Sendo que no ano de 1966 chegaram as LFP Regulus, Marte e Mercúrio, mais duas LDM e uma LDP, sendo que finalmente em 1967 vieram as LFP Saturno e Urano e ainda uma LDM.
      No total a Marinha dispôs no Lago de cinco LFP, quatro LDM e três LDP, tendo as últimas sido desembarcadas no Porto de Nacala