domingo, 31 de janeiro de 2010

Dia do Leproso

Lepra ou Doênça de Hansen
Doênça que atinje 11 Milhões em todo o Mundo
  Cem  anos de República
     Depois de muitas tentativas, na procura de encontrar que num dos nossos canais de Televisão, que não estivesse a servir aqueles que tanto falam da República que hoje comemora 100 anos,  mas na prática do seu dia a dia, tudo tentam fazer para que voltemos na prática ao tempo Monárquico, mesmo que com outra camafulagem.  São mesmo hilariantes as suas afirmações quando citam os trabalhadores e os seus direitos,que dizem quererem ver defendidos, quando num propósito diário cortam nesses mesmos direitos, dando cada vez mais direitos a si próprios, e a quem eles verdadeiramente estão interessados em servir. " Os Capitalistas". Mas falar disto, será estar-lhes a dar um valor, que eles realmente não merecem.
     Com pouca esperança de encontrar algo  importante e, que justificasse, interesse acrescido para o dia de hoje;  Dirigi-me à papelaria e, lá fui reparando nos titulos dos vários matutinos. Vá que descortinei um que, mereceu o meu devido respeito, que me parece  justificado plenamente aqui o dar a conhecer.
 Com a devida vênia transcrevo alguns pontos que anotei das duas páginas do Jornal de Notícias, hoje Domingo 31 de Janeiro de 2010.
31 de Janeiro de 2010 = Dia do Leproso.
 Ainda nos dias de hoje, esta doênça atinge onze milhões em todo o mundo.
Um estatistica dramática nos países pobres e quase inexistente nos pasíses ricos.
 Certo que a decada de 50 foi a pior, porque apresentou o píco de internamentos no nosso País, muitas  pessoas ainda há que vivem com essas marcas fisícas e psicológicas deixadas. Alguns não têm dedos, outros dificuldades de visão, outros graves problemas ao nivel de membros, e ainda outros com úlceras ao nivel da pele.
      Sabendo-se que em Portugal foram registados novos casos:-
 Dois em 2002,
Quatro novos casos em 2003,
Sete em 2005,
Dezasseis em 2006,
Doze em 2007
Onze em 2008.
       Sabendo-se que todos os casos foram trazido por pessoal oriundo de África e do Brasil, o que nem pasma. pois a Lepra ou Doênça de Hansen (como também é conecida) é "filha primogénita da pobreza e em especial da fome" "como causas principais" da sua propagação a má nutrição, falta de água potável e falta de higiene.
A Índia está no primeiro llugar onde se registam mais casos, seguida do Brasil, onde em em 2009 foram reegistados amsi 32.022 novos casos.
       Registam-se anualmente 250.000 novos casos.
Nota:-
 Fácil concluir-se; que esta doênça nos deve merecer a maior atênção; conhecendo as condições precárias em que vive o Povo Moçambicano ainda  mais válido se torna este alerta.
 Hoje é menos perigosa e, se diagnosticada a tempo é perfeitamente tratável em ambulatório.
     Desde os anos 80 que tem cura e é tratada com antibióticos, 3 medicamentos= Ripansina= Dapsona e Clofazimina. Mas conhecendo as necessidades prementes dos Países mais pobres, alimentação, higiene e saúde, pergunta-se:-  Será  mesmo que diagnosticada a tempo, haverão esses medicamento para o seu tratamento?... Acredito bem que não!... Se as recomendações são da O.M.S., Deveriam as instâncias superiores acautelar a pronta assistência medicamental.
Obs. A cura desta Doênça em muito se deve a Jovens médicos que nos anos 40 foram para África no combate a esta mortifera Doênça, alguns deles ainda vivos, como o caso do Doutor Ricou e, que ainda há pouco tive conhecimento do papel preponderante que desempenhou em Angola.  
O Alerta está dado, agora espera-se a quem de direito, tome as precauções devidas e a tomada de medidas preventivas, venham a ser dersde já uma transparente realidade.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

A Sereia

QUEM SABE?
          I
Toda em plástico, a piscina.
Mar da altura de um dedinho.
Vai cumprindo a sua sina
Valente marinheirinho.
às ondas forte faz peito
Governando o seu batel,
Desfeito, todo molhado,
Já meio despedaçado,
Um barquinho de papel
       II
Vem o vento e dá-lhe vida,
Salva o papel afogado,
Traz-lhe o geito e a medida
Dum barco todo aprumado.
Vejo homens no convés
Vejo o esforço e a coragem
Levada como bagagem
No coração português
        III
Quem sabe, quem diz,
Se o primeiro barquinho
Que empurras-te, feliz
 Pertencia a um marujinho,
Brincando à beira do mar.
E tu contente ligeiro,
Levemente a empurrar
- como quem está a embalar-
Conseguiste um marinheiro.
         IV
No barquinho do teu sonho
Foce canoa ou falua,
 Naquela noite sem lua,
Em que o mar parecia espelho,
Tal era a cintilação
Dessa luz que de ti vinha,
Transpuseste o Mar Vermelho
À custa do teu remar.
E feliz foste aportar
Na terra da promissão
E nessa hora, bem dura
Foi cumprida a Escritura.

Com a devida vênia  a  Mariana do Moínhho

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Fado Metangula

Monte Tchifuli

Metangula e Lago Niassa
(Com a devida vênia)

Fado Metangula
Tens belas ruas, tens avenidas
Tens tantas coisas que nos são queridas
Tens aeroporto, tens aviões
Tens bom cinema, tens diversões
II
Recentemente já rádio há
Nem há paisagem como as de cá
Tens pôr-do-sol, visto de graça,
És a mais linda deste Niassa
III
Ó Metangula
És afinal
Grande "cidade" de Portugal
Tens tantas coisas,
Boas e belas,
Que nós ficamos
Loucos com elas.
IV
Ó Metangula
Tu tens razão
Já só te falta Televisão
Vais dentro em pouco
Ser das primeiras,
Mas só não tens é
Mulheres solteiras
Quanto mais falamos deste recanto maravilhoso, mais se solidificam os nossos elos de ligação

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Gente de Bem

A Minha Homenagem 1970= 2010

Comandante Chuquere e Dona Rosita Chuquere
       Foi  sem sombra de dúvida, a pessoa mais fabulosa que conheci e tive a felicidade de junto dele trabalhar. Nunca senti a presença do Comandante, do Militar, ou do  Chefe,  mas sim o Conselheiro, o Professor, O Amigo. Era um pessoa imensa, com um coração de amor contagiante.
     Num lhe ouvi levantar a voz, por qualquer coisas que não estivesse bem.
 Perdia imenso tempo a escrever, para que não houvesse a menor dúvida sobre o que escrevia, para que podessemos dactilografar com exactidão.
 Quantas vezes chegado à sua Secretária, mandava-me lêr o  que escrevia,  bastava que não percebesse bem duas ou três palavras, para que ele, quando eu estivesse
a dactilografa lá passasse e confirmasse se alguma palavra não estava certa. Outras vezes escrevia, e não gostava da forma como redigia, ou entendia que deveria melhorara a letra e simplesmente  inutilizava, era super inteligente, mas smples.
 Tanto haveria a dizer deste homem fabuloso, mas noutros locais ele foi distinguido, por outros que com ele partilharam e estou convicto que o fizeram,  por mérito próprio. Todas as alusões prestigiosas que lhe forem feitas, ele merece-as, tal era a sua dignidade. 
 A ele se deve a forte implantação do Jornal Tchifuli,a forte dinamização e veia Cultural e a vertente Desportiva, e claro está a narrativa do Cancioneiro.
Na passagem deste quadragéssimo aniversário da minha saída de Metangula sinto-mr feliz, por aqui homenagear a sua Memória e de sua Esposa Dona Rosita autora do Poster que junto.
 Depois apenas o vi uma única vez, recebeu-me com o mesmo calor que se tinha despedido de mim no Niassa.
 Estejam onde estiver!
Obrigado  por me ter proporcionado, viver momentos maravilhoso,e de plena felicidade, pois seguramente ajudaram eque serviram para   cimentar raízes, que perdurm e  guardo no meu coração.
     A Homenagem devida


Rio Douro, Mar Alto,Lago Niassa



Amores de Marinheiro

Quem tem amores não dorme
Nem de noite nem de dia
Dá tantas voltas na cama
Como o peixe na água fria
               II
Vai Marinheiro vai vai
Vai buscar a Laurindinha
Vai Marinheiro vai vai
Que ela é tua não é minha
            III
A roupa do Marinheiro
Não é lavada no rio
É lavada no mar alto
À sombrinha do Navio
          IV
ADEUS Ó  LAGO NIASSA
Deixei o Farol
Que o controle regula
Vou pelo caminho
Dizendo baixinho
Adeus Metangula
Minha homenagem, e o meu amor, no ano em que faz quarenta anos que de lá saí, esse amor perdura

sábado, 23 de janeiro de 2010

Amor ao Lago Niassa (Meponda) =III


 MEPONDA, PARAÍSO DE BAOBÁS 
 BAOBÁ =(Árvore tropical, cujoso tronco chega a atingir mais de trinta metros de perimetro- Embondeiro, adansónia e melambeira)
Vindo de Vila Cabral, o encantamento continua. O mesmo espanto que senti ao descer das alturas donde vislumbrei a paisagem mais bela do mundo.
    Um pouco longe da praia, numa pequena elevação em terreno de mato, pode-se contemplar a bela paisagem que nos fascina. À sombra de um embombeiro, pode-se obsevar de perto aquela estranha árvore pré-histórica que só se encontra em Petit Prince. Como é diferente  de todas as outras, com aquele tronco gordo e luzidio, cor de elefante. Acho que se confunde com os elefantes e rinocerontes, restos também da pré-história. Aqui neste país imenso, com tantas montanhas, vales e desfiladeiros,os baobás têm espaço para crescerem assim.  E podem crescer assim sem temerem desvastar o planeta, como aconteceria com o pequeno mundo do princepezinho, se o carneiro não comesse as sementes dos baobás.  Observava tudo o que me rodeava, essa  natureza tão nova, que nada tinha a ver com a Lisboa que eu deixara de ter e viver.
     O Niassa! o grande Niassa! Tão grande como o horizonte, dominador, de uma beleza estonteante sob as cores púrpura,(Mostra de muitas cores) dourado, todos os alaranjados e lilases do sol poente em tempo de equinócio,(momento em que o sol mergulha) a mergulhar num  leito de fogo, estende-se até onde a nossa vista alcança, este lago imenso, com dimensão de mar cor de safira e ondas de espuma a espraiarem-se na areia!
     Quem o olha neste  doce muralha de fim do dia, nem acredita que pode de um momento para o outro transformar-se num monstro agitado de ondas gigantes, onde todos os naufrágios podem acontecer. Assim o sentiram os Marinheiros que em certas ocasiões  julgaram poderem ali terminar os seus dias numas dessas tempestades repentinas, a caminho do Cobué.
Aminha prenda de anos a todos vós que conheceram estas maravilhas da natureza= Valdemar  

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Anos de Guerra = Bifes

Investigação :- À Pesquisa dos Bifes:-
    Em artigo aqui  públicado " Fuzileiros e as Vacas no Cobué", os comentários não se fizeram esperar, se era verdade que se limitavam a rações de combate e uns enlatados, onde raio teriam ido parar os Bifes. Numa informação credebilizado, cheguei à conclusão que poderemos estar perante uma realidade e assim perceber onde terão ido parar, mas para melhor perceber vamos ao relato:-
     Eram frequentes os ataques ao quartel de Olossato, certo que não houve feridos nem mortos, como compensação eramos alimentados a salsichas, arroz e mangos, daí os levantamentos de rancho por sabermos que o outro batalhão colocado em Mansoa comia bons bifes e boas peças de fruta.
     Começaram a acontecer os levantamentos de rancho, veio o afrontamento do comandante, que fazendo-se acompanhar do grão mestre e a provocação de um Sargento esteve no incendiar da revolta, onde esteve iminente um desfecho trágico:
     Caricato é que num encontro de convivío o Grão Mestre tenha aparecido, não foi nem podia ser bem recebido, porque há coisas do passado que a memória não deixa que se apaguem.
 Nesta revolta esteve um irmão meu a quem aproveito para aqui prestar a minha homenagem.
     Coincidências:- Pela propotência deste Comandante e o do Cobué identificam-se a avaliar pelo desaparecimento dos Bifes  do Cobué e que os Fuzileiros nem o cheiro, podem ter sido destacado para o citado acima destacamento. Agora Pensem!....
Anos de 1967 a 1969
Batalhão 1912 Guiné  

Povo de Moçambique= =s Negros

São Negros de Moçambique

Merecem ser felizes

Corpos abandonados no Maputo:- 
     Mais de cinco  mil corpos  foram enterrados em vala comum no Maputo (antiga Lourenço Marques) , nos últimos três anos e meio. 
     Abandonados dado os custos dos funerais e a falta de poder dos familiares para lhe proporcionarem um funeral digno.
    
São negros de Moçambique
     Sofrem na pele a calamidade das intempérides deste mundo são negros de Moçambique. Homens, mulheres e crianças desesperados, com fome e medo.
     Sem lares, sem roupa, sem vida. São negros de Moçambique, que será desta gente?
      Gente boa, gente humilde.
São negros de Moçambique, que choram.... que gritam em silêncio. Quem ajuda este povo?!...
BOAS NOTÍCIAS:
  Saúde:-
     Oito mil crianças Moçambicanas cujas mães são portadores de HIV nasceraam sem o virus, graças ao programa DREAN da comunidade de Sannto Egidio.
     Dados divulgados pela Instituição Italiana indicam que mil e duzentas mulheres grávidas estão a ser seguidas.

GORONGOSA
    Tem cerca de 400 quilometros quadrados, fica a sul do grande vale do Rift Africano no coração da zona Centro de Moçambique
Parque da Gorongosa
    O Parque, está situado na ponte meridional do grande vale  do Rift. Inclui o leito do vale e parte dos dos planaltos circundantes; os rios que nascem na vizinha Serra da Gorongoza.
     Só cerca de quatrocentas espécies sobreviveram à guerra civil e relativamente saíram ilesas.
     Os caçadores  de  caça furtiva contuam incontroláveis.
Há uma firma a pedir para restaurar a serra da Gorongosa.
    Da Beira, consegue-se fácilmente o acesso ao parque da Gorongosa que foi quase destruído durante a guerras civil de Moçambique. Tinha 4.200 quilómetros quadrados e em 1967 passou a ter  cinco mil e trezentos nesse ano.
O complexo Asavan, fica junto ao rio Savane

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Memória de Marinheiro = "A Viagem" Parte II



Partida Rumo a França
     Durante a deslocação rumo a Toulon nem nos passaou pela cabeça que quando lá chegados iriamos ser confrontados com a maior prova de força, pois se num país fascista nos tinha sido dada toda a liberdade de trajarmos civilmente, mesmo depois do episódio que relatei, porque carga de água haveriamos de prevêr que nos iriam ser impostas restrições para as quais em nada tinhamos contribuído.
Os Marinheiros Americanos e as desordens.



A Greve:




A Força das Comissões de Bem- Estar

A Pescada Camafulada:

Os Emigrantes

Os Passeios

Tudo na Vida tem um preço

Temas a desenvolver logo que possivel

Rio Zambeze = A nossa Homenagem

Só se morre quando deixamos de estar no coração de alguém
Os Rios São Eternos = São Generosos,mas têm regras, como tal exigem serem respeitados

Estas belas fotos, e com a devida vênia, ao autor do blogge Escola de Fuzileiros, ao seu autor Atur/Leiria que aproveito para felicitá-lo, pelo magnifico trabalho respeitante, ao rio Zambeze
Fica aqui nas águas a  sentida minha homenagem, a todos os militares. que morreram em defesa da Pátria nos Rios de Moçambique, Angola e Guiné, que descanasem em paz, estejam onde estiverem, que saibam que não os esquecemos.
 As tragédias aconteceram não por culpa do rio, mas por responsabilidades que lhe são alheias.