quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Magriços 1966

Selecção do Mundial de 1966 . Veja no meu Blogue ao lado o artigo Eusébio em Rio Terra e Mar= Basta clicar

Sabem porque continua a Chover???.. Dizem que a culpa é do Socrates que tudo fez para que o Sol não saísse.

Reformas e Reformados

Reformados Activos

Nos politícos somos os melhores



Só um aclaramento:
Há os reformados activos que tentam conseguir um complemento de trabalho remunerado para compensarem as suas diminutas pensões de reforma, os que se encontram activos, remunerados ou são, para não caírem na ociosidade, sempre deprimente, e há os outros que, quanto mais comem com mais apetite ficam..... os vampiros.... Como os que a seguir se exemplificam e quem vêm apregoar a necessidades de fazer sacrifícios.

REFORMADOS ACTIVOS - SOMOS OS MELHORES
Ao menos num capítulo ninguém nos bate, seja na Europa, nas Américas
ou na Oceânia: nas políticas sociais de integração e valorização dos
reformados.
Aí estamos na vanguarda, mas muito na vanguarda. De acordo, aliás, com
estes novos tempos, em que a esperança de vida é maior e, portanto,
não devem ser postas na prateleira pessoas ainda com tanto a dar à
sociedade.
Nos últimos tempos, quase não passa dia sem que haja notícias
animadoras a este respeito. E nós que não sabíamos!

Ora Vejamos:
O nosso Presidente da República é um reformado;

o nosso mais "mortinho por ser" candidato a Presidente da República
é um reformado;

o nosso ministro das Finanças é um reformado;

* o nosso anterior ministro das Finanças já era um reformado;

* o ministro das Obras Públicas é um reformado;

* gestores activíssimos como Mira Amaral (lembram-se?) são reformados;

* o novo presidente da Galp, Murteira Nabo, é um reformado;

* entre os autarcas, "centenas, se não milhares" de reformados - garantiu-o
o presidente da ANMP

* o presidente do Governo Regional da Madeira é um reformado (entre
muitas outras coisas que a decência não permite escrever aqui);

E assim por diante...

Digam lá qual é o país da Europa que dá tanto e tão bom emprego a
reformados?

Que valoriza os seus quadros independentemente de já estarem a ganhar
uma pensãozita?

Que combate a exclusão e valoriza a experiência dos mais (ou menos...)
velhos?

Ao menos neste domínio, ninguém faz melhor que nós.

Ainda hão-de vir todos copiar este nosso tão generoso "Estado social"...

Joaquim Fidalgo

Jornalista

Transcrevo com a devida vênia do artigo públicado pelo Ex-mo Senhor Joaquim Fidalgo

Jornalista (isto é que vai uma crise digo eu)

Vila Cabral/Nampula

Voando a baixissima altitude soube o que era sofrer com os chamados possos de ar, já que viajam pessoas cardiacas a que altas altitudes seriam fatais. Segundo me informaram.

Metangula/Lago Niassa


Vou levar-vos Comigo no meu Coração


Despedida: Nunca será um adeus; mas um até sempre= Estais no meu coração

I

Metangula que me és tão querida,

Tu Niassa meu Lago amado

Estareis sempre comigo
Vou vos levar embarcado

II

O s motores já trabalham

Partida para Vila Cabral

Vou adorar-vos para sempre

Pedir que não vos façam mal

III

Foram dois anos maravilhosos

Que passamos lado a lado

Vou enxugando minhas lágrimas

Já tenho o rosto molhado

IV

Foi tão belo vir até aqui

Local sereno e de calma

Reforcei o meu amor

Purifiquei a minha alma.

V

Quarenta anos estão a passar-se

Ainda outros se irão passar

Naqueles que estiver vivo

Nunca deixarei de te amar

A partida quando se ama é sempre dolorosa. Metangula/Niassa, não poderiam ser excepções.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

EU ESTIVE EM NAMPULA = 1ª parte

Era assim aos Domingos em Nampula
Era um óptimo local que servia  de ponto de encontro
Eu estive em Nampula= 1970, 1971 e 1972
 Não custa mesmo nada reconhecer; que, nos anos setenta esta simpática e acolhedora cidade podia, ombrear com as mais avançadas da Europa. Aqui respirava-se Saúde. Numa altura em que o mais fácil poderia ser uma autêntica pocilga, dado o grande número de militares ali residentes, e não fossem ser pessoas civilizadas.
     Se haviam os que para ali vinham para permanecerem por largo tempo, no comprimento da sua comissão de serviço, muitos haviam, que apenas por lá permaneciam o tempo de internamento hospitalar e sua respectiva convalescênça.
Tudo servia de pretexto aos militares que se encontravam na frente de combate, para se possivel virem passar uns dias a esta maravilhosa localidade, mas muitas das vezes só era possivel em troca de exames hospitalares ou mesmo uma cirurgia. 
     Saídos do Quartel General e vindo até ao Bar do João situado na Metacolia e, para lá chegar normalmente atravessavam-na a cidade de ponta a ponta: -talvez aqui fossem postos perante a fotografia real da cidade,e assim ao primeiro olhar percebiam que ela merecia ser tratada com todo esse carinho.
    Certo que a limpeza era uma dos seus principais cartões de visita, mas também verdade;  dispunha de coisas aconselháveis e atractaivas. Para já não falar da forma amiga e elevada como os moradores conviviam entre si.
     Quem conviveu com gente branca da cidade; sentiu  certamente a forma cativante como a população tratava os militares e, os nativos  pessoas ordeiras amáveis e respeitadoras.
     Nampula tinha muito para oferecer;  nos cafés  havia um sã ambiente e não se discriminava quem era militar ou civil; as outras atracções como a Piscina, Os Pavilhãos , o Cinema, a Emissora da Rádio, a Represa e tantos e tantos outros locais onde podiamos conviver e partilhar a sã camaradagem.  Não falando no Campo de Tiro aos Pratos;onde pela primeira vez comecei a dar uns tiritos e isso tenho a agradecer ao meu amigor Marques esteja ele onde estiver, homem também ele aqui do Norte. Os jogos do Hóquei em Patins com o Fernando Adrião mesmo em fim de carreira ainda era um fenómeno. As sessões de Fados na Fronteira etc etc.
     Mas falar do local onde passamos e vivemos no auge da nossa mocidade dois anos não se fica por meia dúzia de linhas. Abri hoje esta primeira parte de recordações, esperando que venha a contribuír para que outros que como eu por lá passaram e, guardam gratas recordações as possam e devam dar a conhecer.
Se este desafio vier a ter resultados positivos vou sentir-me imensamente feliz.
Porque Nampula merece; e, a nós passadas quatro dezenas de anos faz-nos bem mentalmente. 

Eu e os Políticos

GOSTOS e DESGOSTOS
    Não gosto dos politícos que temos, que não se interessam pelo povo português mas sim pelas convicções oportunistas, conveniências e negócios presentes e futuros;
    Não gosto de uma  Assembleia da República onde se assiste a debates inconsequentes, desgastantes, sem interesse e sem qualquer sentido nacional;
     Não gosto de eleições que sejam ganhas à custa dos desempregados e dos que recebem o rendimento de reinserção social;
Não gosto da Justiça, que cada vez nos dá a impressão de ser exercida por cúpulas politizadas e ao sabor dos ventos e conveniências;
     Não gosto dos gestores públicos e privados que não exercem os seus cargos de modo conveniente, isentos e com sentido nacional, embora auferindo ordenados fabulosos e completamente indecentes;
     Não gosto dos "profissionais" do desemprego e dos profissionais da "desincerção-social"-são malefícios desta sociedade que deveriam ser superfiscalizados e pelo menos sempre inseridos em trabalhos sociais;
     Não gosto dos comentadores que poluem os média, onde produzem as maiores anormalidades e com ar de sapiência idiota.
     Não gosto de ver uma classe média e os funcionários públicos a pagarem sempre a crise.
    Não gosto de sermos encarados cada vez mais como o país da "cauda" da Europa;
    Não gosto que os portugueses suspirem por um novo Salazar;
    Não gosto de eventuais obras sumptuosas e faraónicas que unicamente servirão para aumentar a divida pública;
Gostava de Politícos sérios. Que felizmente também os há.
Gostva de ter um país a sério, em que os politícos se interessassem pelo povo,que unissem esforços e forças positivas, que tomassem todas as medidas necessárias para vencer esta crise económica-financeira, que a Justiça funcionasse com a balança equilibrada e de olhos fechados, que a Saúde fosse acessivel a todos e que a Educação encontrasse rumo.
 Gostava que todos compreendessem e reconhecessem que este país necessita de um Governo de solução nacional, em que o presidente da Republica tivesse um papel relevante. Penso que será a única saída para o lamaçal em que estamos atascados até ao pescoço.
     Info: transcrevo com a devida vênia parte do artigo de opinião públicado pelo J.N. 22/Fev/2010 da autoria de Vitor Veloso =Médico. Sendo que as fotografias e o escrito a preto são minhas.
    Faço-o por concordar e ambicionar o mesmo, acreditando convictamente que independentemente do tempo, acabaremos por lá chegar e,  a desfrutar-mos neste recanto de condições, onde possamos sentir enorme alegria de cá viver e finalmente podermos gritar que este é o país da Justiça do amor e da fraternidade. 

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Missão Honrosa

Marinheiros = A Pátria Honrai 
Um  dos Vasos de Guerra Inglês ao Largo do Porto da Beira
Sobre o Bloqueio à Rodésia na Beira em Moçambique
1ª = Etape 
Decorria o ano de 1965, o governo inglês dirigido por Harold Wilson decidira entregar o governo da Rodésia do Sul à maioria negra; tal como o tinha feito na Rodésia do Norte (Zâmbia) e com  Nyassaland (Malaui).
     Mas a população branca residente na Rodésia do Sul, cerca de 250 mil colonos, decidiu que Ian Smith seria o primeiro ministro de uma Rodésia independente, governada por brancos, à semelhança do que acontecia na África do Sul, país que imediatamente apoiou a iniciativa.
     Pouco tempo depois, o governo inglês enviou para o Índico uma Task Force constituída por um porta-aviões, três fragatas e navios de apoio, num total de nove navios. A missão dessa força militar era desembarcar na Beira, porto marítimo e principal via de abastecimento e de escoamento de produtos da Rodésia, e de seguida rumar àquele território para impôr pela força a aceitação de um governo negro.
    Por essa altura os hoteis de Moçambique e da África do Sul encheram-se com as mulheres e crianças idas da Rodésia, onde apenas ficaram os homens, em armas e dispostos a tudo para manter o governo de Ian Smith.
    A entrega da Rodésia à maioria negra iria abrir uma nova frente de guerra no distrito de Manica e Sofala, bem como na fronteira sul de Tete. Sem pensar duas vezes, deu ordens às forças portugueses aquarteladas na Beira no sentido de impedir o desembarque dos ingleses. Nessa altura foi reactivada a bateria de costa da Beira, constituída por 3 peças fixas Krupps, se não estou em erro de 150mm, localizadas no bairro das Palmeiras. Foram deslocadas para a foz do rio Pungué várias peças de artilharia móveis e o terraço do Grande Hotel serviu de base a diversas peças de artilharia anti-aérea. Em poucos dias a cidade da Beira fortificou-se, preparando-se sem hesitações para resistir a um ataque dos ingleses. A frota inglesa, mesmo assim entrou nas águas territoriais nacionais, supondo que os portugueses não lhes fariam frente. Sairam ao seu encontro 2 T-6 Harvard, que dispararam algumas rajadas de aviso para a água, em frente à esquadra inglesa. Aí os ingleses perceberam que a ocupação da Beira, onde queriam estabelecer uma testa de ponte para atacar a Rodésia, não ia ser pacífica.
    Possuíam naquele momento forças suficientes para derrotar os portugueses, quer em homens, quer em aviões, mais de meia centena de caças bombardeiros contra alguns T-6 Harvard e PV2 Harpoon, que seriam facilmente abatidos por serem aviões lentos, quer em poder de fogo por parte das peças de artilharia das fragatas.
 Apesar da desigualdade de forças, em momento nenhum os portugueses pensaram em virar as costas ao combate.
    Várias pontes da estrada de 300km que ligava a Beira à Rodésia foram armadilhadas pelas forças portuguesas, que tinham ordens para as destruir em caso de desembarque inglês.
    Harold Wilson decidiu suspender o ataque que iria opôr os aliados de séculos, percebeu que Salazar não permitiria o desembarque..
    A frota inglesa regressou a águas internacionais onde iniciou um bloqueio naval a todo o tráfego que rumava à Beira. Apenas passavam os navios com mercadorias de e para Moçambique. Os que traziam abastecimentos para a Rodésia eram impedidos de entrar no porto da Beira. Em pouco tempo o dispositivo militar foi reforçado em terra. De Portugal e de Angola chegaram aviões de combate Fiat G91 e F84, para além de peças de artilharia. 
    Deu-se então o episódio do petroleiro grego Ioana V, de 12.000 toneladas, carregado de crude para a refinaria de Untali. Os ingleses tinham decidido paralizar a Rodésia de Ian Smith por falta de combustíveis.
      Na Beira estavam dois navios Avisos  (penso que um  era o  aviso Bartolomeu Dias)
    Os Ingleses foram impedidos de desembarcar. Deveu-se à oposição das Forças Armadas e dos Civis.
2ª Etape
Vencida a primeira etape logo Salazar deu o dito por não dito e, rebaixando-se à coroa inglesa mandou o Iona V abandonar o porto da Beira sem desembarcar o crude, o navio saíu com destino a Durban: Mas acabou por alterar o rumo e aportou a Lourenço Marques; porto não vigiado nem bloqueado aí o navio descarregou o crude, que foi transportado de comboio para a Rodésia, fazendo crer aos Ingleses que o crude se dirigia para a África do Sul.
O meu Grato Reconhecimento ao Carlos Branco e ao Manuel José pela colaboração.
A Inglaterra com os seus navios controlando a entradas do rio Pungué, onde se deram incidentes com navios que desejavam descarregar crude, como o Joana V e o Manuela.
Perante as notícias que os ingleses estariam a fazer desembarques de tropas levou a que a Companhia de Paraquedistas que se encontrava em Lourenço Marques seguisse para a Beira.
     Passados os momentos iniciais o bloqueio entrou na rotina, com os navios de guerra a trocarem mensagens.
A opção de apoiar a Independência da Rodésia foi tomada por Salazar a quem Ian Smith pediu apoio.

Sina de Pescadores e Familias

Ninguém corre riscos por prazer. É para sobreviver

Destroços de uma Embarcação
Nos meses de Inverno o Mar também gosta de Consoar. Costuma dizer-se entre a classe piscatória.
Sempre que há um naufrágio, a questão volta à baila, aparecem as carpideiras não tardam a aaprecer, ocupam tudo o que é comunicação social; a prometerem mundos e fundos decretam lutos nacionais e todo um infinito número de promessas que tardarão ou  jamais serão cumpridas; depois os anos passam, e os problemas perssistem: as viúvas dos pescadores que desaparecerem no mar vivem, quase sempre um calvário  na Justiça para comprovar a morte dos maridos e levam anos a receber as indeminizações do seguro.
     Perdem o marido, muitas vezes com filhos menores e sem o seu principal sustento da casa, com a dor de quem nunca terá um corpo para velar e a braços com uma lei que, só ao fim de cinco anos, considera a morte, indiferente às dificuldades económicas de quem perdeu quase tudo.
" De uma vez por todas, esta questão devia ser resolvida. Não se percebe que haja um naufrágio, o barco apareça todo partido, e, quando o corpo do pescador não aparece, a lei obrigue a cinco anos para assumir a morte.
 NENHUM PESCADOR QUER MORRER E MUITO MENOS POR AFOGAMENTO   
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domingo, 21 de fevereiro de 2010

Notícia de Última Hora

Juntaram-se os Três à Esquina = Ao toque da Concertina= A Dançar o Sólidó

Muita Parra= Pouca Uva


Para o Valdemar Alves

Em miúdo era das canções que mais cantarolava
I
Cá em Baixo está o Tiroliro
Lá em Cima está o Tiroliroló
Vão Juntar-se os dois à Esquina
A Tocar a Concertina e a dançar o Solidó
II
Comadre Rica Comadre
Gosto muito da sua Pequena
É Bonita apresenta-se bem
Até parece que tem uma fdace Morena
III
Raparigas de S. Bento
São as purinhas Donzelas
Os rapazes que as namoram
Dão-no cú, chiribiri,dão no Cú
Dão-no coração por Elas

Ilha da Madeira =Falta de Radar

Falta de Radar Metereológico atrasou alerta de Temporal

AVISO VERMELHO SÓ FOI EMITIDO ÀS 10 Horas
-Se existisse um radar metereológico no arquipélago, teria sido possivel prever com maior antecedência a forte precipitação que ontem se fez sentir e alertar as populações mais cedo.
     Os radares são usados na colocação da precipitação, no cálculo do seu movimento, na estimativa do seu tipo (chuva, neve, ou granizo, etc.) e na previsão da sua intensidade e posição futura.
     Portugal tem apenas dois radares: Coruche/Cruz do Leão e Loulé/Cavalos de leão que asseguram o Centro e Sul. Para 2012 está prevista a entrada em funcionamento de um Radar na Serra da Freita no Concelho de Arouca. Até lá os nossos Hermanos como são gentis vão nos facultando essas previsões.
    Os Açores esses continuarão a ser servidos pelos nossos Amigos do Tio São que para lá manterem uma Base Aérea Militar nos vão dando essas Benesses.
     Se alguém dúvida que isto é mesmo o país  do andamento da Lesma!!! Repare-se que entrou o primeiro a funcionar em 1998, o segundo em 2005 e a cumprirem-se as previsões o que cobrirá o Norte entrará em Arouca em 2012.
     Conclua-se o que poderia ter sido evitado na Madeira, já que o Radar Metereológica permite entre outros dados avaliar a àgua em suspensão na atmosfera o que permite fazer previsões sobre onde e quando vai chover em determinasdo local.