CAVACO SILVA: Olha para o que eu digo, não faças contas ao que eu recebo. Sem Comentários.
"Não se podem pedir sacrifícios sem se explicar a sua razão de ser, que finalidades e objectivos se perseguem, que destino irá ser dado ao produto daquilo de que abrimos mão" Ai não abres mão não...
O EXEMPLO de uma "situação insustentável"!
Actualmente recebe pensões pagas pelo Estado:
4.152,00 - Banco de Portugal.
2.328 ,00 - Universidade Nova de Lisboa.
2.876,00 - Por ter sido primeiro-ministro. Desistiu desta para auferir o ordenado de Presidente da República. =Mais um Blúrdio
E JÁ AGORA EXPLICAR COM CLAREZA AOS PORTUGUESES ESTE NEGÓCIO...
Cavaco Silva obteve em 2003 mais-valias de 147,5mil euros com a venda de acções compradas em 2001 à Sociedade Lusa de Negócios (SLN). Um senão... a SLN não estava, como nunca esteve, cotada em Bolsa.
Tem tempo para ir ao funeral de uma fadista que todos somos a sua ligação ao anterior regime. Mas não pode interromper as férias para estar presente ou se fazer representar no funeral de um Prémio Nobel da Literatura.
Mas Saramago a história se encarregará a ele Cavaco, é mais um que não terá história para ser relembrado.
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Rir Ainda Não Paga SCUTs. ?!!!! Penalizações a partir de amanhã.
Alguns Descontegionantes
Rir é saudável
I
Uma mulher muito tímida vai ao ginecologista e diz:
- Sr. Doutor, estou com muitas dores aqui nesta zona! E mexendo nos seios disse:
- Aqui nas minhas laranjas e também sinto uma alergia aqui mais abaixo na minha pêra!
O médico já estava a ficar entusiasmado e ela então pergunta:
- O que será Sr. Doutor?
Ele responde:
- Devem ser os sintomas do bicho da fruta porque eu já estou com comichão na banana!!!
II
Diz o filho para a mãe:
- Oh mãe, o pai caga na cama?
Porquê? Pergunta a mãe:
- É que eu ouço todas as noites tu a dizeres: "Lá vens tu com essa coisa mole ... "
III
Uma tarada sexual entra numa igreja, ao ver o padre da-lhe uma vontade enorme de fazer amor!
Vira-se para o padre e diz:
- Beija-me! Ama-me! O padre em pânico diz:
- Minha filhas estás numa igreja! Ela deita-se no banco desnuda e excitada e diz:
- Anda come-me!
O padre ao ver aquele corpo ajoelha-se em frente da cruz de Cristo e diz:
- Que faço senhor?
Cristo responde-lhe:
- Desprende-me da cruz carago!!!
IV
As mulheres fizeram um baixo assinado, para Deus fazer os pénis mais bonitos.
Deus responde: - Nem pensar! Se feios já os chupam ... Bonitos ate os comiam!!!
V
Uma rapariga diz á mãe:
- Mãe hoje fiz amor com o meu namorado. E a mãe diz:
- Filha não se diz isso, diz-se estrelei um ovo com o meu namorado.
No dia seguinte a filha diz á mãe:
- Hoje fiz uma coisa nova com o meu namorado. E a mãe diz:
- Já sei estrelas-te 2 ovos?
- Não diz a filha, ele lambeu-me a frigideira!!!
VI
Duas velhotas vão na rua a conversar e uma diz:
- Eu ouvi umas raparigas a conversarem sobre sexo oral, sabes o que é isso?
A outra diz:
- és tão burra, não sabes, sexo oral é sexo por telefone.
Passado um bocado a velhota diz: - Eu ouvi falar em homosexual o que é isso?
E a outra velhota diz:
- és mesmo burra, isso é detergente OMO para lavar os tomates!!!
Os dois partidos do Centralão, com o CDS a baater-lhe palmas lá vão demagógicamente e cinícamente jogando de habilidades em habilidades mafiosas para procurarem ludribiar os mais distraídos e metendo portagens em Scut´s, isentando algumas para depois pposteriormente dar a machadada final e portajá-las todas.
O mais grave de tudo isto é quem passará a ser verdadeiramente penalizado são as pessoas que trabalham e auferem melhores remunerações.
A partir de amanhã 1 de Julho todos começamos a comer por tabela, agravante as nossas condições de vida, com o aumento em vigôr do IVA, IRS etc. etc.
Acorda ZÉ POVINHO = Acorda!!!!
terça-feira, 29 de junho de 2010
Nem que seja à Martelada = Agostinho Teixeira Verde
Nem que seja à Martelada
Acabamos de sair do luto decretado pelo Governo em homenagem a José Saramago, mas a goleada aos coreanos e o nosso rico S. João garantem que a festa segue dentro de momentos. PS e PSD preparam-se para estragar a festa (e as finanças) dos utentes dos SCUTS Norte, mas é na festa de S. João que os nortenhos devem procurar inspiração para reagir a tamanha injustiça.
S. João, S. João, dá-me tu inspiração
Para ver se em três penadas
Consigo encontrar a solução
Nem que seja às marteladas!
Saramago: Não é santo, mas é popular na esquerda onde (?) tanto militou. Na hora da sua morte, merece o respeito e lamento de todos, mas o Governo socialista entendeu que o país devia observar luto nacional durante dois dias, só para continuar a ganhar protagonismo que é o seu forte… Em vivo, quase todos o deploravam. Depois de morto, todos o queriam. Até a Câmara de Lisboa… lhe estendeu o tapete. Sabe-se lá com que intenções!?
Não deve ser fácil reunir consenso sempre que um Governo decreta um luto por razões semelhantes, mas a pergunta que aqui se deixa há muito quem a faça: um dia que desapareça mais um vulto da cultura, da política, do desporto ou da economia desastrosa portuguesa, que ainda por cima tenha sempre respeitado e amado Portugal em palavras, actos e omissões, vão decretar uma semana de luto? O que é nacional é bom? O que é Nobel é ou não?
Resta-nos afirmar que, Saramago, por incompatibilidades diversas, deixou o seu país e instalou-se em Lanzarote, Canárias, Espanha e, para lá levou quase todos os seus bens e patacos que o Nobel merecido ou não, lhe foi atribuído pela Organização Sueca.
Aqui, na minha óptica, existe um contraste que não aprovo e discordo pelo seguinte: se o Nobel é um prémio de muitíssimos euros, além da Honorabilidade prestada ao Insigne Escritor, a viúva Pillar, se queria trasladar os restos mortais para Portugal, tinha possibilidades económicas para o fazer; não era necessário que o Governo malabarista tivesse contribuído com um avião da Força Aérea para esse efeito, pois, não se tratava de nenhuma patente general deste país, mas de homem que, além do prestígio que o Nobel lhe granjeou, era sim, um cidadão português como tantos outros que, mortos em combate ou no seu trabalho de emigrantes, nunca ou poucos tiveram a esmola de ser trasladados para as suas terras de origem.
Que me perdoe a sua viúva, mas, em lugar de chamar-se Pillar, deveria chamar-se de “pilhar”, pois, além da herança do falecido, conseguiu, sem culpa formada, sonegar ou pilhar a Portugal mais uns milhares de patacos, porque o Governo não tem óculos que suprimam a sua grande miopia. Não quero de forma alguma que considerem isto como uma ofensa, mas pensem se existe, de facto, algo de racional no meu pensamento.
Selecção: Como de costume, de bestas a bestiais em 90 minutos. Uma selecção que iniciou o jogo só com jogadores nascidos em Portugal deu sete pontapés certeiros na crise, quando muitos treinadores de crónicas e de bancada já vertiam lágrimas por Scolari e preparavam luto nacional e um avião da Força Aérea para a trasladação dos seus ossos, visto que, estando em terras africanas onde abundam os abutres, ficariam despojados das suas carnes… Em futebol, o que é nacional é bom? O que vem de fora… é ou não?
Sacanagem: Assino por baixo o alerta de Rui Rio. Com chip ou sem chip, as desculpas para portajar só a Norte é que são “cheap”ou desculpas baratas.
Com as armas que a democracia lhes confere, os utentes das novas SCUT com custos têm obrigação de fazer ouvir a sua voz de revolta por estarem a ser alvo de tão flagrante injustiça e descriminação nacional. Sem esquecer que o pior é “baixar a bolinha”, criando mais um procedente. A seguir só poderá ser pior.
Porque estamos na altura dos Santos Populares, ninguém levar a mal que se diga, como no título, nem que seja à martelada!
(Semi-transcrito e adaptado por: ATVerde)
Acabamos de sair do luto decretado pelo Governo em homenagem a José Saramago, mas a goleada aos coreanos e o nosso rico S. João garantem que a festa segue dentro de momentos. PS e PSD preparam-se para estragar a festa (e as finanças) dos utentes dos SCUTS Norte, mas é na festa de S. João que os nortenhos devem procurar inspiração para reagir a tamanha injustiça.
S. João, S. João, dá-me tu inspiração
Para ver se em três penadas
Consigo encontrar a solução
Nem que seja às marteladas!
Saramago: Não é santo, mas é popular na esquerda onde (?) tanto militou. Na hora da sua morte, merece o respeito e lamento de todos, mas o Governo socialista entendeu que o país devia observar luto nacional durante dois dias, só para continuar a ganhar protagonismo que é o seu forte… Em vivo, quase todos o deploravam. Depois de morto, todos o queriam. Até a Câmara de Lisboa… lhe estendeu o tapete. Sabe-se lá com que intenções!?
Não deve ser fácil reunir consenso sempre que um Governo decreta um luto por razões semelhantes, mas a pergunta que aqui se deixa há muito quem a faça: um dia que desapareça mais um vulto da cultura, da política, do desporto ou da economia desastrosa portuguesa, que ainda por cima tenha sempre respeitado e amado Portugal em palavras, actos e omissões, vão decretar uma semana de luto? O que é nacional é bom? O que é Nobel é ou não?
Resta-nos afirmar que, Saramago, por incompatibilidades diversas, deixou o seu país e instalou-se em Lanzarote, Canárias, Espanha e, para lá levou quase todos os seus bens e patacos que o Nobel merecido ou não, lhe foi atribuído pela Organização Sueca.
Aqui, na minha óptica, existe um contraste que não aprovo e discordo pelo seguinte: se o Nobel é um prémio de muitíssimos euros, além da Honorabilidade prestada ao Insigne Escritor, a viúva Pillar, se queria trasladar os restos mortais para Portugal, tinha possibilidades económicas para o fazer; não era necessário que o Governo malabarista tivesse contribuído com um avião da Força Aérea para esse efeito, pois, não se tratava de nenhuma patente general deste país, mas de homem que, além do prestígio que o Nobel lhe granjeou, era sim, um cidadão português como tantos outros que, mortos em combate ou no seu trabalho de emigrantes, nunca ou poucos tiveram a esmola de ser trasladados para as suas terras de origem.
Que me perdoe a sua viúva, mas, em lugar de chamar-se Pillar, deveria chamar-se de “pilhar”, pois, além da herança do falecido, conseguiu, sem culpa formada, sonegar ou pilhar a Portugal mais uns milhares de patacos, porque o Governo não tem óculos que suprimam a sua grande miopia. Não quero de forma alguma que considerem isto como uma ofensa, mas pensem se existe, de facto, algo de racional no meu pensamento.
Selecção: Como de costume, de bestas a bestiais em 90 minutos. Uma selecção que iniciou o jogo só com jogadores nascidos em Portugal deu sete pontapés certeiros na crise, quando muitos treinadores de crónicas e de bancada já vertiam lágrimas por Scolari e preparavam luto nacional e um avião da Força Aérea para a trasladação dos seus ossos, visto que, estando em terras africanas onde abundam os abutres, ficariam despojados das suas carnes… Em futebol, o que é nacional é bom? O que vem de fora… é ou não?
Sacanagem: Assino por baixo o alerta de Rui Rio. Com chip ou sem chip, as desculpas para portajar só a Norte é que são “cheap”ou desculpas baratas.
Com as armas que a democracia lhes confere, os utentes das novas SCUT com custos têm obrigação de fazer ouvir a sua voz de revolta por estarem a ser alvo de tão flagrante injustiça e descriminação nacional. Sem esquecer que o pior é “baixar a bolinha”, criando mais um procedente. A seguir só poderá ser pior.
Porque estamos na altura dos Santos Populares, ninguém levar a mal que se diga, como no título, nem que seja à martelada!
(Semi-transcrito e adaptado por: ATVerde)
A Peixaria Rio Douro em Joanesburgo = África do Sul
Foi-se a Selecção, mas a Peixaria continua lá.
A crise vai passar e a vela voltará a encher de vento fresco e soprar de popa-proa.
A Peixaria Rio Douro em Joanesburgo-Vende vinho e conservas,azeite e bolachas, sardinha congelada e azeitonas, revistas e C.D de artistas portugueses, fabrica bolinhos de bacalhau e carcaças, tem até tremoços, mas estamos simplesmente a falar de uma peixaria.
A peixaria que é pertença da familia Sequeira recebe diariamente a visita de muitos emigrantes portugueses na região de Gauteng.
É a força do hábito que os faz conduzir às vezes, 50 Km só pelo simples prazer de se alimentarem com o que é produzido em Portugal.
É uma óptima maneira de matar saudade dum bom prato 100 por cento lusitano.
Main Street, em Rosenville, já foi quase totalmente uma rua portuguesa.
« Parecia mesmo que estavamos em casa» vinca Fátima Sequeira, cuja nãe nunca aprendeu a falar inglês, porque simplesmente não precisou.
A Peixaria Rio Douro tem 50 funcionários "vai dando para viver" e até ao momento felizmente sem assaltos.
Acreditam que a crise passará a vela voltará a encher-se de vento voltar ao bom Porto.
A crise vai passar e a vela voltará a encher de vento fresco e soprar de popa-proa.
A Peixaria Rio Douro em Joanesburgo-Vende vinho e conservas,azeite e bolachas, sardinha congelada e azeitonas, revistas e C.D de artistas portugueses, fabrica bolinhos de bacalhau e carcaças, tem até tremoços, mas estamos simplesmente a falar de uma peixaria.
A peixaria que é pertença da familia Sequeira recebe diariamente a visita de muitos emigrantes portugueses na região de Gauteng.
É a força do hábito que os faz conduzir às vezes, 50 Km só pelo simples prazer de se alimentarem com o que é produzido em Portugal.
É uma óptima maneira de matar saudade dum bom prato 100 por cento lusitano.
Main Street, em Rosenville, já foi quase totalmente uma rua portuguesa.
« Parecia mesmo que estavamos em casa» vinca Fátima Sequeira, cuja nãe nunca aprendeu a falar inglês, porque simplesmente não precisou.
A Peixaria Rio Douro tem 50 funcionários "vai dando para viver" e até ao momento felizmente sem assaltos.
Acreditam que a crise passará a vela voltará a encher-se de vento voltar ao bom Porto.
Muitas felicidades e muitos anos de vida. Não foras tu e talvez as coisas tivessem sido diferentes. Seguramente és um dos pilares principais da minha abstinência
Prevênção à Recaída
Para evitar uma recaída, é depois integrado num programa de viguilância clinica, sujeito a análises toxicológicas e clínicas, e ajudado quer pela familia, quer pelos de grupos se auto-ajuda. Responsabilizar o Doente
O trabalhador alcoólico tem de sentir que o seu emprego está ameaçado. Por isso é importante que as chefias sejam envolvidas. Devem apreciar as suas qualidades mas também informá-lo de que caso se mantenha o consumo de álcool, a sua aptidão fisíca e psica seja avaliada por uma junta médica e a sua carreira poderá ser prejudicada. Agradeço ao Agostinho Verde e ao Virgilio os artigos por eles públicados e que me levaram a voltar de novo a este tema, já que é o terceiro caso de morte a nivel mundial e onde em Portugal morrem 8 pessoa por dia, isto é; morrem quase tantas pessoas por ano como em 13 anos de guerra no Ultramar.
Nota :-: O tratamento aqui mencionado está de acordo com aquele que é feito em Centros de Alcoologia a exemplo: Coimbra. Sou Abstinente há 23 anos e com tratamento em ambulatório. (Monitor em total voluntariado) Se tem problemas com o álcool pela sua saúde e bem estar de si e sua familia, não beba.
Reconhecer quanto foi importante, nunca será mendigar. Obrigado Amor.
Projecto Vencer
A Marinha onde não se proibe a venda de qualquer tipo de bebidas alcoólicas, é um exemplo de sucesso. O Projecto Vencer, similar aos programas de assistência a empregados desenvolvidos na decada de 90 pela OMS e a OIT, tem por base a detecção precoce do consumo de bebidas alcoólicass como meio preventivo de dependência. A desintoxicação, é feita no Hospital da Marinha durante cerca de 10 dias o alcoólatra é sujeito a um regime de internamento de cerca de 28 dias, seguido de acompanhamento, de ambulatório e participação em reuniões semanais com o pessoal técnico da UTITA. Prevênção à Recaída
Para evitar uma recaída, é depois integrado num programa de viguilância clinica, sujeito a análises toxicológicas e clínicas, e ajudado quer pela familia, quer pelos de grupos se auto-ajuda. Responsabilizar o Doente
O trabalhador alcoólico tem de sentir que o seu emprego está ameaçado. Por isso é importante que as chefias sejam envolvidas. Devem apreciar as suas qualidades mas também informá-lo de que caso se mantenha o consumo de álcool, a sua aptidão fisíca e psica seja avaliada por uma junta médica e a sua carreira poderá ser prejudicada. Agradeço ao Agostinho Verde e ao Virgilio os artigos por eles públicados e que me levaram a voltar de novo a este tema, já que é o terceiro caso de morte a nivel mundial e onde em Portugal morrem 8 pessoa por dia, isto é; morrem quase tantas pessoas por ano como em 13 anos de guerra no Ultramar.
Nota :-: O tratamento aqui mencionado está de acordo com aquele que é feito em Centros de Alcoologia a exemplo: Coimbra. Sou Abstinente há 23 anos e com tratamento em ambulatório. (Monitor em total voluntariado) Se tem problemas com o álcool pela sua saúde e bem estar de si e sua familia, não beba.
segunda-feira, 28 de junho de 2010
"Reavivar a Memória dos Mais Distraídos". (Vários)
Meu novo Blogue: - marinheirododouro.blogspot.com
A Minha Fé = Convicção Plena
Foi um privilégio meu ter convivido com ele em várias ocasiões.
Poderemos concordar ou não com as suas convicções mas sabê-las reconhecer é ser Inteligente e Sério.
Doutor Alvaro Barreirinhas Cunhal
" Primeira referência de vanguarda da luta contra a politíca fascista e depois do 25 de Novembro de 1975 contra a politíca dos sucessivos Governos de direita, que conduziram o nosso País ao lastimável ponto em que se encontra.
Opções de Vida
Passados 60 anos do seu julgamento no Tribunal da Boa Hora.
Alvaro Cunhal uma vida dedicada aos trabalhadores e ao povo, ideal e projecto comunista. "uma opção de vida concretizada na entrega total" de cuja construção colectiva" foi o "mais relevante obreiro.
Da sua vida e obra muito mais há a dizer.
A História se encarregará de o fazer.
Nota :- Esteja onde estiver muito lhe agradaria a sondagem ora divulgada.
C.D.U. de regresso ao terceiro lugar
Os comunistas costumam queixar-se dos resultados das sondagens. Mas esta não deverá ser tão mal recebida.
A C.D.U. quase duplica o resultado, entre Março e Junho e volta ao terceiro lugar.
Nota negativa para Sócrates:-
O primeiro-ministro está em baixa acentuada.
Os portugueses já não parece darem-lhe sequer o beneficio da dúvida.
Passou a ser o lider com pior avaliação no Barómetro.
Mês de Julho :- Vida vai ficar ainda mais difícil.
Primeiro dia de Julho vai trazer aumento de preços, descdia de salário e mais regras de subsidio
A Minha Fé = Convicção Plena
Foi um privilégio meu ter convivido com ele em várias ocasiões.
Poderemos concordar ou não com as suas convicções mas sabê-las reconhecer é ser Inteligente e Sério.
Doutor Alvaro Barreirinhas Cunhal
" Primeira referência de vanguarda da luta contra a politíca fascista e depois do 25 de Novembro de 1975 contra a politíca dos sucessivos Governos de direita, que conduziram o nosso País ao lastimável ponto em que se encontra.
Opções de Vida
Passados 60 anos do seu julgamento no Tribunal da Boa Hora.
Alvaro Cunhal uma vida dedicada aos trabalhadores e ao povo, ideal e projecto comunista. "uma opção de vida concretizada na entrega total" de cuja construção colectiva" foi o "mais relevante obreiro.
Da sua vida e obra muito mais há a dizer.
A História se encarregará de o fazer.
Nota :- Esteja onde estiver muito lhe agradaria a sondagem ora divulgada.
C.D.U. de regresso ao terceiro lugar
Os comunistas costumam queixar-se dos resultados das sondagens. Mas esta não deverá ser tão mal recebida.
A C.D.U. quase duplica o resultado, entre Março e Junho e volta ao terceiro lugar.
Nota negativa para Sócrates:-
O primeiro-ministro está em baixa acentuada.
Os portugueses já não parece darem-lhe sequer o beneficio da dúvida.
Passou a ser o lider com pior avaliação no Barómetro.
Mês de Julho :- Vida vai ficar ainda mais difícil.
Primeiro dia de Julho vai trazer aumento de preços, descdia de salário e mais regras de subsidio
domingo, 27 de junho de 2010
A minha Concepção para com o Mundo
Novo Blogue :-marinheirododouro.blogspot.com
Ser Ateu, não é ser contra a Igreja.
A minha Fé :- Convicção plena do meu Ateísmo.
Certos mandantes do cristianismo ainda se julgam donos da Cabra Rica.
Para eles os Ateus são os Donos da Cabra Pobre
Ser Ateu não é ser contra a Igreja
Não me lembro de alguma vez ter acreditado em Deus. Principalmente a partir dos meus seis anos de idade nem em momentos de fraqueza ou necessidade extrema.Sei que até aos dias de hoje e por sempre me ter assumido paguei facturas enormes, que me foram criados por maus servidores dessa mesma Igreja. (Incluíndo um Padre e um Capelão) Padre Manuel N. Reg. e Delmar Barreiros.
Sempre acreditei nos homens e nas mulheres , sempre achei que cada um tem de assumir a sua responsabilidade dos trilhos que quer seguir.
Ainda assim entendo que a Igreja faz falta, acho que o Cristianismo quando seguido sem fanatismos, faz bem em quem nele acredita. Desde que a sirva sem se servir.
Aprecio a mensagem de paz, do amor, saber que há alguém com poder pela fé dos seus seguidores que defende a necessidade de perdoar, a tolerância, a bondade.
Sabendo que a Igreja é cada vez menos um porto de abrigo, porque não tem evoluído e acompanhado o mundo moderno e a sua inovação. Falta-lhes teologos.
Mas porque não tenho fé em Deus, ainda acredito que nesta Igreja há menos gente má de que noutros sitios.
Se há coisas que este mundo precisa é de gente boa
Bertrand Russell, um dos grandes pensadores do Século XX
Filósofo e Matemático = Inglês
Prémio Nobel da Literatura 1950.
As objecções contra a religião são duas espécies intelectuais e morais.
Intelectuais, porque não há qualquer razão para supor que alguma das religiões sejam verdadeiras, morais porque os preceitos morais remontam a uma época em que se era mais cruel do que actualmente e porque as religiões tendem a perpetuar as crueldade que a nossa consciência reprova.
Estas também são razões que comungo e me levam a não professar ou comungar de qualquer religião.
Sirvo os valores da vida e partilho valores morais, se acaso existisse algo no além não tinha qualquer tipo de recio em ser julgado e a haver justiça, nunca poderia ser condenado.
O Douro em Cancelos/Sebolido e as suas Gentes
Permitam o reconhecer porque é de inteira justiça; tudo isto só foi possivel por obra e empenhamento do Carlos Tintinaine.
Um Abração aos Filhos da Escola e a todos os colaboradores e leitores dos Blogues.
Toda esta força, só é possivel pelo forte empenhamento de todos. Grato reconhecimento.
Valdemar Marinheiro
Toda esta força, só é possivel pelo forte empenhamento de todos. Grato reconhecimento.
Valdemar Marinheiro
Poemas do Agostinho Teixeira Verde
Não há grandes nem pequenos!!! Há os Poetas
Um Rabão carregado de carvão de minério das Minas do Pejão = Rio Douro
Quatro Pescadores com a sua rede de nome Varga; dirigem-se para o Areio D´Ortos
Para a Pesca de Sável e Lampreia= Também fui Pescador ali.
Na margem de frente do seu lado ersquerdo da povoação de Midões, existia um areio onde se pescava ao Sável e Lampreia e no Verão o Peixe miúdo
O Douro em Cancelos/Sebolido e as suas GentesI
Quem for a Sebolido
E, atracar em Cancelos
Pode crer, à beira-rio
É dos locais mais belos
II
Não é só aquele lugar
São também as suas gentes
Que têm naquele rio invulgar
Óptimo celeiro de sementes
III
Cuja seara é de amor
Que muito se cultiva por ali
Regada pelo rio com fervor
Que eu presenciei e senti
IV
Margens verdes, com flores
E, muitos outros arbustos
Este rio também provoca dores
Quando causa alguns sustos
V
Na sua corrente forte
Vinda da vizinha Espanha
Tangida pelo vento do Norte
Oh água que trazes manha!
VI
Se pensarmos na tragédia
Surgida em Entre-os-Rios
Daquela triste enciclopédia
De numerosos calafrios
VII
Dia nefasto, cinzento
Quem esperava tal desastre?
Do infortúnio tormento
Que culminou em catástrofe
VIII
Agora, vendo no Memorial
O Anjo com sua ternura
Parece querer tornar imortal
Aquela noite, longa e escura
IX
Passam os dias, meses e anos
A mágoa, essa, entranha-se mais
Porque na dor, causou danos
Lutos, soluços, pranto e muitos ais
X
Quem sabe, até que ponto
Sem poder bradar apelos
Passaram mortos, qual tronco
Roçando a margem em Cancelos
XI
Que o povo muito atento
E, destro em vigilância
Ia sufocando o lamento
E, perdendo a esperança
XII
De encontrar alguém vivo
Que trouxesse algum conforto
Mas aparecer em Sebolido
Nem vivo, nem morto...
XIII
Que na labuta titânica
Desse valente povo
Com sua força dinâmica
Onde reagir de novo
XIV
Mostrando o seu ideal
Apesar destes revezes
É assim Portugal
São assim os Portugueses
XV
Que têm nos Dourienses
Uma esperança renovada
Cuja força dos seus dentes
Seguram a Bandeira defraudada
XVI
Bandeira das quinas e castelos
Da esfera armilar à sua raíz
Saudo o povo de Cancelos
Viva o nosso País!...
Reconhecidamente pelo contributo dado.
Mais este maginfico trabalho que serve para homenagear a memória de todos aqueles que de uma outra forma se ligam aos Rios.
Na Terra Canta-se = No Rio ou Mar dança-se.
Obrigado meu Rio.
Um Abraço Fraterno ao Lago Niassa e Metangula.
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Dois Fuzileiros e um Radarista pronto para o desembarque em Cancelos, vendo-se a margem de frente a beijar a Povoação de Midões.
O Carlos Tintinaine sentado do lado esquerdo, o Agostinho Verde do lado direito O Marinheiro Radarista remando para a atracação.
Verde no Restaurante em Rio Mau, após o repasto meditando, com uma janela para o Rio Douro
Dois Fuzileiros à “deriva” no Rio Douro! No Dia 22 de Junho, logo pela manhã, rumaram a Cancelos, Sebolido, Penafiel para visitar o amigo Valdemar Marinheiro e outros amigos que ele, de antemão foi convidando para conseguirmos pôr a conversa em dia… de muitos casos e assuntos que evito aqui enumerar. Com encontro marcado no Intermarchê de Penafiel, ali esperava o Verde, que vive em Lousada pelo Carlos que vinha da Póvoa de Varzim. Por volta das nove horas, atravessamos o lado Oeste da cidade rumando às Termas de S. Vicente, Entre-os-Rios e, finalmente Sebolido onde, de braços abertos lá estava o Valdemar Marinheiro à nossa espera. Marinheiro, porque nasceu à beirinha do Rio Douro (margem direita) e Marinheiro também, porque em 1963, por sua livre vontade e uma grande paixão, foi incorporado na Armada ou, para melhor se entender, na Marinha de Guerra Portuguesa! Não é sobre isso que vou escrever, embora, muito naturalmente tivesse uma aceitação esperada, dado que o encontro proporcionou a “junção de um quarteto de Marinheiros”. A conversa entre pessoas da mesma “Escola” ou Faina (Marinha) é, sobremaneira mais perceptível do que entre pessoas que não tiveram a Escola de Marinhagem que nós “cursamos”. Voltando ao princípio, na viagem fomos apreciando a paisagem mui verde que se conserva lateralmente à estrada e que o Verão mal começado ainda não lhe deu o tom ou cor de amarelo ou seco que se notará mais para o fim do Estio…
Um abraço, amigos!
Até sempre!
Agostinho Teixeira “Verde”
O Carlos Tintinaine sentado do lado esquerdo, o Agostinho Verde do lado direito O Marinheiro Radarista remando para a atracação.
Verde no Restaurante em Rio Mau, após o repasto meditando, com uma janela para o Rio Douro
Dois Fuzileiros à "Deriva no Rio Douro"
Autor:- Agostinho Teixeira VerdeDois Fuzileiros à “deriva” no Rio Douro! No Dia 22 de Junho, logo pela manhã, rumaram a Cancelos, Sebolido, Penafiel para visitar o amigo Valdemar Marinheiro e outros amigos que ele, de antemão foi convidando para conseguirmos pôr a conversa em dia… de muitos casos e assuntos que evito aqui enumerar. Com encontro marcado no Intermarchê de Penafiel, ali esperava o Verde, que vive em Lousada pelo Carlos que vinha da Póvoa de Varzim. Por volta das nove horas, atravessamos o lado Oeste da cidade rumando às Termas de S. Vicente, Entre-os-Rios e, finalmente Sebolido onde, de braços abertos lá estava o Valdemar Marinheiro à nossa espera. Marinheiro, porque nasceu à beirinha do Rio Douro (margem direita) e Marinheiro também, porque em 1963, por sua livre vontade e uma grande paixão, foi incorporado na Armada ou, para melhor se entender, na Marinha de Guerra Portuguesa! Não é sobre isso que vou escrever, embora, muito naturalmente tivesse uma aceitação esperada, dado que o encontro proporcionou a “junção de um quarteto de Marinheiros”. A conversa entre pessoas da mesma “Escola” ou Faina (Marinha) é, sobremaneira mais perceptível do que entre pessoas que não tiveram a Escola de Marinhagem que nós “cursamos”. Voltando ao princípio, na viagem fomos apreciando a paisagem mui verde que se conserva lateralmente à estrada e que o Verão mal começado ainda não lhe deu o tom ou cor de amarelo ou seco que se notará mais para o fim do Estio…
Foto da Ponte após o trágico acidente que vitímou mas de meia centena de pessoas
Para justificar o injustificável, mandaram contruír duas
Uma delas muitos problemas resolveria se tivesse sido construída em Rio Mau/Pedorido
O Anjo edificado em Oliveira Reguenga /Sardoura/Castelo de Paiva
Nas pontes de Entre-os-Rios, deparámos com o Memorial do Anjo que parece tentar proteger ou redimir os malogrados que em Março de 2001, tombaram no trágico destino ao serem precipitados num Rio que é de Ouro mas que naquele fatídico dia se transformou num Rio de Fel, cuja amargura se propagou aos seus familiares e amigos, numa dor que ainda hoje perdura e, muito mais, porque, não foi possível para alguns, fazer-se um funeral com a dignidade própria, visto não terem aparecido… A vida neste mundo (?) reserva-nos surpresas demasiado tristes e amargas que nem o tempo na sua constante movimentação diária consegue diluir ou riscar da nossa memória com facilidade. Mais, porque, tantas vezes que por ali passei sobre a ponte, onde estava agoirado um fim muito negro que me poderia ter atingido naquele último “mergulho da vida”. O Douro, como é conhecido entre nós e também internacionalmente, não fossem os famosos vinhos que desciam nele até ao Porto, não merecia ser enlutado daquela forma tão cruel que impôs também o luto às suas gentes ribeirinhas, desgostosamente, por tamanha fatalidade. Aquela gente ama tanto o Rio Douro que não admite a mais pequenina ofensa ao Colosso Fluvial que espelha nos seus olhos a grande felicidade, logo pela matina quando miram as suas águas. Mesmo de noite o Rio é lindo! Nele reflectem as luzes das vivendas e moradias, além do luar, que lhe dão um encanto tão sublime que nos alimenta o pensamento e inebria a alma daquela presença inesquecível com que a natureza nos proporciona. As barragens deram-lhe outro feitiço encantador, originando que o seu caudal cubra os areais com o enorme manto ou lençol de águas fluviais. Porém, veio prejudicar a pesca. O peixe gosta de viver solto e não encurralado, quer subir e descer o Rio e conhecer todos os cantos, contornos e linguetas onde desova e descansa das longas caminhadas na procura do sustento. A navegação na época Estival é mais facilitada dada a grande aglomeração do seu caudal, onde, barcos de “porte e calado” muito significativos, percorrem o seu “estuário” num vai e vem diário, fazendo deslumbrar os turistas que gozam duma paisagem maravilhosa que a mãe natureza se dignou colocar ao seu dispor. Tivemos o condão, muito privilegiado, de almoçar num restaurante, tipo “Varanda para o Rio”, que, além do sabor gastronómico e opíparo da refeição, nos foi dado contemplar a faina de alguns pescadores, a sua navegação e, melhor ainda a brisa do Douro que nos proporcionou um bem-estar idílico de causar inveja a qualquer pessoa. As fotos que acompanham a prosa deste texto, são elucidativas da nossa presença nos Valboneiros ou Valboeiros (pequenos barcos a remos) e, também da inesquecível camaradagem que ainda vai unindo alguns portugueses, apesar da crise nacional, que se prezam de ser autênticos Reis e Senhores duma primordial hospitalidade. O carinho, a gentileza, a prontidão, a afabilidade e a educação aliada à frontalidade sadia daquelas gentes, deixam marcas que já mais esqueceremos e das quais guardaremos as melhores e mais valiosas recordações. Ao Valdemar, ao Cardoso, ao Cunha, ao Sérgio e outros e às mensagens do telemóvel que recebemos do Piko e outros, proporcionaram-nos o enorme prazer e alegria de conviver naquele dia numa harmonia e paz de amizade rica e duradoira. Expressamos com sinceridade e franca veemência o nosso melhor obrigado pelo vosso prestimoso acolhimento e carisma de saber receber e cativar!Um abraço, amigos!
Até sempre!
Agostinho Teixeira “Verde”
quinta-feira, 24 de junho de 2010
José Sarmago e o Desporto. "Porquê Sócio do Sport Lisboa e Benfica!!!!"
No ser humano há sempre pequenos defeitos.
Com bola ou talvez não.
Sócio do Benfica aos 8 anos de idade.
Nasci pobre, na Azinhaga.Tinha dois anos quando meu pai, que fora jornaleiro, entrou para a policia.
Foi a familia para Lisboa, habitar quartos de aluguer, o ordenado não dava para mais. Sonhei com uma bola de Cautchu igual à de um menino do bairro que eu pontapeava na rua descalço para não estragar o meu único par de sapatos, não ma podiam dar. Depois mais desafogado, pelos oito anos de idade, meu pai fez-me sócio do Benfica. Era encarnado ferrenho, garboso levava-me pela mão às Amoreiras para o famoso peão de terceiro mundo. Fui serralheiro para oficina, à noite afundava-me em livros numa biblioteca pública. Entrei por outros caminhos, desviei-me dos estádios.
No futebol o jogador tinha um clube e o clube e o jogador estavam pregados um ao outro, a camisola era quase outra bandeira sagrada.
Quando passou de desporto a negócio, violento, desencantou-me...
Joguei muito ténis quando vivi na Parede. Jamais deixei de nadar.
Tornei-me espectador de estar confortavelmente sentado à frente da TV. Gostando de ver umas modalidades bem, menos que outras.O Salto em comprimento aborrecia-me por ser excessivamente repetitivo-corridas apreciava imenso, só não as tácticas em que, como na vida, se deixa a resolução para a última volta e se fica com vontade de perguntar para que é que se correram afinal as outras todas anteriores.
Criei a mais bela imagem da minha literatura no cão que bebe as lágrimas à mulher desesperado do Ensaio Sobre a Cegueira e ao receber o Nobel disses, que se tivesse de atribuír Nobel a um desportista o atribuiria à Manuela Machado.
Sempre encontrei na sua competição com as outras a luta leal que ela tinha consigo própria, a mulher-a-dias que parou campeã do Mundo.
Talvez por me sentir um maratonista também-pois se tivesse morrido aos sessenta anos, não teria ganho nada do que ganhei.
O Nobel nunca foi o objectivo, objectivo foi sempre o livro seguinte, sem saber até onde me levaria.
Levaram-me a esta eternidade de onde, agora, vos falo na intermitência da morte...
A minha forma de recordar o que Saramago disse sobre desporto.
Com a devida vênia a António Simões e Jornal a Bola 24/6/10
Com bola ou talvez não.
Sócio do Benfica aos 8 anos de idade.
Nasci pobre, na Azinhaga.Tinha dois anos quando meu pai, que fora jornaleiro, entrou para a policia.
Foi a familia para Lisboa, habitar quartos de aluguer, o ordenado não dava para mais. Sonhei com uma bola de Cautchu igual à de um menino do bairro que eu pontapeava na rua descalço para não estragar o meu único par de sapatos, não ma podiam dar. Depois mais desafogado, pelos oito anos de idade, meu pai fez-me sócio do Benfica. Era encarnado ferrenho, garboso levava-me pela mão às Amoreiras para o famoso peão de terceiro mundo. Fui serralheiro para oficina, à noite afundava-me em livros numa biblioteca pública. Entrei por outros caminhos, desviei-me dos estádios.
No futebol o jogador tinha um clube e o clube e o jogador estavam pregados um ao outro, a camisola era quase outra bandeira sagrada.
Quando passou de desporto a negócio, violento, desencantou-me...
Joguei muito ténis quando vivi na Parede. Jamais deixei de nadar.
Tornei-me espectador de estar confortavelmente sentado à frente da TV. Gostando de ver umas modalidades bem, menos que outras.O Salto em comprimento aborrecia-me por ser excessivamente repetitivo-corridas apreciava imenso, só não as tácticas em que, como na vida, se deixa a resolução para a última volta e se fica com vontade de perguntar para que é que se correram afinal as outras todas anteriores.
Criei a mais bela imagem da minha literatura no cão que bebe as lágrimas à mulher desesperado do Ensaio Sobre a Cegueira e ao receber o Nobel disses, que se tivesse de atribuír Nobel a um desportista o atribuiria à Manuela Machado.
Sempre encontrei na sua competição com as outras a luta leal que ela tinha consigo própria, a mulher-a-dias que parou campeã do Mundo.
Talvez por me sentir um maratonista também-pois se tivesse morrido aos sessenta anos, não teria ganho nada do que ganhei.
O Nobel nunca foi o objectivo, objectivo foi sempre o livro seguinte, sem saber até onde me levaria.
Levaram-me a esta eternidade de onde, agora, vos falo na intermitência da morte...
A minha forma de recordar o que Saramago disse sobre desporto.
Com a devida vênia a António Simões e Jornal a Bola 24/6/10
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