segunda-feira, 23 de Novembro de 2009

Carta aosFilhos da Escola. " O TINTINAINE" e o Manuel Araújo"

Amor de Marinheiro
Desejo
Se àguas do Niassa Guardasse
Mas que o mar me o trousse-se
Que os golfinhos o ondulasse
E para que o Rio Douro m´u desse

Com todo o amor
Filhos da Escola Carlos e Manuel reconhecer a Vossa Gratidão, mesmo que também eu, esteja contaminado pelo mesmo virus e que seguramente o apanhei tal como vós e me honra , na sá camaradagem , apanágio e que nos transmitiram de ensinamentos legados por aqueles a quem fomos substituir, marinheiros de sete costados da nossa querida Armada. A Chamada Guerra que se alimentou entre 1961 e 1974, não uma guerra de Guerrilha daquelas de ódio, sangue e morte, que em nome de liberdade de um povo,substituindo-se a esse dito povo que só existe no imaginário deles, mas que serve e desculpa que morram diáriamente ás dezenas e centenas, e deixem motilados milhares e porque não milhões, sempre com a presença o comando com as suas tropas aos milhares, vindas do reino do Tio San (Americano) es seus discipiculos (os ditos Aliados). Inglaterra etc. etc.
Conheci e vivi a guerra por dentro, convivi com as populações e guerrilheiros, antes e depois da Indepência. Li e apercebi-me do Teatro da Guera e os fins que ela servia( apenas e só os interesses para sustentáculo do Regiem do estado Novo, Grupos Melos, Chapalimous, Jardins etc assim como ao Apartaide Sul- Africano, que pagava a vassalagem ao Regime de Salazar e seus Amigos, com o envio de latas de Bacalhau enlatado, fruta também ela enlatada, etc. Foram quatro anos que estive nos Serviços de Informações e no Estado Maior, sei que apenas e só de um ou outro lado em cassos extremos atiravam a matar como se diz na Gíria.
Escolinhas:
Devo-vos esta, que sirva para vois poder dar a conhecer o orgulho de poder desfrutar de vós, registando a forma desinteressada como vos prontificas-te a me ministrar a vossa sabedoria , para que eu possa desenvolver e usar toda esta vossa sabedoria e que dela desfrute quem lê os vossos/nossos Blogues e tudo o que lá escrevemos e vós com aquele militarismo que muito bem nos obriga a cumprir, mesmo que reconheça, não ser um cumpridor exemplar, esforço-me por dar a resposta a que eu não me deixe adormecer e adiar sucessivamente, com aquela, "Não faço Hoje- Faço amanhã. Sabendo que o ontem apenas serve para recordar e o amanhã nunca chegará, será sempre no hoje que teremos de desenver o trabalho, porque nos ensinaram que o apenas só um dia existe para as boas e más decisões, a que chamamos de hora H . (HOJE). Obrigado Professores.

Ligados pela Guerra.
Não fora isto e muito provávelmente independentemente do nosso Volunatariado, nunca teriamos servido a nossa Aramada, pois se de entre muitos fomos seleccionados, o que seria se a Marinha fosse muito mais reduzida o número dos seus elementos(Marinheiros).
Eu e o Manuel , o Luís e .... estivemos no mesmo tempo ao passo que o Carlos esteve antes, mas o amor é só um (Único) e foi esse e é esse Amor e o termos estado em anos e locais diferentes, que nos permite fazer relatos de vários anos, não esquecendo que disponho e que logo que me seja possivel aqui as vou meter, assim como pos seus testemunhos. ( Se tudo se mantiver normal, esta quinta feira vou conhecer o Carlos pessoalmente,e vou entregar-lhe mais essa de as digitalizar) e meter Testemunhos dos Companheiros do Exército, que lá estiveram e nutre tal como nósum sentimento ímpar por esta grande ex-grande colónia, hoje Nação, e que o tempo seguramente virá a contribuir para que a deixam desenvolver, porque dispões de uma riqueza no seu solo e subsolo, que lhe permite se livremenye os interesses capitalistas estrangeiros e provávelmente não só permita que este seu Povo tão sacrificado e sem culpa, tenha direito a desfrutar da riqueza que na sua terra eiste e que o Sangues Sugares sempre comeram.
Sabedoria Popular
Ela dá-nos este guião que deitar (cedo e cedo erguer, dá saúde e faz crescer.)Sabedoria que não nos trai, depende de nós se a compreendemos, ou mesmo se a queremosaceitar e seguir. Só a seguindo pode quem tem a paixão de partilhar, dando a conhecer as experiências acumumuladas, (já que o Idoso em regra dispõe de um grande armazenamento, também sabemos que o passado nos ajuda no presente e é um bom conselheiro para preparar-se o futuro.
Mutias vezes acabados de nos deitar plas altas horas entrados na Madrugada, toca a combate e num ápice dá-mos por nós a ligar a caixinha e é impressionante que normalmente nunca desenvolvemos o tema que nos levou a levantar tão rápidinho e passar o descanço para outro plano de menor emergência.
Não vos estou a dar novidade nenhuma , mas verdade, que me levantei para escrever um artigo para os Jornais de um encontro (Colóquio de Alcoolismo no qual e mais uma vez a minha cara metade, que insistentemente me chama de machista) queridos amigos deu por mim a choramingar, e não fiquei indiferente perante um testemunho de uma doente que não consegue parar e sofre horrivelmente, porque no tempo de alguma lúcidez, apercebe-se que a jóia mais importante que teve e tem que a abandonaram a Familia. Chorei, porque primeiro não comungo daquela que o homem que é homem não chora, eu faço-o muita vez em público por sentimento e isso enche-me de felicidade.
Inspiração
Não depende nós controlá-la nem resulta tentar provocá-la, porque ela não cede a chantagem, para que possamos dispôr dela controlá-la , marcando-lhe horas a que teria de aparecer.
Normalmente ela aparece e dá-nos um tempo limitado, exemplos como a sorte etc. se aproveitamos a sua presença dispômos do tempo que queremos, se o não fazemos pode nunca mais voltar a trazer-nos essa lembrança (no caso maravilhosa á memória).
Certo que normalmente nunca tratamos do assunto, nos leva a levantar num àpice, mesmo que nos tenhamos deitado há uma ou duas horas, a exmplo: eram quatro da manhã quando me deitei era seis e dez estava a saltar do aconchego. Vinha para escrever e desenvolver um tema que era referente ao alcoolismo, acabei por escrever esta carta à muito devida e que seguramente,vou recordar, sempre que abra este Blogue.
É uma mensagem importantissima para mim esta que finalmente me inspirei e vos dou a conhecer, porque está é a minha simples mas sentida homenagem a todos quantos passmos por lá e ao Povos desse agora País, na sua grande maioria com muito maior sofrimento que eu.
Vou terminar com o sentido de dever conmprido e felicissimo por ter partilhado com todos vós estes minutos maravilhosos. Vós sois uns Amores. Bem Hajam.







Para Ti João M´Ponda.
Talvez nunca chegues a ter conhecimento que te escrevi esta mensagem, mas para que fique para depois de ti na memória dos vindouros, talvez quem sabe se um Niassense com quem mantenho contacto,e que actuamente se encontra na Universidade de Lourenço Marques(sempre assim a trataremos a Capital, não por saudosismo, mas pela imagem que nos transmite), como te foi possivel falarcom o nosso amigo comum José Luis Torres e lhe perguntares se tinha sido militar na base da Marinha em Metangula.
Recordo-me de ti, quandp aí cheguei em 1968 eras uma pessoa amável, conheci outros como tu, jáz que ás sextas -feiras para limpeza da Piscina levava bastantes. Vód os empregados na Marinha pesar das enormes dificuldades que tinhas, em relacção aos outros as vossas condições eram bem melhores. (apesar de ser uma ninharia, vós ganhavas denove escudos e a Laurentuna Grande custava 21 Escudos, Mesmo asssim aquele de quando faltava uma semana ara receber, já alguns me dizerem :Chi Patrão vai istar Doente, vai doer Maning meu cabeça. Compreende-se não é verdade.
Sim fiquei feliz em saber que te recordavas de quando em 1965 eras ordenança da Secretaria de Comando.
Que trabalhas-te como Electrecista na Oficina de Rádio com o Sargento Vieira . Com saudade recordavas o Cabo Telegrafista o Marinheiro Bogo da Saturno. Como devoravas a foto onde eu estava e o Caeiro de Barbas que logo identificas-te. Os Oficiais com quem trabalhas-te e fielmente servis-te caso do Tenente Soares Rodrigues, Tenente Maia, Tenente Camões Godinho, Cerqueira, o José Botelho Leal de Abril de 1968 até meados de 1969, Chefe do Centro de Comunicações de Metangula Tenente Mendes Cabeçada. A casa que tu e o Neves construiram e veio a servir como o Restaurante a Teia, que o Neves explorava, o qual nós desfrutamos e aí passsamos bocados maravilhosos, os Cantos Alentejanos. e muio mais, depois de comidos e bem bebidos. Só para te dar um,a ideia um belo dia eu e o Marinheiro mergulhador Delgado chateamo-nos, é evidente ficou por palavras, começamos a beber três Marias e só para aí pela terceira e quando a carga já era grande nos apróximamos e fizemos as pazes . Quando de la saímos eram seis e meia o sargento Fonseca que fazia as suas corridas matinais vinha no nosso encalce às voltas e a nos controlar, para percorrer talvez uns setecentos metros demoramos 45 minutos, isto é até entrar o portão da base, porque at+e aterrar na cama não faço a menor ideia.Tal foi a carga. Não esteve mau. Normalmente não tinha muito tempo, era só depois das tantas, mas também aí bebi bem a minha parte. A melhor sorte do mundo e se algum dia te falarem de nós procura a todo o custo dar notícias. Estarás nos nossos corações.

Pedido e oferta!

Há muito que vou pedindo ao meu Pai Natal, apesar de reconhecer que tantos serão os pedidos, que dificilmente poderei ser atendido. Sem exigências, vou continuando a pedir, porque isso enche-me de felicidade. Tenho vontades e desejos, as saudades dos meus amores ganhos são muitas pelas viagens rumadas pelos mares de Navegantes e as Terras onde vivi e me apaixonei, mais as que conheci nas quais tive pequenas paragens e onde aprendi a gostar.
Foi realidade e somente realizável, por ter tido o privilégio de ter servido na Armada, e foi graças a esta Mãe adoptiva, que tanto quero e amo, que foi possível acrescentar mais amores e paixões àquelas que já tinha. Mas por vezes em sonhos, outras em alucinações, levam-nos a viver realidades que duram por horas que com a intensidade que interiorizamos essa vivências levam-nos a percorrer e a estar tempos do antigamente.
Foi-me concedido e eu senti e vivi a partida da Doca de Alcântara, a bordo do velho Índia, a saída de S. Julião da barra, apostei e ganhei o Totomilhas. Bati as cartas do jogo da batota e ouvi os soldados a reclamarem do barulho que nós, os 32 marinheiros, provocávamos, já que podíamos dormir todo o dia enquanto que para eles tocava a alvorada. Fazerem queixa ao Comandante da sua Companhia que nós, os Marinheiros, com os gases saídos pelo anal, fazia um ruído enorme, e o Comandante de Bandeira, pertencente à Marinha de Guerra, responder-lhe:
- Comandante, enquanto os meus marinheiros disparem essas bombas os submarinos não nos atacam e o navio não se afunda.
Também o sabor do salpicão, presunto, bom vinho, etc., que cá da terra me tinham pedido para levar e mandar para um amigo do Exército que estava no mato em Moçambique. Azar que o mau tempo e o abalroamento do navio, entrou água que estragou as carnes e a bagalhoça partiu as garrafas (já foste!).
Chegado a Angola e um caixote cheio de cartas da namorada. A todas elas uma só resposta - querida desculpa o passado, que eu casar não caso. Se não tinha ouvido combinarem o casamento porque carga de água haveria eu de casar? Lá nisso, nos 32 estavam mais dois nas mesmas condições. Vida de marinheiro. Vai marinheiro, vai, vai.
Seguindo rota e numa navegação de cruzeiro, onde o navio não atingia mais de 15 milhas (1852 metros) por hora, lá nos vimos chegados a Lourenço Marques.
Filhos da Escola, que tal a dobrada, o camarão, a Laurentina e a Dois M? Já para não falar das Maparras!
Dois dias e lá seguimos viagem até á Beira. A Guerra do Petróleo ( Os fados do Alfredo duarte Júnior ( Filho do saudoso Alfredo Marceneiro) no Moullim Rouge.
Depois, o Índia segue para Macau e nós para o comboio do Catur.

domingo, 22 de Novembro de 2009

Pai Natal!

Utilizando a máxima da sabedoria popular: "Não acredito em bruxas, mas que as há, há”. É-me indiferente o que possam pensar e a simbologia a que o ligam. Para mim o Pai Natal, existiu, existe, e continuará a existir. Existe porque Pai Natal que me ensinaram a pedir os meus avós e os meus pais, em especial a minha mãe, era um Pai Natal carinhoso, simpático, apesar das barbas brancas, um Pai Natal envergonhado que queria dar sem ser visto e que descia, noite dentro, pela trapeira (chaminé), indiferente ás asneiras que pudéssemos ter praticado nesse dia de 24 para 25 de Dezembro. Havia absolvição total, era um dia diferente onde o bacalhau, batatas e tronchudas, o azeite novo, as rabanadas e a aletria, nos faziam companhia à mesa. Esta consoada na minha aldeia, perdura na minha memória e não será por acaso que se cumpre rigorosamente, esta tradição vinda dos meus antepassados.

Ainda guardo dentro de mim a tristeza que senti no primeiro Natal passado a navegar no mar do Norte, ao serviço da Aviação a bordo de um navio e, á hora habitual da ceia (o jantar) a substituir a minha caldeirada, veio uma massa guisada, que eu adorava comer no rancho da Porca, mas que naquele dia não passou a goela. O mesmo aconteceu quando depois, muito mais tarde, veio a ceia de Natal. Também não passou a goela, porque nada tinha a ver com a minha ceia, a ceia onde a seguir tinha a agradável surpresa do Pai Nata, cumprindo rigorosamente o tradicionalismo da consoada.

Este tradicionalismo, onde o carinho e o amor dos meus pais, o ajuntamento de meus irmãos e toda a família, era assim com as gentes da minha aldeia e naqueles dias o amor e partilha contaminavam todos. Certo que existia diariamente, mas naquele dia era muito mais forte, porque convinha seduzir o convidado especial, que de dia faria uma aproximação para perceber se deveria ou não vir pela calada da noite.

Acreditei, quero acreditar que este Pai Natal existe em todos nós. Herdaram os meus pais dos meus avós que eram tão pobres em valores materiais que, não fora estes valores morais, teria sido uma herança de pobreza total. Passando de geração em geração, até à minha, quero acreditar neste Pai Natal, que me traz algo muito importante, entrando, ainda hoje, pela trapeira da minha velha casinha, e me conforta com todo o carinho e amor.

Bendita cretinisse!

Quem me conhece, sabe que não professo nenhuma religião, desde que logo fazer-lhe um pedido, poderá parecer um pouco irracional. Mas desde criança, em tempos que não ser crente, era considerado quase um crime. Sempre tive a frontalidade de não esconder esta grande verdade que certamente e muito cedo nasceu em mim. As razões que terão contribuído para que tão cedo viesse a acontecer, poderá ser encontrado a seguir:

Contava cerca de seis anos de idade, quando juntamente com um bom Traquina, mais velho que eu 3 anos, me incentivou a ir roubar dois cravos à quinta duma beata solteirona, de nome Maria José. Era então a Catequista, e enfeitava o altar da Senhora de Lourdes, na Igreja da minha aldeia, Sebolido / Penafiel. Não precisou de insistir muito, para ter a minha anuência, pois lá porque era mais novo não era melhor. Concretizado o objectivo, lá fomos armados todos janotas, cravo na orelha e num vai que toca, vai que chuta, vá de passar frente a casa dela. Azar o nosso porque ela logo nos identificou, o que não era difícil, porque éramos únicos. Minha mãe teve de pagar 25$oo e a dele 30$00 (que dava para pagar um campo cheio de cravos), depois o costume , cabeça não tem juízo o corpo é que paga.

Hoje, como ontem, testo que não se justificava minimamente um preço tão alto a pagar. Não tenho plena convicção se tudo começou aqui, mas acredito que sim. Como seria possível uma beata por um cravo fazer-se pagar tanto dinheiro.

Os meus amigos cristãos, e não são poucos, interrogam-me como não sendo eu cristão acredito nestes valores que ao que tudo indica para eles terão elos de ligação religiosa. Não foi, não é e seguramente não será um problema importante, porque eu quero continuar a acreditar.

Benditas alucinações!

Vivi as alucinações alcoólicas sofredoras, as quais não desejo a ninguém, pois se odiasse, não era tolerante e ao não ser tolerante, era irracional. O mesmo é dizer, apenas e só tinha parado de ingerir álcool, mas não era recuperado seguramente.
Foi com desse sofrimento, que eu não sabia o que era, que depois de me informado como isso acontece, o significado e o funcionamento gravei-o na memória. Agradeço essa elucidação ao Professor Dr. Pinto da Costa. Várias vezes me interroguei se algum dia seria possível alucinar, preservando valores do passado e vivê-los no presente.
Já passaram 23 anos, parece-nos uma eternidade, mas para mim ainda há tão pouco tempo. Era um desejo que poderia em muito contribuir para a felicidade de um desejo e vontade que me persegue e estimula.
Não tenho a noção exacta de quantas vezes foram interrompidas, mas sentia que o navio não levantava ferro e tudo continuava parado no Cais de S. Pedro de Alcântara. Numa delas veio-me à memória os meus tempos de criança e o quanto eu acreditava no Pai Natal. E decidi segredar-lhe um pedido.

A viagem de comboio!

Seguramente terei sido eu aquele a quem menos custou fazer todo o percurso (salvo todo aquele aparato militar a que não estava habituado) que visava defender-nos dos prováveis ataques dos Guerrilheiros da Frelimo. O vai p´ra terra, vai p´ra terra e as faúlhas vindas da caldeira da máquina locomotiva que pela sua antiguidade queimava mal o carvão. Há muito me tinha já habituado aqui nas locomotivas da Mina do carvão do Pejão.
Mas seguíamos com muitas reservas e, porque não, receosos, pois todos sabíamos que em caso de um forte ataque as coisas seriam complicadíssimas, pois quer queiramos aceitar, quer não, as tropas normais do Exército português estavam muitíssimo mal preparadas para a Guerra de Guerrilha. Não há tropas bem preparadas (a exemplo), porque um guerrilheiro (como eu conheci) num dia percorre mais de duzentos quilómetros perseguindo as colunas das nossas tropas.
A viagem prosseguiu com a saída do Catur, chegando a Vila Cabral e com destino ao Niassa (diário de um guerrilheiro - Dar-Es-Salam, Tanzânia). Chegado a Vila Cabral, aí pernoitamos, um frio de rachar, valeu na circunstância ter levado comigo a maca e os cobertores.
Lá seguimos viagem e mais uma confusão na Curva do Caracol, tiros de cá e tiros de lá, mas apenas e só disparos das nossa tropas. E sempre rumo ao Lago Niassa e nas Lanchas até Metangula - "O Paraíso Escondido".

sexta-feira, 20 de Novembro de 2009

Saudade de Moçambique!






quinta-feira, 19 de Novembro de 2009

Vítimas das Abelhas!

Abelha selvagem africana


Enxame de abelhas selvagens

Pelos vistos houve mais filhos da escola a sofrer os ataques destes bichos, nas margens do Lago Niassa. Hoje estive em contacto com o Luis Silva, do DFE9, que se lembra perfeitamente de isso ter acontecido com um oficial do seu destacamento.
No blog do Tintinaine, Escola de Fuzileiros, é relatado também um episódio em que um membro da CF8 quase morreu com centenas de picadas deste insecto.
Como se pode ver elas eram um dos inimigos que tínhamos que enfrentar naquela região. Nada demais, a natureza é assim mesmo.

sábado, 14 de Novembro de 2009

Curiosidades = Lago Niassa



Manaliva - Tintifaine =Sem palavras:
Está Fabuloso = Fotos Testemunham o nosso Profundo Amor pelo Niassa

Niassa significa lago, em linguagem ChiNyanja.
Lago Niassa que é o terceiro maior de África.
Com o cumprimento de 560 qulómetros tendo 80 metros de largura e, em certos locais, tem de profundidade 700 metros, possui uma ampla biodiversidade que lhe permite acolher mais de1.000 espécies de peixes, 600 dos quais já identificados e catalogados.


Comentário: Valdemarmarinheiro@hotmail.com
Várias dessas espécies saboreeias eu, eram óptimas.
Não tivessemos nós lá um grupo de Fuzileiros que pescavam em quantidade.
Também algumas vezes era parte integrante de grupos que depois de os matar, os
Nativos mergulhavam a apanhá-los e nós à superficie para controlavamos para que não deixassem lá o peixe escondido no fundo.


O Meu Grato Reconhecimento
Tive de ser perspicaz, para que a operação não falhasse, como digo npoutro local, trabalhava com o Sargento Fonseca nas mensagens captadas em Fonia mas codificadas, que as conseguiamos descodificar e assim conhecer os movimentos dos dirigentes da Frelimo e o movimento das suas tropas, ora no Distrito do Niassa, outras em Mtuara, Dar-es-Salam na Tanzânia, Zâmbia, etc.
Quem no Serviço de Informações transcrevia os Brifing´s e como tal era dos primeiros a saber o local onde se iria decorrer o teatro das operações, ou ainda como Radarista, o Radar de Aviso Aéreo e o de Navegação, assim como a Sonda no caso de se tratar de Imersão, apesar de dispôr de tudo isto, sentia alguma dificuldade em controlar a ansiedade de conhecer fisícamente o Tintifaine actual. Ao identificar-te. Senti enorme alegria.
Tudo bem, óptimo aspecto. Por dentro se estiveres, como aparentas por fora, o coração da forma como partilha, deve estar maravilhoso.
Carlos nesta hora que acabo de ver a tua foto, permite reconheça tudo o que de bom tens feito por mim. Obrigado Amigo. Peço-te que não apagues. Faria imenso gosto de quando abrir o blogue me recordar de como tudo se tem passado e isso só seria possivel num homem com um H enormissimo e de uma partilha enorme. Obrigado Amigo.
Aquele Abraço.







quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

S.O.S. de Radarista Para Fuso Tintinaine

Pois É!....
Quem não gostaria de poder receber tudo o que transporta palavra cujo nome lhe atribuíramde(partilha), mas como muitos de nós, os que servimos a Briosa. Não é fácil encontrar. Muitos falam nela como se fosse também pertença sua, numa tentativa clara e apenas e só na tentativa de daí lhe advir dividendos.
Mas a nossa briosa duou-nos esses valores. Incutida de forma consistente que muito cedo nos apercebemos, que sem estes valores, a vida seria teria um grande vazio. A solidariedade existente e a partilha vindo dos nossos anteriores camaradas, é um legado que rápidamente nos herdamos. Começamos a perceber, que a partilha é um valor fundamente a perservar. Nisso somos únicos nós os marinheiros.
Será aceitável que não decifrem esta mensagem, quem não vestiu a farda branca e a azul, até se calhar alguns dos que não usaram o alcache, mas os que tivemos esse privilégio, não somos demagogos, é um sentimento que transportamos, e como tal é gratificante relatar esta veracidade.
Há quem nos acuse de dar-mos mais valor á farda do que na realidade ela tem, mas o elo de ligação entre nós marinheiros, é tal que seguramente até seremos modestos, quando falamos deste sentimento. Ele tem a força de num ápice nos ligar em linguagem comum e fomenta e cimenta puras amizades. Mas para melhor se compreedender:- Os exemplos não são a melhor forma de demonstração. Mas a única.
Percebam esta temática, o Carlos e eu não nos conhecemos pessoalmente, mas uma consulta ao Blogue e ligado a Metangula/Lago Niassa mesmo que em periodos diferentes, ele ao deparar com a farda ficou como hipontizado e unidos de imediato.
Estabelecido o contacto, o Carlos fez questão de reparar todo este magnifico trabalho (com trabalho imenso, muito pior que começar de novo). Em bola hora o fez, porque ganhou ele, ganhamos todos os Camaradas da Briosa e todos os que nos venham a acompanhar.
Com estes valores revejo-me de certeza absoluta a minha aposta de ter servido a Armada, foi uma das escolhas mais acertadas em toda a minha vida.
Dádiva de Marinheiro.
Não fora o ter servido a Armada e certamente a pretensão que acalentava desde criança, jamais seria concretizada. A paixão, que me levou desde muito novo a esforçar-me por armazenar o que pensava poder vir um dia ter interesse em ser divulgado, mesmo que conseguido o editar em livro, acabaria por ir parar a uma prateleira qualquer totalmente abandonada por um Alfarrista. Como leigo nos Blogues, jamais conseguiria o organizar com um mnímo de qualidade, pois quando tenho o tempo ocupado, naquilo que desejo concretizar, e a vontade de repartir -me pelos locais das minhas grandes paixões, pois sem eles jamais me conseguiria inspirar.
Mas estes filhos da Escola, começado primeiro Manuel Araújo Cunha e agora o Carlos, que são dotados de uma capacidade enorme e sabedoria. Empenharam-se e desenvolveram esta obra que para mim é de um valor ímpar..
Falta-me discernimento (porque ainda estou num periode de emocional) não sabrei avaliar a importância do seu trabalho. Mas seguramentejá existe uma certeza! Que já tenho mais dois grandes e valiosos amigos.
A pretensão de escrever nascida com tenra idade, mas que a fui protelando, mas isso sim guardando documentos e gravando testemunhos mentalmente.

Há sempre uma primeira vez
Tinha e tenho apoios monetários não de grande monta ,para provável edição de um livro, mas a determinada altura apercebi-me que a publicação na Net seria a mais aconselhável, por oferecer maior divulgação.
Com os conhecimentos de dactilografia, pelos anos de Estado Maior e Serviço de Informações no Niassa/Metangula e em Nampula, tudo á partida estaria simplificado. Optei por esta opção e sinto-me com sorte pelos apois e colaboração.

Hipópotamo Pisou Maningue Mezungo
Um dia decidi-me por escrever num pequeno papel e fazê-lo chegar a um Filho da Escola Manuel Araújo meu conterrâneo e sem rodeios fui ao assunto, queria ser ajudado. A resposta não se fez esperar e de Imediato criou-me um Blogue e meteu-lhe algumas mas importantes fotos e extratos dos seus livros já que tem quatro editados. Estava dado o primeiro impulso, mas não se ficou por aqui e continuou e continua a ajudar-me.
Como conto no meu grupo de Amigos com outros escritores pedi -lhes uma opinião:- A resposta foi única. Escreve,Escreve e Escreve, depois nós cá estaremos para te ajudar a corrigir e ordenar.

Palácio da Bolsa do Porto
Convidado a assistir ao lançamento de um livro, ali ouvi contar pelo autor uma história interessante:- tinha solicitado a um seu amigo de grande reputação literária que o ajudasse a melhorar a obra. Prontamente respondeu-lhe que sim, levou-lhe o livro duas vezes, tendo obtido como resposta, que não estava mal, mas que sabia que ele o podia ainda melhorar mais, só quando o escritor lhe disse que não lhe era impossivel melhorá-lo mais. Respondeu-lhe friamente:- Então se é assim, deixa ficar o Manuscrito, agora finalmente vou o ler.
São estas mais valias que nos ajudam a perceber melhor a palavra Partilha e significado.