Penafiel traz no peito
Dois corações a bater:
S. Martinho, o seu eleito,
E a Feira que o faz viver!..
Conta a lenda que o Martinho, um soldado romano fazia rondas diárias na cidade para assegurar a ordem pública.
No dia 11 de Novembro, chuvoso e frio, como habitualmente, saiu e deparou-se com um pobre velho mendigo que estendeu a mão a pedir-lhe esmola. Como no momento, nada tinha a oferecer, tirou a capa que tinha sobre os ombros e com um rasgo de espada partiu-a ao meio, cobrindo com metade o corpo enregelado do pobre mendigo, seguindo depois o seu caminho.
Não ía ainda longe, quando de repente a chuva parou e do céu irromperam quentes raios de sol, permitindo que o soldado, agora menos agasalhado não tivesse frio.
É também no dia 11 de Novembro que um pouco por todo o lado, em casa ou no meio dos montes entre árvores e penedos raiados de sol juntam-se amigos, se acende uma fogueira e se lança um punhado de castanhas para o meio do fogo, juntando-se ainda umas tiras de carne de porco e um pouco de jeropiga ou vinho e estão reunidas as condições para se dar início à festa do Magusto.
FALAR EM S. MARTINHO É OBRIGATÓRIAMENTE FALAR TAMBÉM NAS TORTAS.
Uma antiga tradição
Renasceu no Zé Povinho:
A boa degustação
Das tortas de S. Martinho
Com a devida vênia ao jornal Notícias de Penafiel 05/11/2010