"Zé Povinho" = Continuação
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Muito se tem dito e escrito sobre a canção dos Deolinda "Que parva sou eu". Hino geracional? Canção de protesto? Exposição nua e crua de uma política económica absurda e suicida?
Não é só a minha geração que revela uma preocupante falta de inteligência por suportar esta situação. São as gerações que estão no poder político e económico, nascido no 25 de Abril e proliferando com filhos e enteados e transitados directamente para as juventudes partidárias e dali para os comodos assentos de S. Bento ou os luxuosos escritórios na banca ou nas empresas que exibe uma galupante e febril estupidez.
Implantados os seus lideres fundadores da dita democracia portuguesa Sá Carneiro, Soares, Freitas do Amaral, Cavaco, Soares, Eanes, Alegre e tantos e tantos outros que usufruíram de condições únicas para desenvolver o país. Em vez de isso dedicaram-se a acumular perivilégios, salários principescos e a dar e a trocar favores nas câmaras, nas empresas,nos bancos. Também foram eles que transformaram a precaridade num objectivo. De tanto fazê-lo criaram um clima insustentável cujos reflexos mais crueis estamos a ver todos os dias.
Uma pergunta pertinente ou talvez não!!! Como se pagarão as reformas nas próximas décadas, se se acentuar o decréscimo das remunerações e da qualidade de vida das populações?