Noticiou o DN que 150 automóveis, alguns "desviados" das equipas de investigação criminal (talvez seja esse o "desvio colossal" de que fala Passos Coelho), se encontram ao serviço exclusivo de 150 chefes da PSP, muitos com um agente para lhes servir de motorista, tudo-automóveis e agentes-pagos (por quem havia de ser?) pelos contribuintes.
Segundo o DN, "a Direcção da PSP acha que está tudo bem".
Informa, por sua vez, o "i" e também deve estar "tudo bem"-que o IPO de Lisboa comprou, em 2004, dois aparelhos de radioterapia por 4 milhões de euros e tem um deles ainda cuidadosamente (espera-se) armazenado, mandando os doentes para o privado e tendo pago por isso, só entre 2007 e 2009, 10 milhões de euros (por redondo, o preço de mais cinco aparelhos).
Noticias destas surgem todos os dias nos jornais e, do mesmo modo que surgem, desaparecem e não volta a ouvir a falar-se delas.
Nem delas nem dos inquéritos, investigaçõesY coisas do género a que darão origem.
E é justamente nestas alturas que o meu patriotismo fiscal vem ao de cima e percebo porque é que o pobre ministro das Finanças tem que me ficar com metade do subsídio de Natal.
Mais: se pensar ainda, além, de nos carros dos Chefes da PSP, nos dos da GNR e da PJ e, além de no IPO de Lisboa, em outros hospitais do país, tenho é que estar grato a Vitor Gaspar e ao Governo por não me terem (para já) ficado com o subsidio inteiro.
com a devida vênia a Manuel António Pina, JN 19Jul2011