Cobras e Traumas = Vida de Criança
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Os Marinheiros, os Poetas e os Artistas...
Há e ainda perdura uma frase que muito se aplicava que os marinheiros tinham uma namorada em cada porto, onde aportassem.
Ninguém dúvida que fora das grandes cidades europeias e no caso concreto também na nossa Lisboa, o marujal quando fardado e até ao 25 de Abril isso era obrigatorio, apesar de a grande maioria, "quando convinha e convinha muitíssimas vezes" furava o sistema.
Foi para os marinheiros; que os poetas mais escreveram, os fadistas e cançonetistas e conjuntos da nossa praça,mais cantaram e todos eles não resistiram a cantarem canções, aos marinheiros, mares e marinha.
A nossa Marinha e a mística...
Talvez estejamos a falar de uma nossa/Marinha, que para muitos inclusivé aqueles que a serviram posteriormente, não percebam esta mística de sã camaradagem, o amor que dedicamos a essa mesma Marinha que a consideramos parte indívisivel do nosso património pessoal.
Pois ela faz parte das nossas paixões e amores.
A Honra de ter servido a Briosa.
Não conheço nenhum caso, de um Filho da Escola, que não tenha honra em a ter servido, nas mais diversas especialidades, mas que toda elas, formavam um corpo único.
UNIDOS PELA HONRA DE UMA FARDA.
Contagiante o encontro entre marinheiros que nunca antes se tinham encontrado.
É contagiante, muitos não perceberão, e admite-se que até tenham alguma dificulldade em perceber esta realidade, porque nós próprios, não o sabemos explicar. Como ao primeiro contacto entre nós marinheiros, num ápice nasce ali uma linguagem e entrega com um à vontade, como sempre tivessemos prestado serviços juntos e não tivessemos já muitos de nós e há muitos anos deixar de ser efectivos.
Talvez seja muitíssimo difícil perceber, como uns tantos anos são marca para uma vida inteira.
RESPONDA QUEM SOUBER!!!
Nota:
- Tinha preparado um texto com versos de um fado e comecei a escrever, e a conversa já vai alongada, que ficarei hoje por aqui. Terá seguimento amanhã.