quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Amores de Marinheiro. Quem tem fama, deve tirar proveito

Cobras e Traumas = Vida de Criança
blogue = marinheirododouro.blogspot.com
Os Marinheiros, os Poetas e os Artistas...
Há e ainda perdura uma frase que muito se aplicava que os  marinheiros tinham uma namorada em cada porto, onde  aportassem.
    Ninguém dúvida que fora das grandes cidades europeias e no caso concreto também na nossa Lisboa, o marujal quando fardado e até ao 25 de Abril isso era obrigatorio, apesar de a grande maioria, "quando convinha e convinha muitíssimas vezes" furava o sistema.
     Foi para os marinheiros; que os poetas mais escreveram, os fadistas e cançonetistas e conjuntos da nossa praça,mais cantaram e todos eles não resistiram a cantarem canções, aos marinheiros, mares e marinha.
      A nossa Marinha e a mística...
     Talvez estejamos a falar de uma nossa/Marinha, que para muitos inclusivé aqueles que a serviram posteriormente, não percebam esta mística de sã camaradagem, o amor que dedicamos a essa mesma Marinha que a consideramos parte indívisivel do nosso património pessoal.
    Pois ela faz  parte das nossas paixões e amores.
A Honra de ter servido a Briosa.
    Não conheço nenhum caso, de um Filho da Escola, que não tenha honra em a ter servido, nas mais diversas especialidades, mas que toda elas, formavam  um corpo único.
   UNIDOS PELA HONRA DE UMA FARDA.
  Contagiante o encontro entre marinheiros que nunca antes se tinham encontrado.
     É contagiante, muitos não perceberão, e admite-se que até tenham alguma dificulldade em perceber esta realidade, porque nós próprios, não o sabemos explicar. Como ao primeiro contacto entre nós marinheiros, num ápice nasce ali uma linguagem e entrega com um à vontade, como sempre tivessemos prestado serviços juntos e não tivessemos já muitos de nós e há muitos anos deixar de ser efectivos.
 Talvez seja muitíssimo difícil perceber, como uns tantos anos são marca para uma vida inteira.
RESPONDA QUEM SOUBER!!!  
Nota:
      - Tinha preparado um texto com versos de um fado e comecei a escrever, e a conversa já vai alongada, que ficarei hoje por aqui. Terá seguimento amanhã.

6 comentários:

Valdemar disse...

Eu de certeza que não saberei responder porque penso que não haverá exactamente uma resposta adequada... Encontrar um Filho da Escola penso que seja como encontrar um irmão que já não víamos há uma data de tempo... E poderei contar inúmeras histórias que testemunham exactamente isso... Mas talvez a melhor seja dar de caras com o famoso antigo marinheiro Carlos Rocha em Newark-New Jersey EUA na conhecida rua dos portugueses que é a Ferry Strreet... Levou-me ao Club Português e ao ver-me rodeado de antigos marinheiros... SENTI-ME LOGO EM CASA!... O mesmo Carlos Rocha dar-me-ia mais tarde o endereço do Ferraz (treinador de boxe) o qual me deu uma boleia para um juramente de bandeira na EF... Tudo isto se passou em 1991!
Valdemar Alves

António Páscoa disse...

Nós durante a recruta,começamos logo a sentir que algo de união e camaradagem começa a crescer em nós,e é essa união que de tão forte não nos largará mais!
Um meu amigo da minha recruta, de nome Henrique Amaral actualmente a trabalhar em Madrid, que graças ao TINTINAINE nos encontrámos aqui na Figueira, foi como nunca nos tivésse-mos separado, não dá para explicar o que sentimos, só nós Filhos da Escola podemos compreender!
O Amigo Valdemar Alves ao falar no Ferraz ( nosso treinador de boxe) fez-me lembrar de um directo que me mandou ao queixo no ginásio da Escola de Fuzileiros que me deixou estendido e a vêr estrêlas durante algum tempo, mas diga-se que mereci, eu na brincadeira e ele levava os treinos a sério!

Um grande abraço, FELIZ NATAL

Fuzo de agua doce disse...

Após uns dias de neura, cá estou, (espero que por mais algum tempo), para concordar com o que escreves, como sabes tive uma passagem breve pela Marinha, (embora cheia de histórias) durante os cerca de quarenta anos que se seguiram á minha saída da Armada, praticamente só fui falando com um antigo Camarada que era Faroleiro, e outro que trabalhava na Direcção de Faróis em Paço de Arcos, e só muito recentemente arranjei coragem para fazer uma visita á Escola de Fuzileiros minha antiga Unidade, quando lá entrei foi como se de lá tivesse saído há apenas um mês, tudo me era Familiar, e tinham passado duas gerações, depois através da Internet, comecei a contactar com antigos Marinheiros, e mesmo sem nos conhecermos pessoalmente, estamos todos Irmanados dos mesmos sentimentos, em relação á Briosa, é de facto uma sensação única o ter estado ligado a este ramo das Forças Armadas.
Um abraço
Boas Festas
Virgílio

edumanes disse...

Dos contactos que tive com os elementos da Nossa Marinha, confesso que sentia alguma tristeza por não ter feito parte da Marinha. Onde penso ter havido e ainda haver recíproca camaradagem.
Convivi com os marinheiros, em Moçambique, Angola e nos Açores. Portanto, entre todos, com os quais convivi, nada de negativo tenho a dizer.
Encontrei sempre boa camaradagem. De cujo o predicado muito me orgulho de o referir.
Gosto muito de ouvir aquele fado da Amália Rodrigues, referindo-se que estando "triste cantava", (o marinheiro).
Como dizes e muito bem. Foi para os marinheiros que muito dos nossos poetas ecreveram, e os fadistas e cançonetistas cantaram, fazendo em muitas das vezes referência aos nossos marinheiros e aos mares nunca dantes navegados, como escreveu Camões.
Penso que existiu, e talvez ainda exista, uma forte ligação entre os nossos navegadores- descobridores e os poetas, que no seu imaginário de descobrirem novos continentes surgia-lhe na mente a maneira de fazerem poesia. Talvez próprio de quem alguma coisa procura, e que poderá ou não encontrar, como a muitos aconteveu, que morreram antes de chegarem aos destidos pretendidos, com os quais haviam sonhado!...

Artur Sousa (Leiria) disse...

Agora é a minha vez… Marinha… Marinha… o que é isso?

É uma farda tão típica que tipicamente é a única!
É o um período mínimo de 4 anos duma existência única!
É um mundo à parte por excelência!
É um viver a dois, ou mais, bem ou mal, mas que obrigatoriamente nos faz amigos!
É o brio de defender uma farda, a camaradagem e o nome de tão genuína instituição!
É a sofreguidão de se chegar a terra, depois de semanas de mar!
É a sofreguidão de se partir à procura de novos horizontes!
É uma terminologia tão própria em que um filho da escola, mesmo que marreta seja, será sempre o filho da mesma!
É obrigatória mente uma vida tão confinada em que os cheiros pessoais, fazem parte dos cheiros comuns!
É um imbróglio de aventuras que ainda hoje, 40 anos depois, morre-se por as contar!
É; o saber-se a vida de cada um sem libidos porque é assim que todos querem!
É um “ser tropa”... porque se o não fosse a equação ter-se-ia invertido: 40 anos de serviço meia dúzia de reforma!
É; ainda hoje “um relembrar vivo de tão saudosa vivencia!”
É…
É…
É… o quê? Continuem porque me sinto cansado, mas não vencido!
Um abraço! E Festas Felizes!

Agostinho Teixeira Verde disse...

Relembrar o passado
É como sentir o presente,
Mas aquilo que nos foi dado
Não era para toda a gente...
Filhos da Escola, afamada,
Criaram amizade de raiz
Assim a nossa Armada
Fez muita gente feliz
Neste lindo Portugal
Haja harmonia no seu povo
Desejo-vos um Bom Natal
E um óptimo Ano Novo...