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sábado, 27 de novembro de 2010

Pobre do meu País



Hoje a Guerra aos Indios e outras traquinices
                         no BLOGUE
 marinheirododouro.blogspot.com

Habitam num terreno à beira mar
Com casa antiga, cortes e quintal
Quem passa e olha fica a paletar
Sobre o portão um nome Portugal

Na casa em plena sala há um cofre de oiro
Com moedas e notas aos milhões
Vem loucos a olhar o seu tesoiro
Que a sua profissão é ser ladrões

 A cruz quem no terreiro presidia
À Natureza em flor em seu redor
Foi abatida e espezinhada um dia
Com inútil objecto sem valor.

Milhões de Jornaleiros convencidos
Podaram e cortaram tudo a eito
Abriram avenidas sem sentidos
Viram-se nus depois de tudo feito.

Agora a multidão espoleada
Com fome, sem emprego e sem dinheiro,
Fartas de serem roubabadas, não tem nada
Apenas anseiam por um Patrão mais verdadeiro

Nas cortes Zurram burros asquerosos
E há porcos a fossar, o cheiro empesta,
Enquanto ratos gordosos mal cheirosos
Destroem à compita o que ainda resta.

Fora há trovoadas ventanias
E fantasmas cruéis e que se diz
Quem vem dar-nos paz e alegria?
Que desolado povo! Que país!...