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domingo, 13 de março de 2011

Milhões à Rasca. ( Para uns tantos nunca esteve tão bom..)



                                 Rios = Grande radiografia do Rio Tejo
                       Blogue=riodouroniassa.blogspot.com
Tantas centenas de milhar à rasca...
Quando quatro jovens se juntaram através da Net, convocaram um protesto para « desempregados,quinhentoeurista e outros mal remunerados, escravos disfarçados subcontratados, contratados a prazo, falsos trabalhadores independentes, trabalhadores «intermitentes, estagiários, bolseiros, trabalhadores-estudantes, estudantes, mais pais e filhos de Portugal», certamente não estariam à espera de entrar na história como uma das maiores manifestações a que o país já assistiu.
Sem mínimos oficiais, estima-se que no Protesto Geração à Rasca terem estado em todo o País, 300 mil pessoas: 200 mil em Lisboa, e mais 80 mil no Porto e muitos milhares  em mais nove cidades portuguesas. Além de mais oito cidades europeias,onde as embaixadas foram ponto de encontro.
Num protesto de uma geração que se alargou a todas as outras,  que juntou diferentes classes sociais de ideologias distintas, num sabado de protesto «pacifico» segundo todos os intervenientes.
País à rasca a encher ruas a pedir trabalho.
O brutal acerto de cinto está a conduzir-nos para território, onde a esperança não existe.
GERAÇÃO MESMO À RASQUINHA
Verdadeiras multidões revoltadas, sobressaltadas, assustadas com o estado a que isto chegou.
Uma imensa multidão que protestou contra a precaridade de trabalho, que exigia trabalho, que exigia que a política mudasse, que os políticos mudassem, que reivindicavam um emprego estável, que revela indignação, que não se queria confundir, com a política clássica.
Saíram à rua milhares de revoltados e com razão, de gente de todas as idades zangada, e com toda a razão.
Bastava ler-se os cartazes para se perceber que a maioria de nós estavamos dentro do poema de José Régio, sem saber para onde iam, sabendo apenas que não queriam ir por ali.
Começaram os sinos a dobrarem e não nos perguntem porque dobram.
Eles estão a dobrar por nós e nossos filhos.