Importante é já começar a discutir qual vai ser o Governo daqui a quatro anos, enquanto isso o novo factor de pressão da dívida soberana que afecta países periféricos é irrelevante.
Então que interesse poderá ter isso de aumentos, o importante mesmo é continuar a festejar quem ganhou, saber ou tentar acertar quem será o próximo ministro das Finanças e da Defesa etc. etc.
Não custa mesmo nada numa situação destas o Banco Central Europeu (BCE) e alguns Estados - membros da União Europeia (UE ) fingirem divergirem em relação ao envolvimento dos credores privados no novo pacote de ajuda à Grécia.
" Estas aparentes divergências" serviram que nem uma luva para que os juros da Grécia, Portugal, Irlanda e também a Espanha, a renovarem máximos históricos.
No caso das obrigações do tesouro ( OT ) portuguesas a matucidade a cinco anos quebrou a barreira dos 12 por cento, atingido 12,140 dos 12 por cento o valor mais alto de sempre.
Tal como os juros a dez anos que também sofreram uma forte escalada, ao atingirem os 10,710 por cento contra os 10,433 anteriores.
Não há pior cegueira que aquela em que o cego teima em não quer ver.