Se fossemos feitos para fumar, nasciamos com uma chaminé na cabeça.
Ainda sou do tempo e não me lembro de com que idade comecei a roubar cigarros provisórios ao meu Pai e bombas (fortes de mortalha ao meu avô) , já que aquilo lá por casa era carteiras e mais carteiras abertas por tudo quanto era lado.
A minha mãe mensalmente deslocava-se a uma cooperativa e trazia M de maços que seria para todo o mês para o meu Pai fumar, mas que normalmente ao meio desse mesmo mês já tinham ído todos.
Foi assim que e durante cerca de quarenta anos fui fumador durante muito tempo na Escola Naval, tinha de levar injecções para respirar por falta de ar provocado pelo Bronquite, mas mesmo assim o Cigarro continuava a arder.
Um dia e depois de muitas tentativas do deixo hoje, deixo amanhã, lá descobri um método que diziam ser eficaz e que em nove dias acabaria com o tabaco.
Devo confessar que sofri tanto e ao cabo de tantos anos foi tão fácil deixar de fumar.
Comprei as Cassetes (duas) e tão forte era a minha vontade de vencer, que acabou por ser facílissimo.
Outros amigos deixam sem recorrer a métodos e porque uma dia decidem-se e conseguem reunir todas as forças, e como sempre, superam a dependência, com maior ou menor grau de dificuldade.
Aquilo que nos parece ser, por vezes não o é, e seguramente que quando conseguimos reunir as forças interiores que temos dentro de nós, com elas devoramos montanhas.
O dia de todas as decisões, é sempre o hoje, pois o ontem é passado e o amanhã é futuro.
Tal como na Droga, no Tabagismo e no Álcool, querer é poder.
O pior inimigo para não vencer é admitirmos que não somos capazes.
Vencer é difícil, mas não impossivel. Depende sempre de nós. Precisamos saber dizer basta.