Não penso que já passei 68 primaveras.
Direi mesmo, que, não sinto grandes diferenças e mesmo os últimos exames mostraram valores aceitáveis.
Sendo a esperança média de vida actualmente muito mais elevada e com melhor qualidade de vida dos mais velhos, isó é, mais anos de vida com mais saúde, lembrando que uma das grande conquistas portuguesas no palco do desenvolvimento humano, sentida sobretudo após a década de sessenta, quando a Europa conquistou trinta anos à morte e Portugal quarenta..
Graças a esta conquista que sinto uma enorme alegria de viver e nenhuma inibição.
Sinto-me bem, faço o que quero na vida, estou muito ocupado e sei que continuo a ser desejável e prestável à sociedade.
Com o avançar da idade, apercebo-me que estou mais tolerante e que me preocupo muito mais em colocar as experiências adquiridas em prol da sociedade.
Mesmo apercebendo-me que as coisas em cada dia correm muito mais rápidamente, também sei que pela minha ocupação diária tenho mais facilidade em acompanhar o ritmo, estando ciente que não devo usar a minha mente como bloco de apontamentos, sei utilizar o bloco de apontamentos como peça substituível de organização e arrumação mental.
Como costumo dizer, não tenho idade para aturar certas coisas nem gramar certos fretes, mas contiuo frontal e em plena actividade, partilhando as minhas experiência e acompanhando e registando o dia a dia.
O meu dia a dia continua a pautra-se na senda da inovação.
Enquanto assim me mantiver, terei imenso prazer de viver.