sábado, 12 de novembro de 2011

CRISE = Comer mas convém não calar.

Que falta faz o inconformismo através do humor num país que vive angustiado

História repete-se

Como, entre nós, a história está a sempre a repetir-se, o texto da peça é atual.
A iniciar, cantava o coro:
"Come e cala
Quando não há outro imposto
Seja real ou suposto
Imposto de transação.
O come e cala
Vai assim desta maneira
Esvaziando a carteira
Do pacato Cidadão."

Depois
"E come e cala
Porque há muito que eu pressinto
Que vais apertar o cinto
Até a coisa virar."

E também:
"O come e cala
Põe o Zé Povo aflito
Porque se a coisa se instala
Vai ser o bom e o bonito
Vai ser de escachar
Segundo dizem para aí
Há que ter que pagar taxa
Quem quiser fazer xixi. "

Ou ainda:
"Reparem que o Zé POvinho
Já tem calças na mão
E se não querem parar
De fazer mais disparates
Vão por certo acabar
Por empenhar os tomates
Que na verdade hoje em dia
Já é coisa sem valia
Embora Digam para aí
Que a culpa é do FMI/TROIKA."

E o coro rematava com a afirmação de princípios:
"Minha língua não está morta
Por isso protesta e fala
E jura por sua fé
Qu'embora seja um Zé
Não entra no come e cala."

4 comentários:

Fuzo Observador disse...

Ora aqui temos o Valdemar em plena forma, andastes a treinar e agora ofereces-nos textos de primeira categoria, é assim mesmo Amigo.
Um abraço
Virgilio

TINTINAINE disse...

Como dia o outro - quem sabe nunca esquece!

António Querido disse...

Parece que o COME e CALA, mudou de atitude e a prova esteve ontem na rua, e não foi só na Capital, foi só o começo, mas o POvinho portou-se muito bem!

edumanes disse...

Conviver e lutar
Pelos nossos direitos
Nunca a boba calar
Contra estes sujeitos.
Todos juntos, sem medo
A luta vamos continuar
As pessoas não são brinquedo
Por isso não podemos parar
Boa tarde amigo Valdemar
Teu regresso trouxe alegria
Eles querem o nosso pouco roubar
Voltar ao tempo de Salazar
O coelho já o pensaria
Antes de a primeiro-ministro chegar
Ele engonou o povo para fazer o que pretendia.
Diz ter muita pena coitadinho
Pelo que está a fazer
Para se defender armado em anjinho
Para o povo se libertar é preciso ele morrer.

Desejo para ti, amigo Valdemar Marinheiro, um bom domingo,
Um abraço, te cuida bem amigo.