segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

A Dignidades não escolhe profissões



Mui generoso Pai Natal
        no blogue.
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Fruto de uma relacção nas noites do Porto.
Hoje quando estava teclando, não fiquei indiferente a um caso que a TVI apresentou.
A TVI no programa do Goucha não são poucas as vezes que nos trazem exemplos dignos de registo e de compromisso louváveis no acompanhamento de muitos dos casos que apresentam.
Um Pai procurava um Filho fruto de uma relacção na Prostituição.
     Um Pai que se encontrava paraplégico nunca desistiu de procurar um filho que sabia existir de uma relacção que tinha mantido com uma prostituta.
 Era normal nos tempos que vivi ou frequentei  aquele meio, conhecer casos de os tais ditos`Otários levar umas Garinas e tirára-las daquela vida,e mete-las por conta.
   Alguns casos resultaram em sucesso, em que elas jamais voltaram à prostituição, infelizmente na maioria dos casos elas voltavam ao local do crime.
     Pois enquanto novas e com um palmo de cara, o qual lhes proporcionava ganhar bastante graveto criava--lhes a ilusão e que contradizia com a de viver  de um ordenado.
  Conheci mulheres na prostituição de sentimentos nobres, mas que pelas mais variadas razões ali vieram parar, mas sempre que lhes era possivel servir a um balcão ou outro emprego qualquer suspendiam a prostituição e se acaso o ordenado não chegasse se obrigavam a prostituirem-se e só para poderem cumprir com as enormes despesas,  quarto, comida, roupas e filho/os.
  Vivi com uma dessas mulheres, sei quanto gostava dela e só fortes razões impeditivas levaram a que não tivesse vívido com ela fora e longe desse meio.
   Essa grande mulher  "que segundo ela" deixou a protituição vai para onze anos, vive com um companheiro do qual tem mais três filhos, quando o filho perguntou e lhe disse se tivesse que gostava de conhecer o Pai, que o Avô materno lhe tinha dito que ele tinha morrido. Não só teve a grande coragem de lhe dizer que o Pai estava em cadeira de rodas, como ainda tudo faria para o reencontrar.
     O desfecho final deu-se hoje e ela não só teve a coragem de vir dar a cara e assumir o seu passado, como ainda sem qualquer problema dizer onde vivia e que as noites do Porto faziam parte do passado, mas que não o escondia.
 A TVI juntou os Avós paternos, uma Tia paterna e o própria Pai em cadeirasd de roda e que pela primeira vez,tiveram o privilégio de todos se encontrarem quando nunca se tinham encontrado desde há dezassete anos.
   Adoro e felicito quem tem a coragem de dar a cara e assumir o seu passado .
    Não tem porque se envergonhar dele, mas sim que esse mesmo passado venha a servir para ajudar outra gente.
    Do fundo do meu coração desejo a todos eles que tenham uma vida plena de felicidade, porque bem merecem ser felizes.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Eu e Os Cães.


Hoje no blogue:
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       tratei e desenvolvi a história de Cães, Raivoso e outros, de  entre os quais toda a história do meu muito querido e saudoso Jolim, aqui vou narrar uma história que para lá de muito dispendiosa que me ficou monetáriamente, poderia ter tido fins dramáticos.

Comecei a fazer um poço para captura de água em Silvalde, já que nesta profissão e sempre por conta própria trabalhei cerca de nove anos.
    Desde que lá comecei a trabalhar até me vir embora, a escassas dezenas de metros se encontrava um cachorro, que sempre que sentia alguèm por ali  não se calava.
     A casa nas horas em que eu trabalhava não se encontrava por ali ninguém, quando estava para vir embora, prestes a carregar toda a minha ferramenta, o Dono do poço perguntou-me se eu iria passar às quatro Estradassd, se lhe trazia um cão quera do Cunhado, que tinha pertencido a uma amnte com quem ele vivia, mas que a Cunhada não regressava enquanto ele lá tivesse o Cão, acreditei na História e até como tinha sido um bom Patrão perguntei-lhe se o Cão era de confiança, pois se fosse eu como me tinha morrido um até o trazia para mim, ,mas que me dissesse a verdade, porque eu tinha uma filha pequena e podia ser perigoso.
    Disse-me que sim e então que vigiava bem a casa e a prova era cpomo ele ladrava.
    Disse-lhe que o fosse buscar, mas quando chegou com ele à minha beira, eu estranhei, porque o animal, até aquelas pedras pequenias de charrisca(brita) da estrada comia, então disse-me ele que era de ele aind não ter comido.
   Quando cheguei a uma Tasca que servia comida pedi à Dona e ela deitou-lhe uma bacia de comer e ele limpou tudo, ficou inchadíssimo, trouxe-o para casa e ele comia, comia e comia, já estava com um piparote.
Mas sempre com ânsia de comer.
 Um belo dia e por sorte a minha filha andava de meias calças de lá estava ele a comer uma maça e a minha filha passou lá próximo e ele atirou-se a ela, a minha esposa viu mas não me disse nada, no dia seguinte atirou-lhe um caroço de maçã e passou perto atirou-se a ela e ferrou-a num calcanhar.
De Hospital em Hospital, até ao de Anti-Rábica na Boavista Porto.
 No outro dia começou a sentir uma Infecção, dirigiu-se ao Hospital em S. Paio de Oleiros e deram-lhe uma Injecção, não contra a Infecção mas para tirar  as côcegas. A Infecção foi-se alastrando e já lhe prendia as virilhas. Dirigiu-se em consulta particular ao doutor Erpídio, que a medicou e encaminhou para o Hospital de Espinho. Daqui foi mandada para o Hospital de Anti-Rábica e que disse para eu guardar o animal até há conclusões dos Exames, pois se o animal estivesse raivoso era necessário o animal.
   Nesse fim de semana resolvi deslocar-me até à minha Aldeia e com medo que o Cão se pirasse,(fugi-se) leveio comigo dentro do carro, tive de parar para urinar, e mal abri a porta, ele que ía no banco de trás, saltou de imedito e pos-se na alheta. Felizmente que o animal não estava raivoso, e aquela raiva que tinha era da fome e da sede que tinha passado, porque tinham o animal preso e passavam dias e dias sem lhe deitar de comer, o animal ficou soberbo (invejoso - desconfiado) e sempre com medo de que lhe quizessem roubar o comer atacava as pessoas.
Fui ter com o fulano que até tinha uma boa impressão dele, ele acabou por me confirmar isso de não lhe darem de comer nem de beber ao pobre animal, quando se zangavam e isso acontecia frequentemente.
 Podia ter-me arranjado uma linda brincadeira, mesmo assim ainda gastei umas coroas grandes e passei dias de aflição, pois já conhecia o caso de Raiva que descrevo no blogue:- marinheirododouro.blogspot.com

sábado, 4 de dezembro de 2010

Amores que perduram= Rio Douro, Cancelos/Sebolido = Penafiel


O MEU RECONHECIMENTO
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Vejam como o rapaz está bem apresentado
 no blogue=
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Mostra Associativa = Expo FREGUESIAS = 26,  27 & 28 de NOV Parque das Feiras Penafiel.


  Fui no passado fim de semana  convidado pelo Senhor Presidente da Junta de Freguesia de Sebolido, Jovem Advogado, Doutor Manuel Correira de Santos para  participar e colaborar no Evento a cima referênciado.
Foi para mim uma honra enorme ter podido estar presente com os Barcos que foram feitos pelo meu Pai já em fase terminal do segundo cancro. Ter ainda levado a Chumbeira feita por ele, e que com ela, muitas vezes pescou  peixe no Douro , o mesmo com um Pardelho e uma Mujeira preparada e entralhada por mim. (Também muito peixe apanhei com todas estas redes). Pedras e rede de Sável e Lampreia.
Tambérm com uma Nassa feito de Vergas de Vime,  a qual não só foi feita pelo meu Pai, como ainda caçou vários Passaros (Melros Inclusivé).
    Tive a honra de preparar um mini livro, onde nele se pode lêr como se faziam e preparavam as redes, os Barcos Valboeiros e Rabões e artigos escritos do meu conterrâneo e filho da Escola : - Manuel Araújo Cunha e ainda um importante comentário do conterrâneo e comentador deste blogue PIKÓ .
 Ainda agradecer a cedência que me fizeram o Amigo Abílio Vinagreiro com um Barco e Colmeias e Mel feitas e produzido por Si e um Feito pelo seu Pai (já falecido) António Vinagreiro e ao meu Amigo Virgilio Pinto pelas Facas, podão (foice pequena de abrir o Porco e facas para o matar e desmanchar, feitas por si, sem que as mesmas tivessem ído à Forja.
Cancelos/Sebolido e suas gentes pode ombrear com as restantes 37 freguesias presentes do Concelho de Penafiel.


sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

A VELHICE = NUM FUTURO NÃO MUITO DISTANTE



Um ano de vida de um traquina é muito tempo
                       no
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Um casal idoso estava num cruzeiro e o tempo estava tempestuoso. Eles estavam sentados na traseira do navio, a olhar a lua, quando uma onda veio e levou a velha senhora. Procuraram por ela durante dias, mas não conseguiram encontrá-la.

O capitão enviou o velho senhor para terra, com a promessa de que o notificaria assim que encontrasse alguma coisa.

Três semanas passaram-se e finalmente ele recebeu um fax do navio. Ele leu:

"Senhor: lamento informar que encontramos o corpo da sua esposa no fundo do mar. Nós a içamos para o barco e, presa a ela, tinha uma ostra. Dentro da ostra havia uma pérola que deve valer 50.000 euros. Por favor, diga-nos o que fazer."

O velho homem respondeu:

"Mande-me a pérola e atire de novo a isca."



O médico atende o paciente idoso e milionário, que estava a usar um revolucionário aparelho de audição, e pergunta:

- E então, Sr. Almeida, está a gostar do aparelho?

- É muito bom! Respondeu o velhinho.

- E a família gostou? ? Pergunta o médico.

- Não contei a ninguém ainda... Mas já mudei o meu testamento três vezes!


É um casal de 80 anos, que está a começar a ter problemas de memória. Eles vão ao médico para ser examinados. O médico faz um check-up e diz aos velhinhos que não há nada de errado com eles, mas que seria bom ter um caderninho para anotar as coisas.

À noite, quando estão os dois a ver televisão, o velhinho levanta-se e a mulher pergunta:

- Onde vais?

- À cozinha - responde ele.

- Não me queres trazer uma taça de gelado? - Pede ela.

- Lógico! - Responde o marido solícito.

- Não achas que seria bom escrever isso no caderno? - pergunta ela.

- Ah, então! Qualé? Ironiza o velhinho - Eu vou me lembrar disso!

Então ela acrescenta:

- Então coloca uma bola de morango por cima. Mas escreve para não ter perigo de te esqueceres.

- Eu lembro-me disso, queres uma bola de gelado com calda de morango.

- Ah! Aproveita e coloca um pouco de chantilly em cima! - pede a velha - Mas lembra-te do que o médico nos disse... escreve isso no caderno!

Irritado, o velhinho exclama:

- Eu já disse que me vou lembrar!!

De seguida vai para a cozinha.

Depois de uns vinte minutos, ele volta com um prato com uma omeleta.

A mulher olha para o prato e diz:

- Eu não disse que te ias esquecer? Onde está a torrada?

Estava a ser realizada uma cerimónia funerária duma mulher que tinha acabado de falecer.

Ao final da cerimonia, os carregadores estavam a levar o caixão para fora, quando, acidentalmente, bateram numa parede, deixando o caixão cair. Eles escutaram um fraco lamento. Abriram o caixão e descobriram que a mulher ainda estava viva! Ela viveu por mais dez anos e, então, morreu.

Mais uma vez uma cerimónia foi realizada e, ao final dela, os carregadores estavam novamente a levar o caixão. Quando eles se aproximaram da porta, o marido gritou:

"Cuidado com a parede!!!!!"



Um casal de velhinhos vai ao escritório de um advogado para que seja preparado o divórcio. O advogado, vendo-os assim tão velhinhos, pergunta porquê que eles se querem divorciar naquela idade tão avançada.

Determinada ao divórcio a velhinha diz:

- Veja doutor, é que ele tem, com muitos esforços, uma única erecção no ano e...

O velhinho super nervoso interrompe e diz:

- E ela pretende que eu a desperdice logo com ela.


O Que é bom é para se admirar. Raios parta a velha sumarenta.









quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

AS MÁGOAS


                                                                 Aquela Dupla :- O FIFAS e EU!!!
                                                                                                         no                                                                
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Não escondo as minhas mágoas
Que eu herdei de uma ilusão.
Vou recordando-as e gravo-as
Dentro do meu coração

Não escondo as minhas mágoas
Nem as tristezas também.
Custam a engolir, mas trago-as...
Com lágrimas sabem-me bem

Não escondo as minhas mágoas,
Rio com elas, mas sinto
Depois com lágrimas lavo-as
Num sorriso com que minto.

Não escondo as minhas mágoas,
Vivo-as já há muito tempo.
Não gosto delas, mas guardo-as
Companheiras do tormento.

Não escondo as minhas mágoas
Que tenho tido até hoje.
E tal como um santo afago-as
Para não irem mais longe.

Não escondo as minhas mágoas,
As do amor e da paixão.
Só morrem dentro das tábuas
Que vão fazer meu caixão.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Os Políticos, Os Eleitores e os Burros


                 Tempos de Criança = Entrada na Escola         
                                   no blogue :-
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Procurar ser analista sem escamotear a triste realidade a que chegamos.
OS JUMENTOS (BURROS)
Estes pobres e escravizados animais , em tempos ídos eram obrigados a trabalharem carregados dia e noite, muitas vezes sub-alimentados e maltratados. Poucas vezes protestavam e a sua pequena vingança estava quando alguèm se lhes queria pôr em cima. (Como descreve e muito bem o Carlos Tintinanine no seu Blogue.
Os Políticos e as suas lamentações!!!
Acertadas as agulhas entre si, "há muito vindas de Bruxelas a recomendações da Senhora Merkel " que hoje consegue o que não lhe foi possivel nas guerras de 14 a 18 e 1939 a 1945, mandar a seu belo prazer em nome de um grupo de países que lhe obedecem cegamente.
  Num jogo de boas comadres fíngidamente zangadas, logo após a citada aprovação do Orçamento de Estado lá começaram com o seu lavar de roupa suja, no ora agora dizes tu, agora digo eu. "Uma imitação perfeita dos vendedores de banha da cobra".ou talvez melhor dos conhecidos e  ditos contrabandistas  a que assistimos vendendo de tudo nas suas carrinhas utilizando um micró para melhor se fazerem ouvir, e nos mais fácilmente ludibriar.
 Logo nos começaram a entrar pela porta dentro os sábios detentores de grandes cérebros a dizerem que o
melhor era proibír os índigenas de votar. Porque a democracia é uma ova.
O Salve-se quem puder!!!
Face a isto: e enquanto isso lhes for permitido continuar com a mentira, a omissão, o golpe e contragolpe a fazerem parte da sua actuação,  o nosso país Portugal continuará enterrado no lamaçal imundo   e na cauda da Europa dita Comunitária.
A política, que deveria ser uma actividade nobre, está transformada desde há muito e a piorar transformada, onde a corrupção, o compadrio e a pouca-vergonha dominam.
Mas enquanto continuarmos a que os portugeses vejam os partidos como clubes de futebóis a que só lhes interessa  exibirem as bandeiras clubistas (partidária), não será possível as coisas mudar para um rumo melhor.
Veja-se quando ainda se sustenta que o principal responsável continua a ser Vasco Gonçalves que já partiu do mundo dos vivos a alguns anos e saíu do Governo à mais de três dezenas.
Só mesmo destas cabecinhas pensadores, podem saír disparates destes. O Pior de tudo: é que ainda há muito quem acredite nestes falsos profetas e  verdadeiros vendedores de promessas.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Um Alentejano esteve no Bar até este Fechar

        
                  O Mudo, as Ovelhas, o Serralheiro e o Cerqueira
                                                   = Recordações do meu tempo de criança.=
                                                          Link = marinheirododouro.blogspot.com
Mais uma com carimbo Alentejano. Qual é a coisa mais rápida?

MAS QUE GRANDE PIELA COMPADRI.














Um Alentejano esteve a beber até o bar fechar.

Como era o último cliente, o funcionário informou-o que iam fechar e que ele tinha que sair. O Alentejano levantou-se e caiu no chão...
Tentou novamente levantar-se e caiu novamente.
Optou por se arrastar até à porta do bar.
Tentou levantar-se novamente e voltou a cair.
Já na rua tentou levantar-se e voltou a acontecer o mesmo: Caiu !
Foi assim para casa, tentando levantar-se e caindo sempre.
Já em casa e pela manhã a esposa comentou:
- Ganda bubadêra onte à nôti !
- Ó porra e como é que sabes que ê onte cheguê bêbaduuu ?
- Talafonaram do bari. Dêxaste lá a cadêra de rodas ...

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Cimeira da Nato em Lisboa = Esforço para o equlibrio

TEMPOS DE CRIANÇA
JOGO DA Macaca, da Bola de Trapos e das casinhas e Casais!!!
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Comitiva da Georgia contratou 80 prostitutas durante a cimeira da Nato em Lisboa.
Se é a Nato que paga "tudo" nós pertencemos à NATO, também pagamos as prostitutas!!!
Fácil perceber do que é que vieram tratar = As Fotografias não enganam. 

Esteve presente em cima da mesa o que faz perder o Equílibrio.
Segundo rumores postos a circular aos quais se podem colocar algumas reservas, porque  talvez tenham sido postas a circular pelos saudosistas do Marxismo/Leninismo !!! (Deixa-me Rir), mesmo com essas algumas reservas, dizem-nos que a foto a cima terá sido a vingança levada a cabo contra a Jerupiga portuguesa, na clara tentaiva de acabar com ela. Ao serem informados de tal notícias os responsáveis  da  Soviéticos suplicaram ( colocaram-se de Cócoras para que lhes seja permitida a entrada na Organização, porque estão a ver a sua Vodka a perder implantação no mercado.  (Quem te viu e quem te vê)!!!
  A confirmar-se a veracidade dos factos; verdade;  apetece dizer:  - Não te trates não e vais ver o tomobo que levas.
Cabecinhas pensadoras, que não deixam nada ao acaso. Digam que eles não ajudam a economia? 

domingo, 28 de novembro de 2010

A PILITA DO MEU AVÔ

Jogo da Pincha, Jogo do Peão e Rio
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Transcrevo com a devida Vênia
    Dedico à memória do meu Avó, Jaquim Guerguenteiro, como forma de recompensa, pelos tostõeszitos que lhe fui roubando da saquita para rebuçados, e da Ovelha que matei atirando-a deas fragas abaixo com a colaboração do Albano Pombas.

A PILITA DO MEU AVÔ
( escrito em Alentejanês )
Rija, enquanto durou.
Agora q"amolengou e antes q"a morda a cobra,
Vou atá-la c"uma corda
Pra ela nã me fugiri.
Preciso da sacudiri,
Leva tempo pá"cordari
Já nem se sabe esticari.
Más lenta q"um caracoli,
Enrola-se-me no lençoli.
Ninguém a tira dali,
Já só dá em preguiçari.
Nada a faz alevantari
E já nã dá com o monti,
Nem água bebe na fonti.
Que bich"é que lhe mordeu?
Parece defunta, morreu.
Deu-lhe p"ra enjoari,
Nem lh"apetece cheirari.
Jovem, metia inveja.
Com más gás q"uma cerveja,
Sempre pronta p"ra brincari.
Cu diga a minha Maria,
Era de nôte e de dia.
Até as mulheres da vila,
Marcavam lugar na fila,
P"ra eu lha poder mostrari !
Uma moura a trabalhari,
Motivo do mê orgulho.
Fazia cá um barulho !
Entrava pelos quintais,
Inté espantava os animais.
Eram duas, três e quatro,
Da cozinha até ao quarto
E até debaixo da cama.
Esta bicha tinha fama.
Punha tudo em alvoroço,
Desde o mê tempo de moço.
A idade nã perdoa,
Acabô-se a vida boa !
Depois de tanto caçari,
Já merece descansari.
Contava já mê avô:
"Ni uma rata lhe escapou !"
É o sangui das gerações.
Mas nada de confusões,
Pois esta estória aqui escrita,
É da minha gata, a Pilita !



sábado, 27 de novembro de 2010

Pobre do meu País



Hoje a Guerra aos Indios e outras traquinices
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Habitam num terreno à beira mar
Com casa antiga, cortes e quintal
Quem passa e olha fica a paletar
Sobre o portão um nome Portugal

Na casa em plena sala há um cofre de oiro
Com moedas e notas aos milhões
Vem loucos a olhar o seu tesoiro
Que a sua profissão é ser ladrões

 A cruz quem no terreiro presidia
À Natureza em flor em seu redor
Foi abatida e espezinhada um dia
Com inútil objecto sem valor.

Milhões de Jornaleiros convencidos
Podaram e cortaram tudo a eito
Abriram avenidas sem sentidos
Viram-se nus depois de tudo feito.

Agora a multidão espoleada
Com fome, sem emprego e sem dinheiro,
Fartas de serem roubabadas, não tem nada
Apenas anseiam por um Patrão mais verdadeiro

Nas cortes Zurram burros asquerosos
E há porcos a fossar, o cheiro empesta,
Enquanto ratos gordosos mal cheirosos
Destroem à compita o que ainda resta.

Fora há trovoadas ventanias
E fantasmas cruéis e que se diz
Quem vem dar-nos paz e alegria?
Que desolado povo! Que país!...