domingo, 28 de novembro de 2010

A PILITA DO MEU AVÔ

Jogo da Pincha, Jogo do Peão e Rio
               no blogue:
marinheirododouro.blogspot.com 

Transcrevo com a devida Vênia
    Dedico à memória do meu Avó, Jaquim Guerguenteiro, como forma de recompensa, pelos tostõeszitos que lhe fui roubando da saquita para rebuçados, e da Ovelha que matei atirando-a deas fragas abaixo com a colaboração do Albano Pombas.

A PILITA DO MEU AVÔ
( escrito em Alentejanês )
Rija, enquanto durou.
Agora q"amolengou e antes q"a morda a cobra,
Vou atá-la c"uma corda
Pra ela nã me fugiri.
Preciso da sacudiri,
Leva tempo pá"cordari
Já nem se sabe esticari.
Más lenta q"um caracoli,
Enrola-se-me no lençoli.
Ninguém a tira dali,
Já só dá em preguiçari.
Nada a faz alevantari
E já nã dá com o monti,
Nem água bebe na fonti.
Que bich"é que lhe mordeu?
Parece defunta, morreu.
Deu-lhe p"ra enjoari,
Nem lh"apetece cheirari.
Jovem, metia inveja.
Com más gás q"uma cerveja,
Sempre pronta p"ra brincari.
Cu diga a minha Maria,
Era de nôte e de dia.
Até as mulheres da vila,
Marcavam lugar na fila,
P"ra eu lha poder mostrari !
Uma moura a trabalhari,
Motivo do mê orgulho.
Fazia cá um barulho !
Entrava pelos quintais,
Inté espantava os animais.
Eram duas, três e quatro,
Da cozinha até ao quarto
E até debaixo da cama.
Esta bicha tinha fama.
Punha tudo em alvoroço,
Desde o mê tempo de moço.
A idade nã perdoa,
Acabô-se a vida boa !
Depois de tanto caçari,
Já merece descansari.
Contava já mê avô:
"Ni uma rata lhe escapou !"
É o sangui das gerações.
Mas nada de confusões,
Pois esta estória aqui escrita,
É da minha gata, a Pilita !



8 comentários:

eduardo maria nunes disse...

Até de riri, me fazes chorari, com este tê Alentejanês. Onde o fosti discobriri. Então compadri taltá a muenga. Ó! Maria trás lá a candeia, a burra dê um coici, não sê se foi em mi, ou se foi na paredi? Este compadre Alentejano estava pior do que a pila do teu avô, seu corpo já não sentia o coice da burra?
Imagina a pila do podre coitado com estaria!

eduardo maria nunes disse...

Amigo Valdemar, este é um tema diferente, que nada tem a ver com a pila do teu avô.
Passo a citar:- Tendo verificado o link do batalhão de caçadores 598, que adicionaste à tua lista de Blogues.
Pelo facto desse link se encontrar desactualizado, venho por este meio solicitar junto de ti, que o elimines. Adicionando-o de seguida para que fique actualizado. Obrigado meu amigo pela tua boa compreensão, de teres que aturar, este chaparro alentejano?

Valdemar disse...

Compadri!Nã chateias nada.
É uma honra seres meu amigo.
Um forte abraço.
Tenho M de Amigos Alentejanos . Com quem muito me honrou conviver.

Valdemar disse...

Descobri isto no Baú... Corria o ano de 1989.

Levantei-me às 4 da matina
P'ra vêr o Benfica na televisão
Tomei banho, pus-me brilhantina
E assentei-me num cadeirão

Eram 4 e meia da matina
Já o Benfica estava em acção
Quando me aparece a Albertina
Com uma garrafinha na mão

Junto vinham portugueses
Com uma concertina
Uma data de freguêses
Amigos da Albertina

O Benfica faz o primeiro canto
E a malta começa a aplaudir
A Albertina tropeça num banco
E o cão começou a ganir

Eram já 5 e meia da matina
Quando veio o golo do Milão
Tomei logo uma aspirina
E dou um pontapé no cão

Chamei nomes à criada
que por acaso era italiana
Dizendo-lhe em português
Que era uma chalada
E uma grande sacana
Por ainda têr "os três".

Escrito nas Antípodas por Valdemar Alves

eduardo maria nunes disse...

Amigo Valdemar, aqui vou eu a todo vapor, pedir a tua permissão para no teu Blogue fazer uma pergunta a todos os bloguistas:- Desculpa ter escolhido o teu. Mas foi por uma bao causa, visto que se encontra, de entre todos o mais populares.
Aqui vai ela:- Sabem-me dizer qual é a perte de trás do (chaparro) sobreiro?
Respondam, não hesitem. Dar-lhe-ei a resposta certa!

Fuzo de agua doce disse...

Os comentadores hoje estão inspirados, ao contrário de mim que não dou uma para a caixa, assim como diria o Eng. Sousa Veloso: Despeço-me com amizade.
Um abraço
Virgílio

António Páscoa disse...

BOM DIA AMIGOS, não tenho a certeza, porque nunca ouvi esta, mas acho que é a parte contrária àquela em que te encontras a mijar!

eduardo maria nunes disse...

O teu raciocínio até não está muito longe, no entanto a resposta não é essa!
O (chapurro) sobreiro não tem parte de trás.
Estavam uns quantos alentejanos, próximo de um montado, a falarem uns com os outros. Tendo um deles vontade de ir á casa de banha! Disse para os restantes, desculpem o palavrão, não foi ele que disse desculpem o palavrão, sou eu que estou a pedir desculpa aos leitores. O alentejano apenas disse. Vou cagar para trás daquele, chaparro. Portanto.
Resumindo e concluindo. a parte de trás do (chaparro) sobreiro é aquela onde o Alentejano vai cagar!...

Aqui vai mais uma com carimbo Alentejano. Qual é a coisa mais rápida?