terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Quem os Quêr

Que pena!... Injustiçados. Felizmente o Povo tem memória

A Arma mais mortifera de todas as Armas
    Longe vão os tempos em que os ditos senhores auto-convencidos que a sabedoria e a verdade única seria aquela que eles quizesssem tornar pública. Tempo que os poobres Zés, limitavam-se a lerem-na e era se quizessem ter algum tempo de leitura, que mesmo sabendo-se, que o que era tornado público e a forma como eram abordados os temas em questão, serviam e só para na sua grandissima maioria valorizar ou desculpabilizar os seus autores.
      Certo, esses senhores, sofrendo dessa grave doênça que nunca curaram, ou porque não conseguiram, ou então por não se terem apercebido que o mundo mudou, e que nessa mudança se encontra a Internet, que eles os Senhores tais apoiaram, mas que hoje por muito que os faça sofrer não a controlam.
     Felizmente que a Net, veio a exigir dos senhores da Comunicação Social a divulgação de temas escritos por pessoas, que até há pouco  tempo a era impensável, fossem  elas  opiniões politícas, de Guerra ou Religiosa, de entre outras.
Certo, que ainda hoje, quando com grande esforço económico compramos o Jornal, lá aparecem os Senhores tais a ocuparem, duas páginas, com o propósito de publicitar livros que eles próprios editam, mas certamente não os compram, bem como a tentar justificar o injustificável.
Somos uma Nação de Terra boa, onde várias sementes fracas poliferaram, porque eram fortemente alimentada por incautos. Hoje esses incautos, cada vez são muito menos,  já  consultam ambos os lados e apercebem-se do que é verdade, menos verdade ou simplesmente mentira.
     Felizmente deparamos, com a publicação de artigos dos chamados pés descalço. Acredito convictamente, que o seu número virá a ser muito maior a curto prazo.
      Ontem Domingo, 10de Janeiro de 2010, lá fui comprar o Jornal de Notícias, para não perder o Curso de Computadores, ao folheá-lo, deparo com uma entrevista com duas páginas, de um senhor dos muitos que eu ja tinha apagado da memória, e o mais caricato a lamentar-se de uma data que certamente nem ele quererá relembrar.
Muito sinceramente foi tamanha a desilusão, que arrumei o Jornal, sem que o tivesses lido, pois quando deparei com o seu nome pensei que ele aproveitaria a entrevista para nos informar  e ter a coragem de dizer como e a quem serviu, agora sentir-se  injustiçado não lembra ao diabo. Querer tapar o Sol com a Peneira, nos tempos que correm já não dá.
Mas como dizia arrumei o Jornal, mas passei uma noite tão mal dormida, pois lembrou-me o que de mau foi aquele 25 de Novembro e as tremendas injustiças e o sofrimento que causaram a gente de bem que nada sabiam fazer, porque tinham optado por uma carreira, e pagaram uma factura tão grande sem que em nada para ela tivessem contribuído. Com feridas que nunca cicatrizarão, vem agora falar  como de uma vitima se tratasse e se sente injustiçado (que vitima?).porque já não comemoram essa sua data. Mas hoje e muito cedo me dirigi à Livraria para comprar um novo Jornal e falar da dor que me vai na alma, sabendo do enorme sacrifício que trouxe essas perseguições que ele entre linhas admite e que se calhar sabe-se lá porquê apenas e só refere o Almirante Rosa Coutinho: Como terá ficado incomodado o Senhor Almirante ao ver o seu nome referenciado.
Um Homem com um H muito grande que eu tive o privilégio de estar com ele em vários locais, inclusivé Moçambique..
O Assunto continua

Guerra Colonial= Niassa =1

Pelo amor às nossas fardas, e pela minha forte Ligação e vivência com os Camaradas Fuzileiros

Com a devida vênia transcrevo:
  do autor
José Jorge Martins sendo ele Fuzileiro
 Guerra Colonial
Autópsia de uma operação
Nota do Autor
Este é um livro diferente sobre a Guerra Colonial.
Ele não se debruça, propriamente, sobre os grandes "chefes militares", os "cabos de guerra" ou ainda "guerreiros do Império"
Ele fala dos chamados "comandantes" que faziam a guerra numa perspectiva plana, através dos mapas, em salas com ar condicionado, a resguardo do tórrido calor, das incomodidades da mata, dos sacrificios e dos perigos.
     Ele, fala, também, daqueles "comandantes" que, sujeitando-se ao mato por dever, a ele não pertenciam. Somente procuravam honrarias fáceis, marchavam a meio das colunas com um séquito de impedidos, guarda -costas e mainatos que lhes aliviavam as costas, carregando as pesadas mochilas-tudo justificado pela eufemística frase "privilégios inerentes ao posto".
     Mas do que este livro trata e fala é, sobretudo, dos fuzileiros anónimos (Praças, Sargentos e Oficiais) que finalmente encontram nome, protagonismo, expressão e merecido reconhecimento nesta obra.
     Eles, que sem os privilégios e as honras militares, sem as condecorações e as medalhas garantidas no fim das comissões, fizeram a guerra tudo suportando, comandaram na prática operações, definiram as melhores tácticas e manobraram no terreno.
     Eles eram os sprimeiros no contacto de fogo e os últimos a sair das Bases.
     Eles, no teatro de operações, descobriram o significado das palavras camaradagem, solidariedade e guerrilheiro e deram a esta guerra o sentido da dignidade.
Ele, este livro é a homenagem a todos os que, no terreno, foram os verdadeiros combatentes de uma Guerra em que não podia haver nem vencidos nem vencedores, porque simplesmente não tinha o direito de existir.
  Comando da Defesa Marítima dos Portos do Lago Niassa (CDMPLN)
Base Operacional de Fuzileiros Especiais no Cobué, situada nas margens do lago Niassa, a cerca de 60 Km da fronteira com a Tanzânia.                                   

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

S. Tomé e Principe

Serões de S. Tomé
Meus olhos são como a noite
em que astro nenhum flutua
mas se o teu olhar o fita
na noite desponta a lua

Se os escravos são comprados
ó branca de além do mar
homem livre eu, sou escravo
comprado por teu olhar

Meu olhar é retratista
ò minha doce miragem
senão diz-me porque tenho
no meu peito a tua imagem


Roubei-te o primeiro beijo
o segundo foi-me dado
o terceiro, francamente,
creio que me foi roubado

A neve que cai na serra
define tudo em redor
quem se afoita a amar as brancas
se da neve têm a cor

As noites para serem belas
precisam milhões de sóis
a ti, negra como as noites,
apenas te bastam dois

Um dia a espuma dos mares
ao ver em si meu amor
Foi dizer baixinho à praia
- a Vénus mudou de cor

A nossa terra é tão bela
duma beleza sem par
E por ser assim formosa
Fê-la sua amante o mar...
Foi bom recordar-te e os bons dias que aí passei. Quando se gosta nunca se esquece

sábado, 9 de janeiro de 2010

Zambeze X =Comportamento Indigno

Mas com é possivel? Gente desta Estirpe!....
Uma instituição não é avaliada por um ser irracional, felizmente que tinhamos nos nossos superiores gente de bem e de moral superior.seguramente uma grande maioria de conduta superior.
    No dia seguinte ao naufrágio desloca-se ao aquartelamento de Mopeia o 2º Comandante do sector de Quelimane,Major Valente, de camafulado, faca e pistola à cinta.
  Manda reunir os sobreviventes, sem que nos dirija uma única palavra,,pergunta qual é a patente máxima e a mais antiga.
Apresenta-se um primeiro Sargento, que como é fácil de perceber, com a barba por fazer e uma farda que lhe tinha sido atribuída e que nada condizia com o corpo dele.
Virando-se para ele, pronuncia estas palavras, com essa apresentação você parece um bandido, e não um militar.
     Ao ouvir esta provocação despida de sentimentos, um dos soldados sobreviventes ainda totalmente traumatizado foi buscar uma G3,e no descontrole iria disparar, valeu na circunstância a pronta intervênção dos colegas que evitaram o incidente.Se ele omitiu o caso, não se sabe, o certo é que o militar nunca foi chamado.
    Sem resposta nem recado e nem uma palavra de auto-critica, retirou-se e jamais voltou a aparecer.
    Os actos e acções ficam com quem os praticam, mas à crueldades, que  provocam reações  incontroláveis, em quem tem o coração cheio de dor e sofrimento .
Nota: Fiquei muito surpreendido pela actuação do Major, por não estar habituado nem tenha tido conhecimento de tal procedimento com os Oficiais da Briosa, quando acabo de ser informado que o mesmo tipo de procedimento tinha tido o Kaúlza da Arriaga para com os militares que participaram na falhada Operação Nó-Górdio em Cabo Delgado. Como se  ele não tivesse sido o principal responsável, pela abortada operação. Como alguém disse deitar fogo para um enxame de vesperas.

Testemunho- Sentinela em Mopeia = IX

Convivendo em Entre-os- Rios


Cardoso e Agostinho recordando



Ouvindo o Relato do Agostinho


         
  TESTEMUNHO DIRECTO PELO PRÓPRIO


Agostinho Rocha Ferreira
Soldado do Batalhão 1935
Companhia de Caçadores 1798
     Colocada em Murrumbala, a cerca de oito quilómetros de Mopeia, local onde ocorreu o naufrágio.
     No dia vinte e um para vinte e dois de Junho entrei de serviço de Sentilena, às 24horas para cumprir o serviço de Sentinela,que seria até as duas da manhã.
     Quando por volta da uma da manhã, apróxima-se um camião e de dentro dele sai um Senhor a gritar Sentinela, Sentinela, respondi e mandei aproximá-lo, perguntei-lhe do que se tratava, tendo ele me respondido que se tinha afundado um Batelão e que teria levado 150 pessoas.
     Chamei o Comandante, que era o Alferes Miliciano, José António Carvalho de Moura ao qual lhe comuniquei o que o Condutor me tiinha transmitido.
    Mandou-me substituir, disse-me para o acompanhar, seguimos imediatamente numa viatura conduzida por um condutor e por mais soldados com destino ao local.
     Chegados junto ao rio em Mopeia, avistamos uma luz verde do Batelão.
      Havendo ali Amadias, juntamente com outro camarada,levamos uma, que nós próprios conduzimos, "por sermos pessoas do rio"
     Quando nos apróximavamos do batelão começamos a ouvir gritos, gritos esses, que não vinham do batelão, mas sim de pessoas que estavam nos bancos de areia (Ilhotes como lhe chamavamos), dissemos para terem calma que nada podiamos fazer, pois não era possivel transportar ninuguem na almadia(piroga).
     Regressamos a terra onde informamnos o Alferes(Comandante) de que havia sobreviventes nos Ilhotes.
     Regressamos de novo na viatura e fomos à Administração deMopeia, pedir-lhes um barco, tinham lá um e estava em terra no que pertencia ao Administrativo,.
 Este barco era de chapa e motor, autorizados, logo o metemos na àgua  e começamos a recolher corpos e sobreviventesdas Ilhotas, e fizemo-lo em várias viagens.
Transportando corpos, e  soldados sobreviventes, chegados a terra eram entregues a outros camaradas que lá se encontravam e os transportavam para o quartel de Mopeia.
     Começamos este trabalho já  Domingo , e neste quando já dia, começamos a recolher os sacos e as malas dos Soldados.
     Andamos nisto durante trinta dias, mas o que mais chocou e ainda continuo continuo a ver essa imagem como se fosse hoje, foi quando de dentro do batelão começaram a tirar os carros e saíam os corpos que tinham ficado presos debaixo das viaturas ou agarrados a ela, já que quando o Batellão se afundou a pique, as viaturas se deslocaram.
     Cadáveres haviam de vários negros muito inchados e já sem cabelo.
     Sendo que o último corpo a aparecer, foi o de um Furriel branco que residia na Cidade da Beira e onde os seus Pais se deslocavam diáriamente, a saberem se o corpo teria aparecido.
  Impressionante por este furriel  o dono da Viola e que serviu no tempo que estiveram em Lourenço Marques para alegrar os Condutores, já que ele tocava e cantava bem.
     Contudo esta viola veio a salvar um outro militar ,que não sabia nadar e que está com ela numa fotografia no conjunto de sobreviventes em outro local.
 A razão pporque lhe salvou a vida,apesar de ele nã saber nadar, foi que ela tinha o pregamoite e fecha cler, o que esta capa não deixou entrar àgua.
     No dia seguinte à tragédia deslocou-se ao local o Governador, desejou boa sorte aos militares que se encontravam  nesta operação de resgate e de transporte, sendo que o sobrevivente Manuel da Rocha Cardoso   nunca o viu e está convencido que ele não se deslocou junto dos sobreviventes.
     Despediu-se o Governador Rebelo de Sousa com as palavras : força militares e muita coragem.
     Este testemunho foi-me feito pelo próprio Agostinho no dia 9 de Janeiro de 2010 no Restaurante em privado junto às Bombas de gaso.lina Galp em Entre-os-Rios- Eja-Penafiel, sua terra Natal.
     Muito ajudou na ocasião o Agostinho ao Manuel Cardoso, aqui de Sebolido Penafiel., que não só lhe cedeu uma das suas fardas, como ainda nos quinze dias que esteve sem dinheiro lhe foi pagando uma cerveja mini, já que a àgua era de fraca qualidade.
     Terá a RTP 1 aquando da queda da Ponte de Entre-os -Rios  exibido fotos do Zambeze, ao que se julga mostrava o Batelão com uma parte de fora de àgua, já que o Cardoso não voltou ao local e apenas sabe o que lhe contaram na ocasião a respeito do batelão, que teria ficado com parte de fora de àgua, o que permitiu que algumas pessoas ali se mantivessem agarradas e tivessem sobrevivido.
 O Agostinho, apenas confirma que como era de noite, apenas avistou a luz verde do mastro do Batelão, só tendo posteriormente regressado ao local, aquando da retirada das viaturas, e na ajuda de recolha de corpos.



     Este Pelotão de Intervênção de que fazia parte o Agostinho, ainda esteve em Vila Cabral, onde pernoitou uma noite, e seguiu para Maniamba Manbeze e ajudou numa emboscada sofrida na Curva do caracol, passando por Metangula, regressando ao Continente em Dezembrto de 1969.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Tragédia Rio Corubal=Guiné

Seis de Fevereiro de 1969, passados todos os carros, havia o hábito de rodar posições.
Toda a Companhia se dirigiu para a Jangada, mas só coube um grupo. Para trás ficaram dois grupos da companhia e toda a outra companhia a Medina.
Atravessou o primeiro grupo e regressou para nova travessia, todos subiram para a jangada que a poucos metros, adornou para um dos lados (nascente) que atirou à àgua vários rapazes. Por falta de peso, a embarcação cedeu de repente para o outro lado, atirando outros tantos soldados ao rio.
Ficou meia submersa. Não se ouviu ninguém gritar ou esbracejar,a pensou-se que talvez se tivessem afogado um ou dois homens.
A Jangada que estava na reserva foi por duas vezes buscar pessoal.
Uma vez formadas as companhias, é que demos conta da extensão da tragédia 45 camaradas afogados de ambas as companhias.
Como homenagem a dois irmãos que lá prestaram serviço, transcrevo com a devida vênia do Pravda Ilhéu.
Ao lado da vergonha de mim, tenho tanta pena de ti, povo do meu País!

Radarista na Guerra

Histórias de Guerra
Mercenários:
1 - Como podem em tempo algum, aqueles que como eu viram uma arma apontada pelos mercenários da F. N.L.A. dita (Frente Nacional de Libertação de Angola) no campo de Futebol de Salão das instalações da Marinha,localizado em Santo António do Zaire- Angola, só porque quando arrearam a bandeira do dito Movimento, não lhes fizemos continência, segundo eles, e de acordo com o que nos contou o interprete, que no dia anterior tinhamos transportado de Luanda  para ali,  lhes ter dito que os tinhamos tratado muito bem.
Como não bastassem as provocações de quando nos deslocavamos na rua,  apontar a arma de baioneta  para a nossa frente e nos obrigar a desviar, como ainda depois de regressarmos ao navio que estava fundeado, terem espancado um Sargento Enfermeiro,. Estes eram os tais do Irmão Holden Roberto
Valeu na circunstância, uns dias antes, numa altura que as tropas do MPLA foram atacadas pela Unita e depois na resposta o MPLA as ter obrigado a meterem-se no Quartel do Exército, aconteceu que o dinheiro da Metrópole,  mil escudos passou a valer trinta e dois mil do Moçambicano. Isto valeu para eu ter comprado M de livros, que também  baixaram mais de 50%.
Dos muitos livros que comprei, um deles ilucidava o que representava a bandeira de um país, e foi ter tomado conhecimento, que me permitiu explicar ao interprete, que a bandeira representava um Povo e que ali a bandeira ainda era a que mandava, por ainda não ter sido dada a independência, como ta que a dos movimentos, apenas representava os guerrilheiros . Aceitaram a explicação, foram-se embora com, mas  ameaçando que se tal voltasse a repetir não perdoariam.
2 - Chegados a bordo convocamos uma reunião da Comissão de Bem Estar e ficou decidido que não transportaríamos mais elementos desse movimento.
No outro dia apresentou-se o Comandante deles a bordo, a pedir desculpa pelo acontecido e que não conseguia controlar a situação, por diáriamente estar a chegar às centenas e que os tiros que se oouviam de noite era ajuste de contas entre eles.
3 - O relato deste acontecimento, não visa procurar ser herói, mas é demonstrativo de que estavamos expostos a perigos constante. Este acontecimentos ocorre próximo da data da  Independência de Angola, pois já o tinhamos feito em Cabo Verde, também com problemas e de Moçambique..

O que quer o porco?



Meditação

Sofrimento:

     Sofro de tanto ver triunfar as nulidades, de tanto prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantar-se os poderes nas mãos dos maus. O homem chega a desanimar da virtude, rir-se da honra, e quase a ter vergonha de ser honesto.
Ao lado da vergonha de mim, tenho tanta pena de ti, povo do meu país.
Mas convictamente afirmo;-
Não pretendo saír daqui, porque amo este chão.
Vibro ao ouvir o meu hino.
Jamais usarei a bandeira para enxugar o suor  ou a enrolar no corpo, na natureza do pecado da manifestação da nacionalidade.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Rio Zambeze = III = Sporting Clube Espinho - Futebol


Cardoso, estaria longe de imaginar o que o viria a ferir profundamente

Navegando com no paquete Angola de Nacala para Lourenço Marques
O Delfim natural de Gondomar, mas que não esteve no naufrágio

Solicitação:-
Aconselho vivamente que se comece a leitura deste tràgico naufrágio o maior de sempre com militares portugueses. Começar a leitura abaixo na Parte 1, e se siga a sua ordem, Tragédia rio Zambeze, parte 2, e parte 4. Obrigados e todos os depoimentos adicionais serão de valor Histórico.
Homenagem às Memórias dos que lá morreram, e a quantos já morreram posteriormente, todos os que vivem, desejo as maiores felicidades que bem merecem, e que a dor que carregam, já lá vão quarenta e um anos, dos golpes incuráveis que lá sofreram, que continuem a lutar com todas as suas forças, para a suportarem até ao do fim dos seus dias. Tremendamente difícil, mas não impossivel, e agora e cada vez seremos mais partilhar a vossa dor.
Um Bem hajam, o meu reconhecimento e a minha admiração.
Certo que tudo o que viermos a conseguir fazer, serão sempre umas pequenas migalhas, para o que vocês merecem, pela vossa heroicidade, mas seguramente admito serem para vós muito mas mesmo muito importante
Pode os homens que comandam este nosso País, não vos vir a reconhecer nunca, mas a história não deixará que o Nosso Portugal vos esqueça.
Sabemos e por ela lutamos que a nossa Pátria é justa, e que a nossa Terra é boa,podendo nela haver algumas sementes fracas, e porque vão sendo alimentadas ainda proliferam, mas que serão seguramente um dia esterelizadas.
A força da razão, acabará por vencer a razão da força

A minha sentida Homenagem ao Amigo Jardim e a todos os que lá pereceram



Segundo o testemunho que me forneceu o meu conterrâneo e meu amigo de peito Manuel da Rocha Cardoso, todas as vezes que falamos deste assunto, e foram muitas vezes, o que sai muito em primeiro, são as últimas palavras e únicas que trocou neste caso com o seu grande amigo Jardim:
Quando o Batelão se começou a afundar um Sargento irritadissimo vê numa fotografia da filha e desabafa de que vale se eu vou morrer edeita a foto ao rio, de seguida puxa pela máquina fotográfica Canon e repete o anteior e deita a máquina ao rio também. Felizmente que este Sargento viria a sobreviver.
Logo de seguida fala o Jardim e fala:
Ó Cardoso, vou morrer!
Cardoso:
- Oh Jardim, eu não posso fazer nada!
Porque não podia mesmo.
Estes dois casos foram a forte razão para que o Manuel de imediato se atirasse ao rio, sendo segundo o que pensa ter sido o primeiro a fazê-lo.
     A referência que o Manuel tem era a de que se tratava de um jovem jogador do Sporting Clube de Espinho e que seria de lá. Informações posteriores que recolhi, será afinal de S. Félix da Marinha, Vila Nova de Gaia, freguesia que faz fronteira com a cidade de Espinho. Em dados recolhidos junto a responsáveis do clube e do Jornal Defesa de Espinho, pude confirmar que estas informações de que dispunha o Cardoso correspondem à v erdade.


Sporting Clube de Espinho Vencedor Taça Cândido dos Reis 1967
Carlos Zenha dos Santos Jardim o 2º da esquerda para a direita na primeira fila.
Moinhos- S. Félix da Marinha - Vila Nova de Gaia
Vendo-se a seguir Capitão-Mor com a mão em cima da bola e que foi o marcador
     O Jardim, rapaz oriundo de uma familia fracos recursos, sendo que sua Mãe trabalhava na Fábrica de Fundição em Espinho. Inciou-se como jogador de futebol no S. Félix da Marinha e transferiu-se para o Sporting de Espinho, onde entre outras coisas jogou contra o União de Lamas e que os Espinhenses ganharam por quatro a zero. Por imperativos militares, não pode estar presente na meia final em que o Espinho foi ganhar ao Salgueiros no Vidal Pinheiro por duas bolas a uma.
     Tal como Capitão -Mor teriam sido pedras vasilares, para a brilhante carreira que culminou com  a conquista da Taça Ribeiro dos Reis.
     O embraque para Moçambique e o  afogamento roubaram -lhe a oportunidade de uma carreira brilhante e que hoje poderiamos estar a falar de  uma das maiores glórias do futebol português.
              Só se morre, quando deixamos de estar no coração de alguém

Sentinela Alerta =VIII

Dever Cumprido
Devo confessar que estava longe de poder imaginar que quando o Tintinaine abordou o problema do trágico naufrágio de Mopeia, ele viria a juntar num àpice tanto historial, lamentável, que há mais de quarenta anos homens que viveram esse drama, nunca tivessem tido a oportunidade de despejar o saco, e assim poderem libertar-se dessa carga atormentadora e essa cruz que carregam nestas quatro dezenas.
Durante anos carreguei uma cruz tremenda, consegui levá-la ao Monte do Calvário e consegui lá deixá-la, por isso, sei quanto importante se torna, termos alguem com quem podemos despejar o saco, e ficarmos libertos, não, para esquecer o passado ou os sentimentos, mas sim para que posssamos limpar as nossas mentes, e juntarmos todas as forças de que dispomos e são muitas, e que assim nos seja possivel minorar o sofrimento.
Movido pelo a cima exposto, não sei se os amigos mesmo me dizendo que sou um homem fortissimo, por ter vencido duas dependências, "o tabaco e o àlcool", interrogo-me se teria forças para vencer este isolamento e carregar essa cruz de sofrimento que já leva quarenta anos. Vou Sabado falar com o Agostinho, o sentinela que foi alertado por um camionista "que soube ou se apercebeu da tragédia", e sei que calmamente, certaente por não conhecer as dimensôes da tragédia o Sentinela se movimentou calmamente. Sei tambem que foi um elemento espectacular e solidário, o que em muito ajudou os sobreviventes.
Vou ter uma honra imensa em o conhecer, apesar de ter parado algumas vezes no mesmo café e viver a uns escassos cinco quilómetros , só quando dei início a esta pesquisa, tive conhecimento do papel importante que desempenhou, e fiquei saber que ele tinha ajudado o Cardoso.
Quem bem faz. Bem recebe