sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Muitos anos antes!

O Homem de quem se fala!

Estava um dia invernoso, o caudal do rio teimava em subir, o que impossibilitava a circulação dos barcos entre as duas margens. A juntar a tudo isto continuava a 2ª Guerra Mundial a alastrar-se e parecia que o mundo estava a chegar ao fim, dada a escassez de alimentos e o dinheiro para os obter, no mercado negro.
Mas por volta das três e meia da tarde, eis que a Dona Elisa Gonçalves de Oliveira dava à luz um rebento do sexo masculino. Apesar do mau tempo, de boca em a boca a notícia circulou rápidamente por toda a população.
Soprava um vento forte, o que dificultava a comunicação com o outro lado do rio, mas a garganta afinada da Ti Olivinha fez-se ouvir e a informação foi dada aos meus avós. Não era aconselhável a travessia, mas o meu avô, homem do rio, esqueceu-se do perigo que corria e decidiu desafiar a corrente e o temporal. Segundo ele, o neto tinha de ser visto naquele dia. Apesar da travessia ser difícil, ele conseguiu. A minha avó que dizia que não tinha medo de nada, ficou em terra e enquanto pôde berrava para ele voltar, mas ele que era daqueles que não desistia com facilidade, continuou fazendo jus ao seu desejo de, nesse dia, ver o seu novo netinho. Obrigado Ti Jaquim Guerguenteiro.
As três galinhas que a Ti Elisa tinha criado em casa da avó "Mãe Chica", para fazer as canjas nos primeiros tempos, após o parto, fortalecerem-na e permitiram que o recem-nascido tivesse leite materno com abundância e que só foi interrompido com o começo de nova gravidez. E tudo isto quando as coisas começaram a complicar-se, já que a Grande Guerra continuava e as restrições aumentavam em catadupa.

3 comentários:

Artur/Leiria disse...

Olá Valdemar!
Mando-te este comentário por várias razões:
1) Para te dar os parabéns porque está bonito!
2) Para abrir o activo como chamariz a comentários...
3) Para perguntar se conheces o João Mateus
e o Luis Silva, que fizeram parte da tua guerra?
O João presentemente vive em Toronto
no Canadá onde eu vivo também.
Sou co-autor com o Carlos no blogue da Escola de Fuzileiros.
Desculpa tratar-te por tu mas isso é da praxe de todos os filhos da Briosa e da escola…
Um abraço!
Artur/Leiria

Valdemar disse...

Estás conservadissimo o tempo é que passa e tu vais ficando inalterável. Essa de me pedires desculpa por me tratar por tu não entra. É uma honra o tu de camardada da briosa e seguramente já te apercebes-te e isso era apanágio de todos nós que os fusos eram parte integrande e indivisel da Briosa.
Esse malandro do TINTIFAINE,agarrou o Bói pelos Cornos e num àpice de tempo preparaou essa maravilha. Estou-lhe imensamente grato, mas levou-me a assumir uma grande responsabilidade, porque agora não o posso defraudar e tenho de sprintar e cumprir rigorosamente a ordem Del Comandante. O ter de ser tem muita força e eu tenho essa felicidade de desfrutar de inúmeros amigos que partilham as suas sabedorias sem nada me pedirem em troca. Como certamente jádeves saber eu e o Carlos não nos conhecemos e o que nos ligou foi o Niassa e claro e inquestionável a nossa querida briosa.
Escola permite que te agradeça os elogios, mas o mérito é vosso, porque eu antes do contacto devorei o de muito bom que lá tendes. Parabéns. Terminos desejando-te a melhor sorte do Mundo. Fico totalmente disponvel. Agradeço ter-te como Amigo.

Artur/Leiria disse...

Obrigadíssimo!

Obrigado! Obrigado! Valdemar!
Pelas tuas palavras amáveis…
És um camarada de se pasmar!
Não gostasses tu de compartilhar;
Teus sentimentos inigualáveis!

Bem-hajas!