terça-feira, 3 de maio de 2011

O Mar

O mar! Grande lençol do leito enorme
aonde o sol, ao fim do dia, dorme.

E a embalar-lhe o sono, o mar parece.
Que murmura baixinho alguma prece...

Espelho cristalino, aonde a lua.
Vem às noites mirar-se toda nua.

Caminho aberto ao génio aventureiro
Que fez o nosso povo e a mim um marinheiro.

Por onde, numa glória triunfante.
Vogaram para o sonho as naus do Infante!

O mar! Nas suas gélidas entranhas
Se geram e contém vidas estranhas.

No seu profundo abismo de incertezas,
que tesouros ocultos, que riquezas!

Quando eu mais precisava de um abraço, sempre acreditei que havia alguém de braços fortes para acalmar a minha alma entrestecida e magoada.
O mar guardou todas as minhas confidências.

5 comentários:

TINTINAINE disse...

Boa poesia é pura melancolia.
Estou a ver-te melancólico e isso não é nada bom.
Se tu estivesses virado pr'aí aconselhava-te a beber um copo e pôr as tristezas para trás das costas.
Poesia alegre era a do Bocage. Ele divertia-se e divertia-nos a fazer versos.
Sê como o Bocage!

António Querido disse...

O mar enrola na areia
Ninguém sabe o que ele diz
Bate na areia e desmaia
Porque se sente feliz

Piko disse...

Amigo e conterrâneo:
Acho que está bem conseguido e cheio de sentido sim senhor! Creio todavia que houve um equívoco no teclar e alterou-lhe o sentido. Creio que querias transmitir assim:
...« O mar! Nas suas gélidas entranhas
Se geram e contém vidas estranhas.»

De qualquer modo gostei! Um forte abraço!

Valdemar disse...

Amigo entre um copo alcoólico e a morte física. Condena-me à morte física que serás absolvido e louvado por mim.
Querido é sempre bom lêr as nossas cantigas de miúdos e que tantas vezes sem fim as cantarolamos.
Amigo e Conterrâneo Pik, grato pela oportuna ilucidação, já fiz a de vida correcção.
Um abraço de água Cristalina deste mar que maravilhosos momentos me proporciona.
Óptima quinta-feira para todos.

Valdemar disse...

Correcção de Pik para Piko de vida para devida correcção. Obrigados. A pressa é inímiga da perfeição. Como foi o caso