sábado, 24 de abril de 2010

Dia da Liberdade 1974 a 2010

UMA LIÇÃO PARA O MUNDO 25 de ABRIL de 1974
Aconteceu no meu Portugal
Depois de treze anos de guerra colonila (guerra de guerrilha) com mais de 8.000 mortos e muitos  milhares de mutilados, teve lugar uma revolução, onde não houve mortos.
  O ódio, aumenta ódio, e o ódio sim esse mata.
  Estive ao Serviço de 24 para 25, era responsável pela Central telefónica do Grupo dois de Escolas da Aramada no Alfeite.
  Fui membro de várias Comissões de Bem Estar e participante nas C.B.E.´s. Vim mais tarde a pagar uma enorme factura. Nunca me arrependi, comi o pão que o diabo amassou, mas valeu a pena.
   O 25 de Abril e mais alguns que se lhe seguiram foram dias de Festa.  Foi um programa, programa esse muitpo dele consagrado na Constituição, na tentiva de acabar com as regalias e liberdades que foi lida ao povo português já levam 35 anos os detractores a tentarem destruír. Sem conseguir o fundamental.
 É convicção minha que jamais o povo português permitirá que lhe voltem a impôr a lei da rolha e se encham de novo as prisões e os crimes de assassinatos politícos, muitos deles emanados a ordem de Salazar, um outro Salazar qualquer e seus acólitos possam vir de novo a serem reimplantados neste país de Abril.
 O POVO É QUM MAIS ORDENA. VIVA A LIBERDADE.   
O Povo saiu à rua para comemorar a Festa. 


A liberdade de expressão é um dos valores  fundamentais da Vida.

Era uma vez um  país
Onde entre o mar e a guerra
Vivia o mais infeliz
Dos povos à beira-terra
         II 
Um povo se debruçava
como um vime de tristeza
sobre um rio onde mirava
a sua própria pobreza
       III 
Disse a primeira palavra
na madrugada serena
um poeta que cantava
o povo é quem mais ordena
      

Foi esta força viril
de antes quebrar que torcer
que em 25 de Abril
fez Portugal renascer
     V
Porém cantar é ternura
escrever constrói liberdade
e não há coisa mais pura
do que dizer a verdade
 Com a devida Vênia transcrevo os versos a cima que são da autoria do Saudoso Poeta Ary dos Santos.
      Desde o 25 de 74 até aos dias de hoje que o povo cada vez tem sido mais penalizado por desgovernos que apenas e só olham para o seu úmbigo e um tantos.
Mas mesmo com todos esses golpes profundos  conquista há  que o povo se mobiliza e não permite que lhe retirem esses seus direitos. 
    Mudar-lhe o rumo  é uma opção que está ao alcance  de todos nós


4 comentários:

Artur/Leiria disse...

Infelizmente passamos a vida a alimentar a ilusão, e quando nos apercebemos disso: o arrastar do chinelo já custa. Tudo porque levamos muito tempo envolvidos na tal ilusão, para já tarde de mais concluirmos que, afinal, não passou duma ilusão!

Ilusão nossa nos políticos
Que governam mal a ilusão
Do viver na ilusão, são críticos
De pensamentos ilusórios, raquíticos
Onde da ilusão não têm compreensão!

Pançudos, escravos da gula
Corruptos de chorudas alcavalas
Enchem do que é melhor a mula
Que esquecem a religiosa bula
Ah grande G3; e Carregador com balas…

lmdoliveira disse...

Grande dia, grande farra, grande esperança. Vi e vivi o dia no teatro de operações em Lisboa, nesse dia Lisboa foi a capital do mundo. Muitos anos passaram com muitas desilusões , no entanto valeu e vale mais do que nunca o espírito de todo um povo que se uniu no primeiro de Maio de 74.
Por mais que me esforce não consigo ver seja o que for que valesse a pena aproveitar dos tempos da ditadura tanto no que diz respeito há organização da sociedade como na guerra do ultramar.
Viva os portugueses e o 25 de Abril

Piko disse...

Percebe-se a desilusão que já reina na cabeça de uma boa parte dos portugueses e isso nota-se nos comentários que vão fazendo acerca do 25 de Abril, porque verificam que vêm sendo enganados desde o 25 de Novembro de 1975, e, sejamos claros, era difícil na altura a um povo despolitizado e fortemente marcado pelo anterior regime e por uma igreja católica conivente, era quase impossível que aquele golpe contra o 25 de Abril fosse parado e um pouco mais adiante tudo ficou mais claro, quando o Eanes manda ao Brasil o tal emissário a convidar os depostos para regressarem com todos os direitos a retroactivos, reformas incluídas... A esponja era assim passada à boa maneira portuguesa, que nas alturas cruciais, termina sempre da pior maneira, ou seja, NÃO SE TINHA PASSADO NADA!...
Então não se tinha passado nada?!
É claro que Eanes não era um politico, era um militar, mas os políticos que emergiram depois, já estavam por trás e não é preciso citar nomes!
Soube-se na ocasião, que de todos os convidados para o regresso ao "bem-estar", todos aceitaram menos um, que foi Marcelo Caetano. É justo aqui dizê-lo, por amor à verdade, que terá sido o gesto mais altruísta, depois de uma carreira política sem honra nem glória...
Mas voltemos a Abril, para dizer-vos que fui dos portugueses que na altura denunciei o 25 de Novembro como uma machadada contrária aos interesses da esmagadora maioria dos portugueses e paguei bastante caro por isso... Hoje, infelizmente para nós todos é o que se vê e não serve de nada a nossa revolta! Creio, que nós portugueses, temos grandes virtudes e o grande defeito de querer ver tudo a preto e branco, quando, afinal, há ainda outros cenários de cores que não devemos substimar... Tudo isto advem, penso eu, do pouco traquejo nosso com os sistemas políticos que exigem participação e perseverança, quando é mais cómodo "entregar" a "alguém" essa "CHATICE" e depois dá no que dá... Na velha Inglaterra já não pensam como nós e até mudam de voto, quando acham que estão a ser mal servidos e fazem-no com a maior das facilidades e talvez por isso têm políticos à sua altura, que quando metem o "pé na argola", quase sempre se demitem...
Em Portugal há um longo caminho a percorrer, porque a evolução nestas matérias é mais que lenta, vota-se invariavelmente nos mesmos, que ao saberem disso usam e abusam da fidelidade dos eleitores.
Será que estarei a ver mal o problema?
Para terminar dir-vos-ei que trabalhei 50 anos em 5 empresas privadas, nunca fui dirigente político, nem autarca, nem deputado, nem milito em nenhum dos partidos e apenas fiz parte duma direcção duma Cooperativa de Habitação, onde nunca recebi um cêntimo, e fi-lo, porque não é bom princípio recusarmos defender a comunidade!
Pela enorme alegria que vivi em 1974 quando alcançamos a Liberdade e as alegrias que vi à minha volta, são daqueles momentos aos quais ficamos presos com AMOR até aos restos das nossas vidas!
ACHO QUE O 25 DE ABRIL DE 1974 É UMA DATA DE ESPERANÇA!
PIKÓ

Anónimo disse...

ESPERANCA? ESPERANCA, que me tiras-te o cabaço e foi o melhor momento que passei em 25/04/1963.

As Esperanças depois de ti sao umas Galdérias e os politicos se servem para nos enrabar