terça-feira, 10 de agosto de 2010

Será que a Idade já não me perdoa?


Análise feita por quem percebe = Autor PIKÓ
                    e
7 Dias sem Comer Pão... Agostinho Verde
= terrasriomar.blogspot.com

Pinto da Costa e Luis Filipe Vieira, Versos Carlos Queiroz = marinheirododouro.blogspot.com

Uma verdade que comigo convive desde o meu nascimento.
Vejo e Oiço coisas que me surpreende - a mim e certamente a quantos padecem do mal que eu padeço.
Não encontro para os tais explicações.
 Duvido se é esta minha curta visão ou ou um mero afinco a velhos principios de honra e dignidade que me fazem ver o mundo de hoje por um prisma que falseia todos os valores que ajudaram a construir uma personalidade qua não se dá bem com aquilo a que se convecionou chamar progresso.
   Interrogo-me se será assim grande a diferença entre o que foi e já não é, ou se a comparação peca por desiquilibrio da balança onde esses valores são aferidos.
    Um singelo recuo de alguma décadas leva-me ao tempo em que um "aperto-de-mão e um franco "já está" era o remate de um negócio que depois nenhuma das partes ousaria trair.
    Respeitosamente relembro que entre pessoas " de um só rosto e de uma só fé" a "palavra-de-honra" valia por uma escritura,
     Mesmo entre gente mais rude do campo os contratos mais melindrosos da junta de bois, de uma ninhada de bacorinhos, de um bezerro ainda mamoto, de uma carro de batatas ou de uma pipa de vinho, aquela mãozada franca e de olhos nos olhos tinha tanto valor como qualquer documento feito no tabelião.
     A "palavra - de - honra" não admitia sofismas nem falsas desculpas.

3 comentários:

Piko disse...

Entendo perfeitamente todo o desabafo do nosso conterrâneo e amigo, porque se compararmos os procedimentos humanos das pessoas quando estão em jogo os valores mais altos da dignidade humana, notamos que as épocas não são comparáveis e nota-se um grande défice... Entretanto, as "justificações" para as profundas viragens nas mentes humanas estão aí ao dobrar da esquina e que terão a ver com o deslumbramento desta mesma sociedade, quando "descobre" que poderia ter acesso com relativa facilidade às coisas mundanas que há poucos anos atrás só os ricos e mais poderosos poderiam usufruir! Aqui terá começado uma espécie de corrida ao ouro, mas com espectáculos degradantes, muito conhecidos uns, mas com pouca visibilidade muitos outros, sem regras, onde as vaidades e as falsas vaidades vieram parar ao topo do negrume, que as melhors ETARES não foram capazes de branquear e o resultado é uma poluição humana que só lá mais para diante conhecerá melhores dias, porque haverá sempre um processo em marcha para pôr alguma ordem nesta barafunda geral!
É honesto reconhecer, que os que acreditavam que após o 25 de Abril iríamos ter um país mais fraterno e mais solidário se enganaram, infelizmente, mas, agora, também não será justo, bater na bondade e numa certa ingenuidade daqueles que quiseram acreditar, porque, ao fim e ao cabo, entendiam, que seria lógico, que a seguir ao período negro da noite Fascista, toda a sociedade se unisse para uma evolução lenta, mas positiva! Aqui, ocorreu o engano... e uma boa parte agarrou a oportunidade, que julgava única e comportou-se exactamente com a mesma ganância do capitalismo selvagem, como que a pedirem meças e se possível ultrapassá-los e foi um "bodo aos pobres", mas tudo está a esboroar-se para muitos deles, porque nesta luta sem regras, muitos irão perder e muito poucos irão ganhar!... Ou seja é o capitalismo no seu melhor!
Mas a seguir vão queixar-se a quem?!...
Pois, aí é que a "porca torce o rabo", porque é muito comum desta gente que acabou ostracizada pelo sistema, nunca culpar-se a si próprios, antes procuram encontrar justificações para o fracasso, que é deles e antes de tudo, mas que no seu desvario, vão atirar sempre para os outros e referenciam mesmo A, B e C como culpados do azar que tiveram, coitados!...
Desculpa Valdemar, mas alonguei-me demais e abusei do teu blog! Desculpa, a sério!
PIKÓ

Fuzo de Agua Doce disse...

Pois é Amigo Valdemar, isso da honestidade, e da sinceridade já foi á tanto tempo, que receio bem que muita gente que por aí anda não saiba o que isso significa.
Um abraço
Virgílio

eduardo maria nunes disse...

Para o que ouves e consegues ver não encontras explicações, pois então já somos dois.
Não sendo optimista, mas sim realista e muito menos egoista.
Para os homens que com o seu saber, inteligente,
puzeram fim a um regime fascita, no dia 25 de Abril de 1974.
Decorridos que são 36 anos, os portugueses, continuam mergulhados numa pobreza sem fim à vista. O certo é que nem tudo foi máu, por enquanto vamos vivendo com liberdade de expressão.
Resumindo e concluindo, o meu comentário de carácter não politico, baseado num portugal democrático, cujos seus governantes estão constantemente a apregoar, que todos os portuguseses, agora como nunca tiveram melhor vida.
Pura mentira, ou talvez não, depende de sua interpretação. Ao referirem-se à classe política, esses senhores são os premiados, porque, tanto, eles como outros muitos mais corruptos nunca antes tiveram melhor vida.
Quanto à classe trabalhadora, a qual contribui para o desenvolvimento deste país. "Aí é que a porca torce o rabo, se ela rabina não for".
Como diz o PIKÓ.