terça-feira, 29 de junho de 2010

Nem que seja à Martelada = Agostinho Teixeira Verde

Nem que seja à Martelada
  Acabamos de sair do luto decretado pelo Governo em homenagem a José Saramago, mas a goleada aos coreanos e o nosso rico S. João garantem que a festa segue dentro de momentos. PS e PSD preparam-se para estragar a festa (e as finanças) dos utentes dos SCUTS Norte, mas é na festa de S. João que os nortenhos devem procurar inspiração para reagir a tamanha injustiça.

S. João, S. João, dá-me tu inspiração
Para ver se em três penadas
Consigo encontrar a solução
Nem que seja às marteladas!

Saramago: Não é santo, mas é popular na esquerda onde (?) tanto militou. Na hora da sua morte, merece o respeito e lamento de todos, mas o Governo socialista entendeu que o país devia observar luto nacional durante dois dias, só para continuar a ganhar protagonismo que é o seu forte… Em vivo, quase todos o deploravam. Depois de morto, todos o queriam. Até a Câmara de Lisboa… lhe estendeu o tapete. Sabe-se lá com que intenções!?
    Não deve ser fácil reunir consenso sempre que um Governo decreta um luto por razões semelhantes, mas a pergunta que aqui se deixa há muito quem a faça: um dia que desapareça mais um vulto da cultura, da política, do desporto ou da economia desastrosa portuguesa, que ainda por cima tenha sempre respeitado e amado Portugal em palavras, actos e omissões, vão decretar uma semana de luto? O que é nacional é bom? O que é Nobel é ou não?
   Resta-nos afirmar que, Saramago, por incompatibilidades diversas, deixou o seu país e instalou-se em Lanzarote, Canárias, Espanha e, para lá levou quase todos os seus bens e patacos que o Nobel merecido ou não, lhe foi atribuído pela Organização Sueca.
   Aqui, na minha óptica, existe um contraste que não aprovo e discordo pelo seguinte: se o Nobel é um prémio de muitíssimos euros, além da Honorabilidade prestada ao Insigne Escritor, a viúva Pillar, se queria trasladar os restos mortais para Portugal, tinha possibilidades económicas para o fazer; não era necessário que o Governo malabarista tivesse contribuído com um avião da Força Aérea para esse efeito, pois, não se tratava de nenhuma patente general deste país, mas de homem que, além do prestígio que o Nobel lhe granjeou, era sim, um cidadão português como tantos outros que, mortos em combate ou no seu trabalho de emigrantes, nunca ou poucos tiveram a esmola de ser trasladados para as suas terras de origem.
 
Que me perdoe a sua viúva, mas, em lugar de chamar-se Pillar, deveria chamar-se de “pilhar”, pois, além da herança do falecido, conseguiu, sem culpa formada, sonegar ou pilhar a Portugal mais uns milhares de patacos, porque o Governo não tem óculos que suprimam a sua grande miopia. Não quero de forma alguma que considerem isto como uma ofensa, mas pensem se existe, de facto, algo de racional no meu pensamento.

Selecção: Como de costume, de bestas a bestiais em 90 minutos. Uma selecção que iniciou o jogo só com jogadores nascidos em Portugal deu sete pontapés certeiros na crise, quando muitos treinadores de crónicas e de bancada já vertiam lágrimas por Scolari e preparavam luto nacional e um avião da Força Aérea para a trasladação dos seus ossos, visto que, estando em terras africanas onde abundam os abutres, ficariam despojados das suas carnes… Em futebol, o que é nacional é bom? O que vem de fora… é ou não?

Sacanagem: Assino por baixo o alerta de Rui Rio. Com chip ou sem chip, as desculpas para portajar só a Norte é que são “cheap”ou desculpas baratas.

Com as armas que a democracia lhes confere, os utentes das novas SCUT com custos têm obrigação de fazer ouvir a sua voz de revolta por estarem a ser alvo de tão flagrante injustiça e descriminação nacional. Sem esquecer que o pior é “baixar a bolinha”, criando mais um procedente. A seguir só poderá ser pior.

Porque estamos na altura dos Santos Populares, ninguém levar a mal que se diga, como no título, nem que seja à martelada!

(Semi-transcrito e adaptado por: ATVerde)



2 comentários:

Valdemar disse...

Saramago:- José Saramago. O Nobel da Literatura, que nem Frenando Pessoa, teve a mesma dimensão e mesmo que Pessoa tenha vivido mais de dez anos na África do Sul, não é menos Português por isso.
Saramago Politíco. Foi Presidente da Assembleia Municipal de Lisboa e apoiante do actual Executivo da Câmara de Lisboa, apoiou o actual Presidente da Autarquia e não a C.D.U. Foi militante Comunista até morrer mas não foi um militantde activo e nem sempre foi alinhado.
Pilar não Pilhou e que se saiba Saramago não desirdou a Filha. O Património que legou com o seu tempo as pessoas terão conhecimento da sua mais valia.
Literatura:-
Traduzido em muitas linguas e públicado nos quatro cantos do Mundo-
Caminho a sua Editora e os sete por cento que o Estado recebe do IVA pela venda dos seus livros é uma forte fonte de receita.
Muita mais haveria para dizer.
Tenho imenso respeito pela sua vida, a forma como subiu a pulso e as traiçoes cobardes que sofreu, mesmo lhe retirando o prémio Europeu, Lara, Cavaco e Companhia. Erros terá-os comtetido. Só os medíocrtes não os assumem e os que nada fazem apontam sempre defeitos a quem faz algo e deixa obra histórica.
O Governo tudo o que fez eu não dúvido que um dos seus principais objectivos foi tentar tirar dividendos politícos, mas que o fez , fez.
Disso nem Saramago nem a Familia tem nada a ver com a atitude Governamental. Mais é um direito quer assistia ao Governo. Usou da legalidade que lhe está conferida.
O País tinha essa divída para com Saramago e a história muito mais virá a fazer. Porque a justiça, pode tardar mas chega.
Esta é a minha convicção e contra factos não há argumentos.

Valdemar disse...

O Meu Espanto!!!!
Não percebo muito bem como poderá questionar-se a obra de um escritor que escreveu apenas um Livro para crianças, por segunda palavras suas querer mas não saber escrever para elas, pedindo para que das suas palavras façam vários livros. Assim está a fazer a Escola Primária de Chaves.
Que já levou à cena.
Que o Nobel seja "Honoris Causa" pela Universidade de Coimbra e que a Câmara de maioria PSD/CDS e os Vereadores do PS e da CDU, tenham aprovado por unanimidade atribuir o nome de José Saramago a uma rua na Cidade de Coimbra.
Que o Doutor Alberto Santos da Câmara Municipal de Penafiel, tenha escrito e aprovado por todos :- Saramago na Memória de Penafiel.
A cidade de Penafiel que em Outubro de 2009 se transformou na "Cidade Saramago" durante 5 dias, no âmbito da escritaria, guardará na sua memória o Nobel da Literatura.
Que em Santa Maria da Feira no Auditória Saramago tenha sido notícia de primeira página e com esta frase.
São Palavras minhas, são palavras nossas,mas são também palavras do mundo.
Tendo sido levado representado por duas artistas de gabarito estrangeiras e uma portuguesa.
Pouco tempo passado desde que Saramago nos deixou fisícamente, mas as sucessivas homenagens são prova cabal da respeitabilidade que o Povo português nurtia e nutre pelo seu escritor, onde nem a Igreja portuguesa na sua morte teve a coragem de o condenar, antes admitiu públicamente que no momento as coisas estavam fora de discussão e quezilias pertenciam ao passado.
Um país que não reconheça os seus ilustres filhos, não será seguramente um País Democrático.
Estes meus dois comentários não são ataques a ninguém, mas antes transcrevo o que foi assumido por quem cito nos comentários.
Na discussão amiga nasce a luz.
Um Abraço a todos e em muito especialmente ao meu Amigo Agostinho Teixeira Verde.